VACINAS E SORO – Parte 4

•30/09/2014 • Deixe um comentário

Featured image

Vacina contra BCG

BCG ou Bacilo de Calmette e Guérin é a única vacina contra a tuberculose utilizada para imunizar crianças e adultos e aplicada sob a forma de injeção intradérmica.

Criada em 1921, é produzida a partir de cepas (uma espécie de microorganismo) do Mycobacterium bovis, sendo indicada, preferencialmente, para crianças de 0 a 4 anos de idade e adultos que não foram imunizados.

A tuberculose pode ser transmitida através de tosse, espirro e fala.

Ao ser expelido no ambiente, o bacilo da doença pode permanecer em suspensão por horas, facilitando a contaminação.

Uma única respiração de um único germe expelido é suficiente para contaminar uma pessoa, embora uma transmissão bem sucedida exige, pelo menos, 200 a 300 horas de convívio para a população em geral e menos tempo para as pessoas que apresentam deficiências imunológicas.

O Ministério da Saúde adota a vacinação com BCG como uma das medidas de proteção contra a transmissão da tuberculose na medida em que estimula as defesas do organismo contra o bacilo, além de controle e erradicação da doença.

Desde 1976, a vacina é obrigatória para os menores de 1 ano de idade, devendo ser aplicada nos recém-nascidos ainda na maternidade, que tenham peso igual ou superior a 2 Kg.

Grávidas também são devem ser vacinadas, bem como crianças com peso inferior a 2.000g.

Vacina contra hepatite A

Os vírus da hepatite A são cultivados em fibroblastos humanos, a seguir são concentrados, purificados e inativados por formaldeído. Esta vacina está indicada para todas as crianças acima de 2 anos de idade, para os viajantes de zonas endêmicas da doença, homossexuais, usuários de drogas e para os pacientes contaminados com o vírus da hepatite C. É uma vacina bastante eficaz, mantendo níveis de anticorpos por mais de 20 anos. Até o presente momento é contra-indicada para crianças com menos de 2 anos de idade e para aquelas que desenvolveram hipersensibilidade às doses anteriores. As reações adversas graves não têm sido relatadas. As mais comuns são dor local, rubor, enduração. Em menos de 5% dos casos observou-se febre, diarreia, vômitos e fadiga. A cefaleia foi observada em 16% dos adultos e em 9% das crianças.

Vacina contra hepatite B

Vacina produzida por engenharia genética com técnica de DNA recombinante, contendo antígeno de superfície do vírus da hepatite C (HbsAg).

Deve ser administrada o mais precocemente possível, a partir do nascimento, por via intramuscular profunda. Esta vacina não deve ser administrada na região glútea, devendo ser utilizado o casto lateral da coxa em crianças menores de dois anos em nos demais indivíduos, o deltoide.

Devido à sua comprovada eficácia, mínimos efeitos colaterais e ausência de contra-indicações (só não deve ser administrada a indivíduos sabidamente alérgicos a um dos componentes da vacina). A vacina também está indicada para todos os doentes submetidos à hemodiálise, hemofílicos, homossexuais, cônjuges de doentes HBsAg positivos, toxicômanos, pessoal médico, dentistas e paramédicos, funcionários em contato com sangue e derivados.

Os efeitos colaterais são raros, porém os mais frequentes são dor local, febre, induração e fadiga.

Vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola

Vacina combinada de vírus atenuados contra as três moléstias. Pode ser utilizada a partir de 12 meses de idade, em dose única, embora, indiquemos uma segunda dose, a partir da adolescência. A aplicação é subcutânea, tendo as mesmas contra-indicações da vacina contra o sarampo, ressaltando-se que mulheres em idade fértil vacinadas com esta vacina (ou com a monovalente contra o sarampo) devem evitar a gravidez durante os 30-90 dias seguintes à imunização. Reações como dores articulares, artrites podem ocorrer, principalmente em adultos, entre a segunda e oitava semana pós-vacinal, em resposta ao componente anti-rubéola.

