Doenças comuns na primavera Parte Final

•18/09/2014 • Deixe um comentário

Alergias da primavera: como amenizar?

A primavera é mesmo uma delícia. Flores coloridas e perfumadas para todo lado. No entanto, ela pode causar muitos transtornos de saúde para quem é alérgico. A floração, o clima seco e as oscilações de temperatura da primavera contribuem para o aparecimento ou agravamento das crises. “A primavera costuma estar associada a sintomas respiratórios resultantes de alergias nas regiões em que as estações são bem-marcadas, e isso se deve à polinização”, explica a doutora Izilda Bacil, alergista do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro.

A resposta alérgica ocorre quando um indivíduo sensível entra em contato com uma substância desencadeante (alérgeno) e seu organismo produz uma reação exagerada (hipersensibilidade), resultando em uma crise. As manifestações mais comuns são a asma brônquica, a rinite alérgica, as alergias cutâneas e a conjuntivite alérgica.  “A alergia é uma doença hereditária”, afirma a Dra. Izilda. Uma criança filha de pais com este problema tem cerca de 60% de chance de também sofrer, embora a doença nem sempre se manifeste da mesma forma que em seus pais ou avós. Além disso, uma pessoa pode ser alérgica mesmo que seus pais não o sejam.

As mais comuns

A rinite é uma das principais doenças que se agravam na primavera. Pode ser causada por vírus, bactérias ou ser de origem alérgica. Extremamente incômoda, ela é a inflamação da mucosa nasal, e seus principais sintomas são crises de espirro, coriza (nariz gotejando), coceira no nariz, garganta ou nos olhos e obstruções nasais. Muitas vezes o sono é afetado e acumulam-se cansaço, indisposição e déficit de atenção. Izilda orienta que o tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos para aliviar os sintomas aliado ao controle ambiental, mas a única forma de se alterar o curso do processo é com o uso das vacinas.

Em conjunto com a rinite, ou como uma complicação dela, pode ocorrer a sinusite. Nesse caso, é chamada de rinossinusite alérgica, em que ocorre a inflamação ou infecção dos seios paranasais e das cavidades dos ossos da face, em conjunto com a inflamação da mucosa nasal. Os sintomas são congestão nasal, dor na face e nos dentes superiores, presença de uma secreção amarelada/esverdeada no nariz ou que desce pela garganta, e tosse. A dor de cabeça ao acordar pela manhã é típica da sinusite. “A sinusite é uma patologia relativamente comum, e a história da doença e o exame clínico já indicam sua presença. Se necessário, exames de imagem podem comprová-la, embora sozinhos não signifiquem nada”, completa a Dra. Bacil.

Precauções

Quem já sofre de alguma doença alérgica não pode descuidar da medicação e do controle ambiental, e os cuidados devem ser redobrados com a chegada da primavera. Os alergenos conhecidos mais comuns são a poeira doméstica, ácaros, pelos de animais, baratas, fungos, pólen, além de agentes irritantes como a poluição. Sabendo disso, algumas medidas gerais podem e devem ser tomadas para evitar o surgimento ou agravamento das crises alérgicas:

  • A limpeza da casa, principalmente do quarto, deve ser frequente, realizada preferencialmente com aspirador de pó e pano úmido.
  • Retire carpetes e tapetes da casa, especialmente do quarto de quem sofre com a alergia. Ou prefira tapetes de material facilmente lavável, como o E.V.A.
  • Substitua as cortinas por persianas, que são facilmente limpas com um pano úmido.
  • Evite estofados recobertos por tecidos.   Limpe a mobília da casa com pano úmido com frequência superior a uma vez por semana.
  • Forre colchões, travesseiros e almofadas com capas impermeáveis.
  • Evite objetos que acumulem poeira no quarto como bichos de pelúcia, livros, caixas e quadros.
  • Troque cobertores por edredons, e lave-os quinzenalmente.
  • Mantenha a casa sempre arejada e ensolarada. Se você mora numa região com grande concentração de pólen, feche as janelas e use o ar-condicionado, que filtra o ar, especialmente nos dias ensolarados e com fortes ventos, quando a concentração de pólen é maior. Lembrando que os filtros do ar-condicionado de casa e dos automóveis devem ser trocados periodicamente.
  • Dê preferência para aspiradores de pó que possuam filtro HEPA, que captam também ácaros, bactérias e fungos e evitam sua proliferação.
  • Evite ter animais de pelo dentro de casa, especialmente nos quartos.
  • Não fume dentro de casa.
  • Evite cheiros fortes como perfumes, tintas, solventes, produtos de limpeza, entre outros.

Não espere a crise se instalar, assim que perceber os primeiros sintomas procure orientação médica. Somente especialistas saberão o melhor caminho para que você possa novamente respirar aliviada!

CURTA MUITO A ESTAÇÃO DAS FLORES, MAS NÃO SE ESQUEÇA DOS CUIDADOS COM SEU CORPO.

Doenças comuns na primavera Parte 1

•16/09/2014 • Deixe um comentário

 

Estamos quase na primavera, uma das épocas mais bonitas do ano. Com a mudança de temperatura, muitas doenças começam a surgir, algumas relacionadas com o clima e outras com o desabrochar e polinização das flores. Leia nossas dicas para curtir a primavera com muito mais saúde e disposição.

  1. Conjuntivite.Com o desabrochar das flores, o pólen começa a se dispersar no ar e pode causar irritações nos olhos, resultando em casos de conjuntivite. O melhor a se fazer é manter os olhos sempre limpos e lubrificados e lavar eventualmente com soro fisiológico.
  2. Rinite.Assim como na conjuntivite, o pólen pode irritar as vias aéreas causando rinite alérgica. A febre do feno é um outro nome dado à essa rinite causada pelo pólen das plantas. Além disso, a mudança climática propicia irritações nas mucosas nasais e da garganta. Beba muito líquido, como água e sucos de frutas naturais.
  3. Catapora.Também conhecida como varicela, a catapora se prolifera com o aumento da temperatura. Na primavera é quando o vírus começa a se multiplicar e as infecções ficam muito mais frequentes. Vacine-se contra a catapora, sobretudo as crianças pequenas.
  4. Leptospirose.Com o aumento da temperatura, aumenta-se a frequência das chuvas em muitas regiões do país, e a proliferação da leptospirose, uma doença transmitida por águas contaminadas, aumenta. A melhor medida a se tomar é evitar andar descalço na água da chuva, assim como evitar qualquer contato com água supostamente contaminada.
  5. Dengue.Embora a doença atinja prevalência máxima no verão, durante a primavera os primeiros casos começam a surgir, sobretudo nas regiões mais chuvosas do país. Para evitar a transmissão da dengue, não deixe água limpa parada após as chuvas em pneus, vasos ou qualquer outro tipo de reservatório.
  6. Sarampo.Assim como a catapora (varicela), os casos de sarampo começam a aumentar com a elevação da temperatura. As crianças pequenas são as mais suscetíveis. A melhor medida a se tomar é a vacinação.
  7. Rubéola.rubéola é uma doença viral extremamente grave para gestantes. Com o aumento da temperatura, o vírus se multiplica mais facilmente. Vacine-se contra a rubéola, com especial atenção para mulheres grávidas e crianças pequenas.
  8. Alergias.As alergias podem se manifestar de diversas formas, como coceiras na pele, nariz pingando e olhos vermelhos. Casos graves envolvem fechamento da garganta e até parada respiratória. Com o aumento da polinização e dos insetos, as crises de alergia tornam-se muito mais comuns na primavera. Embora as alergias sejam, no geral, difíceis de serem antecipadas, o tratamento imediato evita a progressão dos sintomas e mais incômodos. Se você começou com algum sintoma de alergia, não hesite em tomar as medicações antialérgicas para evitar aborrecimentos.

O final do inverno e o início da primavera trazem uma série de doenças próprias dessa época, que, embora sejam mais comuns na infância, podem aparecer também em adolescentes e adultos. A incidência de sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) aumenta nos meses de setembro a dezembro em nosso meio. São doenças altamente contagiosas, porém que, graças às vacinas atuais, podem ser facilmente prevenidas.

Crianças pequenas, até os 6 a 9 meses de idade, filhas de mães que já tiveram, ou são imunizadas para essas doenças, têm a proteção que adquiriram da mãe durante a gravidez (através de anticorpos maternos passados à criança pela placenta). A partir dessa idade, esses anticorpos começam a diminuir e a criança fica susceptível às doenças.

Comum ano de idade, o bebê deve receber uma dose da vacina tríplice viral, que lhe trará proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Esta vacina está disponível na rede pública e deve ser aplicada uma segunda dose aos 15 meses de idade, para que se assegure cerca de 100% de proteção.