Esta vacina é indicada no Brasil para crianças a partir dos 12 meses de idade, idealmente aplicada aos 15 meses, devendo receber uma dose única de 0,5 ml pela via subcutânea na região do deltoide. Os profissionais da saúde podem receber uma dose única desta vacina com o objetivo de prevenir as três doenças. Todos os três componentes desta vacina são altamente eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida. A proteção inicia-se cerca de duas semanas após a vacinação.

Está contra-indicada a vacina para os indivíduos alérgicos ao ovo de galinha, à neomicina e à kanamicina.

Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses). A vacina só deve ser aplicada duas semanas antes ou cerca de três meses após o uso de derivados do sangue (plasma, imunoglobulinas, sangue total).

Vacina contra a febre amarela

Produzida com vírus vivos atenuados. Pode ser administrada (subcutânea) a partir dos seis meses de idade em habitantes de áreas endêmicas da doença, ou também, aos viajantes que se dirigirem a essas regiões (imunidade adquirida após o décimo dia do ato vacinal). Outro assim, em casos de epidemias, devemos considerar a possibilidade de utilização do composto vacinal em crianças menores de seis meses. Reforços devem ser realizados a cada 10 anos. Tem como contra-indicação, além das contra-indicações gerais às vacinas de vírus vivos, a gravidez, antecedentes de reação alérgica a ovo.

Vacina contra gripe

Produzida anualmente utilizando-se as cepas virais relacionadas às epidemias da doença do período imediatamente anterior à sua fabricação, através da separação dos vírus coletados em vários laboratórios dispersos no mundo, muitos aqui no Brasil. Essas vacinas, de vírus inativados, podem ser administradas a partir dos seis meses de idade, sendo necessário às crianças menores de seis anos, que a recebem pela primeira vez, a administração de duas doses (com aplicação de metade da dose em cada uma das aplicações).

Em relação aos adultos, pela grande experiência adquirida com a vacinação empresarial, com importante redução das faltas ao trabalho, temos recomendado a vacinação anual e rotineira de todos os indivíduos, considerando-se, também o benefício social advindo da prevenção da moléstia.

A aplicação, intramuscular, pode levar à dor local e, mais raramente, à febre e discreta mialgia. Importante informar aos indivíduos vacinados qual a imunidade adquirida pós-vacinal se apresenta após a segunda semana do ato e, caso o paciente venha a contrair gripe nesse período, não se deve à falha vacinal ou à transmissão da doença pela vacina, absurdo que alguns desinformados teimam em espalhar. As contra-indicações se restringem a reações alérgicas a um dos componentes vacinais, às proteínas do ovo e ao timerosal. A gravidez deve ser avaliada em cada caso, não se constituindo em contra-indicação absoluta da administração.

VACINAS E SORO – Parte 3

•25/09/2014 • Deixe um comentário

Desde pequenos ouvimos falar de vacinação. A maioria de nós já passou por ela, ou então levou os filhos e animais de estimação para vacinar. Talvez não sejam nossas lembranças mais agradáveis.

Mas qual a importância de se tomar vacina?

A resposta nos parece imediata: para não ficar doente. Por exemplo, as crianças tomam vacina contra o sarampo, o tétano, a paralisia infantil; os animais são vacinados principalmente contra a raiva.

Mas qual a relação entre a vacina e a prevenção de doenças?

Para responder a essa pergunta, devemos conhecer um pouco sobre o funcionamento de nosso sistema imunológico. Vamos imaginar uma guerra. Há os soldados, que estão sempre prontos para a defesa, caso o exército inimigo ataque. Há também os estrategistas, que enviam espiões para detectar os pontos fracos dos inimigos, montando, então, um plano de ataque mais eficiente.