Sarampo:

sarampo é uma doença transmissível e altamente contagiosa, que acometia de 2 a 3 milhões de crianças nos anos de epidemia na década de 70. É uma doença causada por vírus, que deixa a criança bem debilitada, com alto índice de complicações, como pneumonias, muitas vezes, graves e fatais. Houve uma redução significativa da doença a partir da implantação da vacina pelo governo, e, após terem sido adotadas medidas de prevenção, com campanhas para vacinação em massa da população.

Caxumba:

caxumba é uma doença de causa viral, transmissível, de um indivíduo para o outro, através das vias aéreas. Caracteriza-se por inflamação das glândulas salivares parótidas, localizadas na região anterior às orelhas, provocando inchaço doloroso nessa região, geralmente dos dois lados. Aparentemente simples, porém, pode apresentar complicações, como: inflamação dos testículos e encefalite viral. Sua incidência também diminuiu muito com a instituição da vacina tríplice viral.

Rubéola:

rubéola é uma doença viral, de curso benigno e brando, raramente apresenta complicações. Porém, altamente perigosa se adquirida por gestantes, até o terceiro mês de gravidez, pois apresenta alto risco do bebê nascer com a “Síndrome da Rubéola Congênita”: risco de problemas graves no coração, sistema nervoso e olhos. Com a implantação da vacina tríplice viral e a realização de uma campanha de vacinação em massa, dirigida às mulheres em idade fértil em todo país, nos anos de 1998 a 2002, houve um decréscimo superior a 90% nos casos de rubéola e da “Síndrome da Rubéola Congênita”.

Varicela:

Varicela ou Catapora como é mais conhecida, é uma doença altamente contagiosa, geralmente benigna, transmitida pelo vírus Varicela Zoster. É transmitida de pessoa para pessoa por contato direto com as lesões, ou por secreções eliminadas pelas vias respiratórias de pessoas contaminadas (tosse, espirros). Outro modo de transmissão é através da placenta, durante a gestação (transmissão intra-uterina), nas gestantes que não estão imunizadas.

É caracterizada por sintomas iniciais de febre, dores pelo corpo e mal-estar geral, seguidos de aparecimento de lesões na pele, inicialmente como pápulas (bolinhas) avermelhadas, que adquirem conteúdo líquido (bolha) e, após um ou dois dias, estouram e se transformam em feridas cobertas por crostas, até secarem e caírem. Enquanto a pessoa tem lesões secando, estão surgindo outras em todo corpo, até dentro do pavilhão auricular (orelhas), boca e genitais. Essas lesões são altamente pruriginosas (coçam muito) e seu conteúdo é contagioso. Podem aparecer de 250 a 500 lesões em uma pessoa

O período de incubação pode variar de 7 a 21 dias (período entre a pessoa ter se infectado e os sintomas aparecerem). A doença pode durar de 1 a 2 semanas, e, sua transmissão ocorre desde antes do aparecimento das primeiras lesões, até que seque a última bolha.

Apesar de ser benigna, na maioria das vezes, a catapora incomoda muito seu portador, o afasta de suas atividades habituais, principalmente da escola, devido ao risco de transmissão, e pior, existem alguns casos que se complicam.

Quando a enfermidade já está instalada, deve-se ter acompanhamento médico e evitar usar medicamento por conta própria. Se o doente usar o ácido acetilsalicílico (AAS) pode ocorrer a chamada “Síndrome de Reye”, caracterizada por insuficiência hepática e coma.

Entre as complicações da catapora, a mais comum é a infecção das feridas da pele por bactérias, formando lesões com pus, que devem ser tratadas com antibióticos e podem acarretar nefrite (problemas nos rins). Podemos ter pneumonia causada pelo próprio vírus, ou decorrente de uma infecção por bactéria, além de meningite ou encefalite causada pelo próprio vírus. Muitas vezes, levando o indivíduo à hospitalização.

As complicações são mais prováveis em portadores de imunodeficiências, em quem faz tratamento com imunossupressores (quimioterapia, radioterapia ou corticosteróides em grandes doses); gestantes; crianças com menos de um ano de idade e adultos.

A forma mais eficaz de se evitar a catapora é a vacina, que deve ser aplicada a partir de um ano de idade. Recomenda-se que adultos, que não tiveram a doença, também recebam a vacina, para evitar as complicações da doença.

A vacina para catapora não faz parte do calendário básico vacinal brasileiro. De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o motivo para a não inclusão é o alto preço. Cada dose da vacina para catapora custa cerca de R$ 120,00 para rede pública. O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina em alguns casos: para a população indígena e para Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, onde são vacinadas pessoas com algum tipo de imunodeficiência grave, como AIDS. Em outros casos, ela só é encontrada na rede de saúde privada.

Como vimos, a varicela não é uma doença tão simples como alguns pensam. Por isso, é importante preveni-la, já que temos à disposição uma vacina bastante eficaz, que pode evitar todos esses transtornos.

É necessário ressaltar a importância da consulta a um pediatra sempre que a criança apresentar febre, acompanhada de mal estar e, principalmente, se houver alguma erupção na pele. Pois é fundamental que seja feito o diagnóstico diferencial entre estas e outras doenças, através do exame clínico e, às vezes com necessidade de exames complementares (laboratoriais). Só um especialista pode avaliar a intensidade e a gravidade de cada caso e orientar os cuidados necessários, as medidas e o tempo de isolamento.

Por isso também, a importância do acompanhamento rotineiro com o profissional, para que sempre sejam orientadas e checadas as aplicações de vacinas, quer do calendário oficial do governo, quer outras, que por motivos alheios à nossa vontade, não dispomos na rede oficial, mas que são tão importante quanto àquelas e que podem nos ajudar a prevenir doenças graves, quer no sentido individual, quer para a coletividade.

VACINAS E SORO – Parte 1

•11/09/2014 • Deixe um comentário

Diferenças entre a vacina e o soro

Vacina Soro
Contém agentes infecciosos inativados ou produtos deles que induzem a produção de anticorpos pelo próprio organismo da pessoa vacinada.

Tem poder preventivo.

Contém os anticorpos necessários para combater determinada doença ou intoxicação.

Tem poder curativo.

*VACINAS*

As vacinas são substâncias, como proteínastoxinas, partes de bactérias ou vírus, ou mesmo vírus e bactérias inteiros, atenuados ou mortos, que ao serem introduzidas no organismo de um animal ou do homem, suscitam uma reação do sistema imunológico semelhante à que ocorreria no caso de uma infecção por um determinado agente patogênico, desencadeando a produção de anticorpos que acabam por tornar o organismo imune ou, ao menos mais resistente, a esse agente e às doenças por ele provocadas.

São geralmente produzidas a partir de agentes patogênicos (vírus ou bactérias) completos, mortos ou atenuados, ou de um fragmento desses microrganismos, por exemplo, uma parte da parede celular de uma bactéria, uma toxina inativa. Ao inserir no organismo esse tipo de substâncias, fazemos com que o corpo combata o agente estimulando a síntese de anticorpos, que protegem o nosso organismo, além de desenvolver a chamada memória imunológica, tornando mais fácil o reconhecimento do agente patogênico em futuras infecções e aumentando a eficiência do sistema imune em combatê-lo. Quando o corpo é atacado por algum agente patogênico não chega a desenvolver a doença porque o organismo encontra-se protegido.

Os vírus se multiplicam sem controle (gerando doenças) em um organismo, se encontrarem terreno favorável para isso. As vacinas previnem doenças como hepatitefebre amarela e sarampo. Tal forma de medicação já existia há bastante tempo, tendo sido usada por chineses e povos do mediterrâneo, muitas vezes na forma de medicina popularLouis Pasteur celebrizou-se pela formalização científica da vacina.

antígeno escolhido para uma vacina deve ser “imunogênico”, ou seja, deve desencadear uma reação imunitária e não provocar a doença. A vacina é uma medida de proteção que induz no indivíduo uma resposta imunitária como se tivesse sido realmente infectado pelo microrganismo.

antígeno da vacina é apresentado em pequenas quantidades na dose da vacina, numa forma purificada, diluído num líquido estéril e por vezes combinado com adjuvantes, que amplificam a reação imunitária.

O criador da primeira vacina, contra a varíola, foi Edward Jenner. Em 1796 Jenner observou que as vacas tinham nas tetas algumas feridas iguais às provocadas pela varíola no corpo de humanos. Os animais tinham uma versão mais leve da doença, a varíola bovina.