O inimigo é qualquer elemento estranho que penetre no corpo, seja ele um microrganismo – como vírus, bactérias, protozoários -, partículas de poeira, substâncias químicas etc. A esse invasor chamamos antígeno. Nosso sistema imunológico funciona como um exército em guerra, pois existem tipos de células que agem como os soldados, atacando de qualquer maneira ao primeiro sinal do invasor, e outras que, como os estrategistas, reconhecem o inimigo e preparam as melhores armas para destruí-lo. Esses tipos de células são chamadas de glóbulos brancos e estão presentes no sangue, podendo migrar para as partes do corpo onde sejam necessárias.

Os glóbulos brancos fazem parte do sangue e percorrem todo o corpo pelos vasos sanguíneos. Mas eles também podem sair dos vasos sanguíneos, alcançando outros tecidos, onde sejam necessários.

Há glóbulos brancos que são nossos soldados. Eles envolvem o inimigo e tentam destruí-lo. Esse processo é denominado fagocitose. Por isso, chamaremos essas células de fagocitárias.

O invasor pode ter as mais variadas formas, o que muitas vezes dificulta a fagocitose. Esse é um ataque de emergência, e nem sempre é possível deter o inimigo. Mesmo assim, esse ataque é fundamental para deixar os invasores ocupados até chegarem os reforços. Os glóbulos brancos e as bactérias mortas em batalha, junto com outros resíduos, formam aquele líquido amarelado chamado pus que frequentemente aparece nas feridas.

A outra parte do exército é formada pelos estrategistas, também conhecidos como linfócitos, que são divididos em T e B. O linfócito T é o que dispara o alarme quando aparece um corpo estranho. Tem também a função de ser o espião que reconhece a forma e a constituição do elemento estranho, enviando uma mensagem química para o linfócito B. Esse linfócito B produz os anticorpos, assim que recebe as informações do linfócito T. Os anticorpos são as armas adequadas para destruir o inimigo, pois são proteínas específicas, que reagirão com o invasor, facilitando sua destruição.

VOCÊ SABIA?

O vírus da Aids ataca os linfócitos T, impedindo a ativação do sistema imunológico. Desse modo, desestrutura toda a defesa do organismo, permitindo que muitas doenças se instalem. AIDS não mata, mas as doenças oportunistas que invadem um organismo fraco. Mas, se temos um sistema imunológico que nos protege de todos os invasores, por que ficamos doentes? Do mesmo jeito que ocorre numa guerra, ganhamos algumas batalhas e perdemos outras.

Até os linfócitos reconhecerem os antígenos e prepararem os anticorpos para destruí-los, os exércitos inimigos já avançaram, provocando os sintomas da doença. Muitas vezes, o ataque dos inimigos é tão rápido que pode levar a pessoa à morte, antes que o sistema imunológico tenha tempo de defendê-la.

Um exemplo é o tétano, causado por uma bactéria produtora de uma toxina que provoca rigidez muscular. Essa rigidez pode levar à morte por asfixia, devido à paralisação da musculatura respiratória. A ação da toxina é tão rápida que o sistema imunológico não consegue reagir a tempo. Mas, se tivermos tomado a vacina antes de contrair a doença, a presença da bactéria não causará danos ao nosso corpo.

A vacina equivale à prisão de um pequeno batalhão do inimigo, antes da guerra. Com isso, podemos saber como são os inimigos e preparar as armas com antecedência. Por exemplo, no caso do tétano, a vacina é uma dose da toxina, enfraquecida para que não nos cause mal, mas ainda suficiente para que os linfócitos produzam os anticorpos, ou seja, as armas. Nesse caso, se o exército inimigo atacar, não terá nenhuma possibilidade contra nosso organismo, pois estaremos prevenidos. Dizemos, então, que estamos imunes à doença.

Mas e se suspeitarmos que já estamos com tétano?

Nesse caso, não adianta tomar vacina, e se recomenda o uso do soro antitetânico (muitas vezes chamado erroneamente de vacina). Esse soro possui anticorpos – as armas – já prontos para o combate imediato. Outro exemplo desse tipo de soro é o antiofídico, aplicado quando alguém é picado por uma cobra.

A vacina é uma medida preventiva, enquanto o soro é uma medida curativa. As vacinas demoram muitos anos para serem desenvolvidas e custam caro. Geralmente, investe-se em doenças que podem matar (tétano, meningite, sarampo) ou deixar deficiências (paralisia infantil). Existem também doenças, como a gripe, cujo agente causador sofre modificações constantes. Nesse caso, é inútil fabricar uma vacina, pois quando a aplicação for feita o microrganismo já terá mudado de forma e as armas fabricadas (anticorpos) talvez não tenham mais efeito.

As vacinas diferem dos soros também no processo de produção, sendo feitas a partir de microrganismos inativados ou de suas toxinas, em um processo que, de maneira geral, envolve:

Fermentação, Detoxificação, Cromatografia

Entre as vacinas produzidas pelo Instituto, estão:

Toxóide tetânico: para prevenção do tétano. A produção de toxóide tetânico pelo Instituto Butantan chega a 150 milhões de doses por ano, atendendo a demanda nacional. O toxóide também serve para produzir as vacinas dupla (dTe DT] e tríplice [DTP].

Vacina dupla (dT): para prevenção da difteria e tétano em indivíduos acima dos 11 anos.

Vacina tríplice (DTP): para prevenção da difteria, tétano e coqueluche. Esta vacina é obtida a partir de uma bactéria morta, o que constitui uma dificuldade em sua produção, pois a bactéria deve estar em um determinado estágio de crescimento, que garanta à vacina, ao mesmo tempo, potência e baixa toxicidade.

BCG íntradérmico: para prevenção da tuberculose. O Instituto Butantan produz cerca de 500 mil doses de BCG por ano. Com novas técnicas de envase e liofilizacão, a produção deve ser aumentada em 50%.

Contra a raiva (uso humano): para prevenção da raiva. Produzida em cultura celular, que nos possibilita ter uma vacina menos reatogênica.

VACINAS E SORO – Parte 2

•23/09/2014 • Deixe um comentário

PARA ADOLESCENTES DE 11 A 19 ANOS

  • 11 a 19 anos
Dupla tipo adulto (dT) Periódica
Febre amarela Periódica

PARA ADULTOS ACIMA DE 19 ANOS E IDOSOS A PARTIR DE 60 ANOS

  • 20 a 59 anos
Dupla tipo adulto (dT) Periódica
Febre amarela Periódica
  • 60 anos ou mais
Dupla tipo adulto (dT) Periódica
Febre amarela Periódica
Influenza Sazonal – Gripe Periódica
Pneumocócica 23-valente (Pn23) 1° Dose

PREMATURO DE 0 A 7 ANOS

Recém nascido

BCG – ID 1° Dose
Hepatite B 1° Dose
  • 02 meses
Hepatite B 2° Dose
Tríplice bacteriana (DTP) 1° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 1° Dose
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) 1° Dose
Vacina Rotavírus 1° Dose
  • 04 meses
Tríplice bacteriana (DTP) 2° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 2° Dose
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) 2° Dose
Vacina Rotavírus 2° Dose
  • 05 meses
Tríplice bacteriana (DTP) 3° Dose
  • 06 meses
Hepatite B 3° Dose
Influenza Sazonal – Gripe 1° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 3° Dose
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) 3° Dose
  • 07 meses
Influenza Sazonal – Gripe 2° Dose
  • 12 meses
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) 4° Dose
  • 15 meses
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) Reforço
  • 2 anos
Vacina Hemophilus tipo B 1° Dose
  • 4 anos
Tríplice bacteriana (DTP) 4° Dose
  • 5 anos
Vacina Hemophilus tipo B 2° Dose
  • 6 anos
Tríplice bacteriana (DTP) 5° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 4° Dose
  • 7 anos
Vacina oral Poliomielite (VOP) 5° Dose

Doenças comuns na primavera Parte Final

•18/09/2014 • Deixe um comentário

Alergias da primavera: como amenizar?