Ao observar que as moças responsáveis pela ordenha, que comumente acabavam infectadas pela doença bovina tinham uma versão mais suave da doença, ficando imunizadas ao vírus humano , ele recolheu o líquido que saía destas feridas e o passou em cima de arranhões que ele provocou no braço de um garoto, filho de seu jardineiro. O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, tendo uma recuperação rápida.

Estava descoberta assim a propriedade de imunização (o termo vacina seria, portanto, derivado de vacca, no latim).

VACINAS PARA CADA IDADE

Existe um calendário de vacinações, ou seja, idades recomendadas para se tomar vacinas. Algumas vacinas garantem a imunização com apenas uma dose. Outras requerem a repetição da dose. Ou seja, o calendário de vacinações é preparado para garantir a imunização

Erradicar quer dizer fazer desaparecer, eliminar.

No Brasil, as campanhas de vacinação têm ajudado a diminuir a ocorrência de muitas doenças, como o sarampo, o tétano, e até a erradicar outras, como a paralisia infantil, da qual há muitos anos não se registra nenhum caso.

PARA CRIANÇAS DE 0 A 10 ANOS

  • IDADE
  • VACINA
  • DOSE
  • Recém nascido
BCG – ID 1° Dose
Hepatite B 1° Dose
  • 01 mês
Hepatite B 2° Dose
  • 02 meses
Vacina oral Poliomielite (VOP) 1° Dose
Vacina Pentavalente (DTP+Hib+HB)** 1° Dose
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) 1° Dose
Vacina Rotavírus 1° Dose
  • 03 meses
Vacina Meningocócica C (conjugada) 1° Dose
  • 04 meses
Vacina oral Poliomielite (VOP) 2° Dose
Vacina Pentavalente (DTP+Hib+HB)** 2° Dose
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) 2° Dose
Vacina Rotavírus 2° Dose
  • 05 meses
Vacina Meningocócica C (conjugada) 2° Dose
  • 06 meses
Hepatite B 3° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 3° Dose
Vacina Pentavalente (DTP+Hib+HB)** 3° Dose
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) 3° Dose
  • 09 meses
Febre amarela 1° Dose
  • 12 meses
Tríplice viral (SCR) 1° Dose
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) Reforço
  • 15 meses
Tríplice bacteriana (DTP) Reforço
Vacina Meningocócica C (conjugada) Reforço
Vacina oral Poliomielite (VOP) Reforço
  • 4 anos
Tríplice bacteriana (DTP) Reforço
Tríplice viral (SCR) 2° Dose
  • 10 anos
Febre amarela Periódica

**A vacina Tetravalente foi substituída pela vacina Pentavalente. A Pentavalente é a vacina Tetravalente com a adição da Hepatite B. A partir de dezembro de 2012, as crianças que já começaram a tomar as doses da vacina Tetravalente deverão completar as três doses com a vacina de Hepatite B. Já as que não tomaram a Tetravalente, deverão tomar somente a Pentavalente.

VERMINOSES – Parte Final

•04/09/2014 • Comentários desativados

Xistose ou Esquistossomose

Definição

No Brasil, a esquistosomose, conhecida como xistose, barriga d’água ou mal do caramujo, atinge milhões de pessoas. O verme causador dessa doença (Schistossoma mansoni) pode ser encontrado em várias fases do seu ciclo evolutivo: como verme adulto (macho e fêmea), ovo, miracídio, esporocisto e cercária.

O tratamento da população afetada pela doença, a melhoria do saneamento básico, o combate aos caramujos transmissores e a educação em saúde constituem as medidas de controle dessa doença.

Sintomas

Os sintomas dependem de vários fatores, como o tipo e a quantidade de parasitas adquiridos, a idade, o estado nutricional e a capacidade de defesa da pessoa. Antes da postura de ovos, o doente pode sentir apenas mal-estar, com ou sem febre, tosse e dores nos músculos. Iniciada a fase aguda, mais ou menos 2 meses após a infecção, a disseminação dos ovos, principalmente no intestino e fígado, provoca uma reação e o paciente apresenta mal-estar, emagrecimento, alergias, tosse, diarreia, fígado e baço aumentados. Na fase crônica, os sintomas variam dependendo de qual órgão do corpo foi mais atingido. Caso tenha sido o intestino, a pessoa tem dores de barriga e diarreia; se fígado, este cresce de tamanho, fica doloroso à palpação e, com o passar do tempo e o aumento das reações, tende a encolher e a endurecer suas fibras, causando dificuldades para a passagem do sangue. O sistema circulatório ficará prejudicado, causando comprometimento até do coração. Com a evolução da doença, todo o organismo se ressente. O doente apresenta barriga d’água e, às vezes, varizes no esôfago, que provoca vômitos de sangue vivo.