A primavera é mesmo uma delícia. Flores coloridas e perfumadas para todo lado. No entanto, ela pode causar muitos transtornos de saúde para quem é alérgico. A floração, o clima seco e as oscilações de temperatura da primavera contribuem para o aparecimento ou agravamento das crises. “A primavera costuma estar associada a sintomas respiratórios resultantes de alergias nas regiões em que as estações são bem-marcadas, e isso se deve à polinização”, explica a doutora Izilda Bacil, alergista do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro.

A resposta alérgica ocorre quando um indivíduo sensível entra em contato com uma substância desencadeante (alérgeno) e seu organismo produz uma reação exagerada (hipersensibilidade), resultando em uma crise. As manifestações mais comuns são a asma brônquica, a rinite alérgica, as alergias cutâneas e a conjuntivite alérgica.  “A alergia é uma doença hereditária”, afirma a Dra. Izilda. Uma criança filha de pais com este problema tem cerca de 60% de chance de também sofrer, embora a doença nem sempre se manifeste da mesma forma que em seus pais ou avós. Além disso, uma pessoa pode ser alérgica mesmo que seus pais não o sejam.

As mais comuns

A rinite é uma das principais doenças que se agravam na primavera. Pode ser causada por vírus, bactérias ou ser de origem alérgica. Extremamente incômoda, ela é a inflamação da mucosa nasal, e seus principais sintomas são crises de espirro, coriza (nariz gotejando), coceira no nariz, garganta ou nos olhos e obstruções nasais. Muitas vezes o sono é afetado e acumulam-se cansaço, indisposição e déficit de atenção. Izilda orienta que o tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos para aliviar os sintomas aliado ao controle ambiental, mas a única forma de se alterar o curso do processo é com o uso das vacinas.

Em conjunto com a rinite, ou como uma complicação dela, pode ocorrer a sinusite. Nesse caso, é chamada de rinossinusite alérgica, em que ocorre a inflamação ou infecção dos seios paranasais e das cavidades dos ossos da face, em conjunto com a inflamação da mucosa nasal. Os sintomas são congestão nasal, dor na face e nos dentes superiores, presença de uma secreção amarelada/esverdeada no nariz ou que desce pela garganta, e tosse. A dor de cabeça ao acordar pela manhã é típica da sinusite. “A sinusite é uma patologia relativamente comum, e a história da doença e o exame clínico já indicam sua presença. Se necessário, exames de imagem podem comprová-la, embora sozinhos não signifiquem nada”, completa a Dra. Bacil.

Precauções

Quem já sofre de alguma doença alérgica não pode descuidar da medicação e do controle ambiental, e os cuidados devem ser redobrados com a chegada da primavera. Os alergenos conhecidos mais comuns são a poeira doméstica, ácaros, pelos de animais, baratas, fungos, pólen, além de agentes irritantes como a poluição. Sabendo disso, algumas medidas gerais podem e devem ser tomadas para evitar o surgimento ou agravamento das crises alérgicas:

  • A limpeza da casa, principalmente do quarto, deve ser frequente, realizada preferencialmente com aspirador de pó e pano úmido.
  • Retire carpetes e tapetes da casa, especialmente do quarto de quem sofre com a alergia. Ou prefira tapetes de material facilmente lavável, como o E.V.A.
  • Substitua as cortinas por persianas, que são facilmente limpas com um pano úmido.
  • Evite estofados recobertos por tecidos.   Limpe a mobília da casa com pano úmido com frequência superior a uma vez por semana.
  • Forre colchões, travesseiros e almofadas com capas impermeáveis.
  • Evite objetos que acumulem poeira no quarto como bichos de pelúcia, livros, caixas e quadros.
  • Troque cobertores por edredons, e lave-os quinzenalmente.
  • Mantenha a casa sempre arejada e ensolarada. Se você mora numa região com grande concentração de pólen, feche as janelas e use o ar-condicionado, que filtra o ar, especialmente nos dias ensolarados e com fortes ventos, quando a concentração de pólen é maior. Lembrando que os filtros do ar-condicionado de casa e dos automóveis devem ser trocados periodicamente.
  • Dê preferência para aspiradores de pó que possuam filtro HEPA, que captam também ácaros, bactérias e fungos e evitam sua proliferação.
  • Evite ter animais de pelo dentro de casa, especialmente nos quartos.
  • Não fume dentro de casa.
  • Evite cheiros fortes como perfumes, tintas, solventes, produtos de limpeza, entre outros.