Os exames clínico e de fezes fecham o diagnóstico e o tratamento é feito com medicamentos apropriados.

Infecção

A transmissão ocorre pela penetração ativa das cercárias na pele e mucosa humanas, principalmente através da pele dos pés e pernas.

Os vermes adultos vivem no sistema circulatório do homem, onde vão parar após atingir o fígado. Sofrem aí sua maturação sexual e, em seguida, iniciam a deposição de ovos. Os ovos são expelidos pelas fezes humanas e alcançam a água; aí eclodem e saem os vermes, na forma de miracídios, que nadam para o caramujo e nele penetram, transformando-se em esporocistos. Evoluem então para a fase de cercárias, que saem do caramujo e nadam até alcançar, mais uma vez, o homem.

VERMINOSES – Parte 9

•02/09/2014 • Comentários desativados

Solitária (Taenia Solium e Saginata)

Definição

A solitária ou teníase é uma verminose causada por parasitas, cujos hospedeiros intermediários são o porco e o boi que têm no homem seu hospedeiro definitivo.

Os vermes adultos ou tênias geralmente causam poucos danos. Porém, suas larvas – os chamados cisticercos – são responsáveis por diversos sintomas, dependendo de sua localização, número, tamanho e forma. Portanto, uma mesma espécie de verme é capaz de causar sintomas diferentes, caso esteja presente no homem em fase de larva ou em fase adulta.

A teníase é um conjunto de alterações provocadas pela presença da forma adulta das tênias (vulgarmente chamadas de solitárias) no intestino do homem. A cisticercose, por sua vez, é um conjunto de alterações provocadas pela presença de larvas (vulgarmente chamada canjiquinha) nos tecidos do porco, podendo também ser encontrada no homem.

Sintomas

No caso das teníases, o acelerado crescimento dos parasitas provoca sintomas como tonturas, cansaço, desânimo, náuseas, vômitos, inchação do abdome, dores em diferentes regiões do abdome e perda de peso. A cisticercose provoca graves lesões no homem e suas manifestações clínicas dependem da localização dos cisticercos, do número e do estágio de desenvolvimento dos parasitas. Se alojados no cérebro, podem provocar dores de cabeça com vômitos, dormências localizadas, desordem mental e ataques epilépticos, e até mesmo levar ao coma. Se no coração, podem causar palpitações, ruídos anormais e cansaço. Se alojados no olho, podem provocar descolamento da retina e perda da visão.

Infecção

Na fase adulta ou reprodutiva, as tênias vivem no intestino do homem. Já o cisticerco é encontrado principalmente sob a pele, nos músculos, coração, cérebro e no olho humano.

O verme tem o seguinte ciclo: o homem portador da tênia adulta elimina partes grávidas de seu corpo nas fezes. Os ovos ficam no exterior, contaminando o ambiente. Porcos ingerem essas fezes, formando então larvas ou cisticercos em seus músculos. Ao ingerir a carne de porco crua contaminada o homem contamina-se com cisticercos, os quais, ao atingirem seu intestino, transformam-se em vermes adultos e todo o ciclo recomeça. Portanto, as tênias são adquiridas pela ingestão de carne crua suína, infectada com o cisticerco. A cisticercose humana, por sua vez, é adquirida pela ingestão de ovos de Taenia solium, geralmente através da autoinfecção por mãos sujas.

O exame de fezes permite a identificação dos parasitas. O diagnóstico da cisticercose é praticamente impossível sem a ajuda de exames complementares, que são indicados em decorrência dos sintomas. O tratamento é feito com medicamentos específicos e, dependendo das localizações do cisticerco, pode haver a necessidade de realizar-se um tratamento cirúrgico.

As medidas de prevenção mais importantes dessa doença são: impedir o acesso dos porcos às fezes humanas; melhorar os serviços de água, esgoto e fossa sanitária; tratar os casos de teníase ou cisticercose; orientar a população para que não coma carne mal cozida ou mal passada; estimular a melhoria do sistema de criação de animais; adotar os cuidados diários de higiene.

VERMINOSES – Parte 8

•28/08/2014 • Comentários desativados

Oxiúros

Definição

É uma verminose muito comum no Brasil, atingindo principalmente as crianças e os jovens de ambos os sexos. Os vermes desse tipo são brancos, finos e compridos, parecendo fios de linha, e vivem no intestino humano. As fêmeas repletas de ovos são encontradas na região em torno do orifício retal. O verme tem o seguinte ciclo: os machos dessa espécie são eliminados junto com as fezes e morrem. As fêmeas, cheias de ovos, se desprendem do intestino e dirigem-se para a região orifício retal, principalmente à noite, onde põem seus ovos. Estes ou se rompem ou são eliminados para o ambiente. Se não houver reinfecção, o parasitismo se extingue aí.

Sintomas

O sintoma mais frequente, e que pode indicar o diagnóstico, é a coceira intensa em redor do orifício retal, principalmente à noite. Devido à proximidade com os órgãos genitais femininos, os oxiúros podem provocar infecções com corrimento. Nem sempre o exame de fezes acusa a doença.

 Infecção

A infecção ocorre, portanto, pela boca, seja pela poeira que infecta os alimentos, seja porque os ovos da região perianal são novamente levados à boca (as pessoas coçam o orifício retal e, posteriormente, colocam a mão na boca). A retro-infecção também pode ocorrer, com as larvas fazendo o trajeto de volta para o interior do intestino. A doença, na maioria dos casos, passa despercebida. O tratamento dos oxiúros inclui o uso de vermífugo, a fervura das roupas de uso e de cama, o tratamento de todas as pessoas da família, repetido de 2 a 3 vezes, com intervalos de 20 dias, o corte rente das unhas e a limpeza doméstica rigorosa, usando aspirador de pó, quando for possível, ou passando pano com desinfetante ao redor da cama.

VERMINOSES – Parte 7

•26/08/2014 • Comentários desativados

Ancilostomíase ( amarelão)

Definição

É causada por vermes (Ancylostoma duodenale e Necator americanus) que atacam o intestino delgado, quando adultos, causando inúmeras feridas, que através destas o indivíduo parasitado perde sangue, tornando-o anêmico.

O veículo de transmissão do agente infeccioso é o próprio verme que está na terra e penetra na pele das pessoas quando há contato direto. O habitat natural do verme é água doce/salgada e o solo.

A reprodução se dá no intestino do indivíduo parasitado. O verme adulto põe ovos e estes saem com as fezes, e por falta de saneamento, se espalham pela terra.

Essa doença é atuante, pois o maior meio de infecção é pelo fato de pisar descalço na terra, onde foi depositada as fezes de um indivíduo parasitado.

Sintomas

Fraqueza, palidez, tontura, febre alta e cólicas intestinais

Infecção

Como o meio de transmissão dessa doença é através das fezes, sendo deixada em local desapropriado, a melhor maneira que se tem de combatê-la é saneando adequadamente sobretudo a periferia de cidades grandes e o campo e sempre andar calçado e usar luvas para manipular a terra.

Em pouco mais de uma semana tornam-se muito móveis e adquirem grande capacidade de infectar. Suas principais vias de transmissão são a boca (que é a porta de entrada para alimentos contaminados) e a pele, principalmente pela penetração ativa das larvas através dos pés descalços – algumas chegam, inclusive, a atingir o coração e os pulmões. Do pulmão, as larvas, já maiores, e sempre usando o sangue e o sistema circulatório como “estradas”, migram para o aparelho respiratório, atingem o esôfago e chegam ao intestino, onde os vermes, já adultos, iniciam nova postura de ovos.

O diagnóstico pode ser feito a partir das manifestações que ocorrem em cada um dos trechos do trajeto do parasita dentro do corpo humano. Manchas vermelhas na pele, com coceiras acentuadas no local da penetração; tosse por irritação do pulmão e dores de barriga são os principais sintomas da fase aguda da doença. Na fase crônica, o paciente sente-se cansado, tem tonteiras e sua pele se torna amarela, por causa da anemia; apresenta, ainda, vômitos e diarreia, pela irritação da mucosa intestinal. Quando atingidas, as crianças costumam apresentar atraso no crescimento.

O simples exame de fezes confirma o diagnóstico e o tratamento é feito com o vermífugo apropriado para eliminar o verme. Essa verminose pode ser controlada ou até erradicada na medida em que melhorem as condições de saneamento básico e de higiene pessoal, bem como feitas a limpeza dos alimentos e habitações.

 
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