Não espere a crise se instalar, assim que perceber os primeiros sintomas procure orientação médica. Somente especialistas saberão o melhor caminho para que você possa novamente respirar aliviada!

CURTA MUITO A ESTAÇÃO DAS FLORES, MAS NÃO SE ESQUEÇA DOS CUIDADOS COM SEU CORPO.

Doenças comuns na primavera Parte 1

•16/09/2014 • Comentários desativados

 

Estamos quase na primavera, uma das épocas mais bonitas do ano. Com a mudança de temperatura, muitas doenças começam a surgir, algumas relacionadas com o clima e outras com o desabrochar e polinização das flores. Leia nossas dicas para curtir a primavera com muito mais saúde e disposição.

  1. Conjuntivite.Com o desabrochar das flores, o pólen começa a se dispersar no ar e pode causar irritações nos olhos, resultando em casos de conjuntivite. O melhor a se fazer é manter os olhos sempre limpos e lubrificados e lavar eventualmente com soro fisiológico.
  2. Rinite.Assim como na conjuntivite, o pólen pode irritar as vias aéreas causando rinite alérgica. A febre do feno é um outro nome dado à essa rinite causada pelo pólen das plantas. Além disso, a mudança climática propicia irritações nas mucosas nasais e da garganta. Beba muito líquido, como água e sucos de frutas naturais.
  3. Catapora.Também conhecida como varicela, a catapora se prolifera com o aumento da temperatura. Na primavera é quando o vírus começa a se multiplicar e as infecções ficam muito mais frequentes. Vacine-se contra a catapora, sobretudo as crianças pequenas.
  4. Leptospirose.Com o aumento da temperatura, aumenta-se a frequência das chuvas em muitas regiões do país, e a proliferação da leptospirose, uma doença transmitida por águas contaminadas, aumenta. A melhor medida a se tomar é evitar andar descalço na água da chuva, assim como evitar qualquer contato com água supostamente contaminada.
  5. Dengue.Embora a doença atinja prevalência máxima no verão, durante a primavera os primeiros casos começam a surgir, sobretudo nas regiões mais chuvosas do país. Para evitar a transmissão da dengue, não deixe água limpa parada após as chuvas em pneus, vasos ou qualquer outro tipo de reservatório.
  6. Sarampo.Assim como a catapora (varicela), os casos de sarampo começam a aumentar com a elevação da temperatura. As crianças pequenas são as mais suscetíveis. A melhor medida a se tomar é a vacinação.
  7. Rubéola.rubéola é uma doença viral extremamente grave para gestantes. Com o aumento da temperatura, o vírus se multiplica mais facilmente. Vacine-se contra a rubéola, com especial atenção para mulheres grávidas e crianças pequenas.
  8. Alergias.As alergias podem se manifestar de diversas formas, como coceiras na pele, nariz pingando e olhos vermelhos. Casos graves envolvem fechamento da garganta e até parada respiratória. Com o aumento da polinização e dos insetos, as crises de alergia tornam-se muito mais comuns na primavera. Embora as alergias sejam, no geral, difíceis de serem antecipadas, o tratamento imediato evita a progressão dos sintomas e mais incômodos. Se você começou com algum sintoma de alergia, não hesite em tomar as medicações antialérgicas para evitar aborrecimentos.

O final do inverno e o início da primavera trazem uma série de doenças próprias dessa época, que, embora sejam mais comuns na infância, podem aparecer também em adolescentes e adultos. A incidência de sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) aumenta nos meses de setembro a dezembro em nosso meio. São doenças altamente contagiosas, porém que, graças às vacinas atuais, podem ser facilmente prevenidas.

Crianças pequenas, até os 6 a 9 meses de idade, filhas de mães que já tiveram, ou são imunizadas para essas doenças, têm a proteção que adquiriram da mãe durante a gravidez (através de anticorpos maternos passados à criança pela placenta). A partir dessa idade, esses anticorpos começam a diminuir e a criança fica susceptível às doenças.

Comum ano de idade, o bebê deve receber uma dose da vacina tríplice viral, que lhe trará proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Esta vacina está disponível na rede pública e deve ser aplicada uma segunda dose aos 15 meses de idade, para que se assegure cerca de 100% de proteção.

Sarampo:

sarampo é uma doença transmissível e altamente contagiosa, que acometia de 2 a 3 milhões de crianças nos anos de epidemia na década de 70. É uma doença causada por vírus, que deixa a criança bem debilitada, com alto índice de complicações, como pneumonias, muitas vezes, graves e fatais. Houve uma redução significativa da doença a partir da implantação da vacina pelo governo, e, após terem sido adotadas medidas de prevenção, com campanhas para vacinação em massa da população.

Caxumba:

caxumba é uma doença de causa viral, transmissível, de um indivíduo para o outro, através das vias aéreas. Caracteriza-se por inflamação das glândulas salivares parótidas, localizadas na região anterior às orelhas, provocando inchaço doloroso nessa região, geralmente dos dois lados. Aparentemente simples, porém, pode apresentar complicações, como: inflamação dos testículos e encefalite viral. Sua incidência também diminuiu muito com a instituição da vacina tríplice viral.

Rubéola:

rubéola é uma doença viral, de curso benigno e brando, raramente apresenta complicações. Porém, altamente perigosa se adquirida por gestantes, até o terceiro mês de gravidez, pois apresenta alto risco do bebê nascer com a “Síndrome da Rubéola Congênita”: risco de problemas graves no coração, sistema nervoso e olhos. Com a implantação da vacina tríplice viral e a realização de uma campanha de vacinação em massa, dirigida às mulheres em idade fértil em todo país, nos anos de 1998 a 2002, houve um decréscimo superior a 90% nos casos de rubéola e da “Síndrome da Rubéola Congênita”.

Varicela:

Varicela ou Catapora como é mais conhecida, é uma doença altamente contagiosa, geralmente benigna, transmitida pelo vírus Varicela Zoster. É transmitida de pessoa para pessoa por contato direto com as lesões, ou por secreções eliminadas pelas vias respiratórias de pessoas contaminadas (tosse, espirros). Outro modo de transmissão é através da placenta, durante a gestação (transmissão intra-uterina), nas gestantes que não estão imunizadas.

É caracterizada por sintomas iniciais de febre, dores pelo corpo e mal-estar geral, seguidos de aparecimento de lesões na pele, inicialmente como pápulas (bolinhas) avermelhadas, que adquirem conteúdo líquido (bolha) e, após um ou dois dias, estouram e se transformam em feridas cobertas por crostas, até secarem e caírem. Enquanto a pessoa tem lesões secando, estão surgindo outras em todo corpo, até dentro do pavilhão auricular (orelhas), boca e genitais. Essas lesões são altamente pruriginosas (coçam muito) e seu conteúdo é contagioso. Podem aparecer de 250 a 500 lesões em uma pessoa

O período de incubação pode variar de 7 a 21 dias (período entre a pessoa ter se infectado e os sintomas aparecerem). A doença pode durar de 1 a 2 semanas, e, sua transmissão ocorre desde antes do aparecimento das primeiras lesões, até que seque a última bolha.

Apesar de ser benigna, na maioria das vezes, a catapora incomoda muito seu portador, o afasta de suas atividades habituais, principalmente da escola, devido ao risco de transmissão, e pior, existem alguns casos que se complicam.

Quando a enfermidade já está instalada, deve-se ter acompanhamento médico e evitar usar medicamento por conta própria. Se o doente usar o ácido acetilsalicílico (AAS) pode ocorrer a chamada “Síndrome de Reye”, caracterizada por insuficiência hepática e coma.

Entre as complicações da catapora, a mais comum é a infecção das feridas da pele por bactérias, formando lesões com pus, que devem ser tratadas com antibióticos e podem acarretar nefrite (problemas nos rins). Podemos ter pneumonia causada pelo próprio vírus, ou decorrente de uma infecção por bactéria, além de meningite ou encefalite causada pelo próprio vírus. Muitas vezes, levando o indivíduo à hospitalização.

As complicações são mais prováveis em portadores de imunodeficiências, em quem faz tratamento com imunossupressores (quimioterapia, radioterapia ou corticosteróides em grandes doses); gestantes; crianças com menos de um ano de idade e adultos.

A forma mais eficaz de se evitar a catapora é a vacina, que deve ser aplicada a partir de um ano de idade. Recomenda-se que adultos, que não tiveram a doença, também recebam a vacina, para evitar as complicações da doença.

A vacina para catapora não faz parte do calendário básico vacinal brasileiro. De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o motivo para a não inclusão é o alto preço. Cada dose da vacina para catapora custa cerca de R$ 120,00 para rede pública. O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina em alguns casos: para a população indígena e para Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, onde são vacinadas pessoas com algum tipo de imunodeficiência grave, como AIDS. Em outros casos, ela só é encontrada na rede de saúde privada.

Como vimos, a varicela não é uma doença tão simples como alguns pensam. Por isso, é importante preveni-la, já que temos à disposição uma vacina bastante eficaz, que pode evitar todos esses transtornos.

É necessário ressaltar a importância da consulta a um pediatra sempre que a criança apresentar febre, acompanhada de mal estar e, principalmente, se houver alguma erupção na pele. Pois é fundamental que seja feito o diagnóstico diferencial entre estas e outras doenças, através do exame clínico e, às vezes com necessidade de exames complementares (laboratoriais). Só um especialista pode avaliar a intensidade e a gravidade de cada caso e orientar os cuidados necessários, as medidas e o tempo de isolamento.

Por isso também, a importância do acompanhamento rotineiro com o profissional, para que sempre sejam orientadas e checadas as aplicações de vacinas, quer do calendário oficial do governo, quer outras, que por motivos alheios à nossa vontade, não dispomos na rede oficial, mas que são tão importante quanto àquelas e que podem nos ajudar a prevenir doenças graves, quer no sentido individual, quer para a coletividade.

VACINAS E SORO – Parte 1

•11/09/2014 • Comentários desativados

Diferenças entre a vacina e o soro

Vacina Soro
Contém agentes infecciosos inativados ou produtos deles que induzem a produção de anticorpos pelo próprio organismo da pessoa vacinada.

Tem poder preventivo.

Contém os anticorpos necessários para combater determinada doença ou intoxicação.

Tem poder curativo.

*VACINAS*

As vacinas são substâncias, como proteínastoxinas, partes de bactérias ou vírus, ou mesmo vírus e bactérias inteiros, atenuados ou mortos, que ao serem introduzidas no organismo de um animal ou do homem, suscitam uma reação do sistema imunológico semelhante à que ocorreria no caso de uma infecção por um determinado agente patogênico, desencadeando a produção de anticorpos que acabam por tornar o organismo imune ou, ao menos mais resistente, a esse agente e às doenças por ele provocadas.

São geralmente produzidas a partir de agentes patogênicos (vírus ou bactérias) completos, mortos ou atenuados, ou de um fragmento desses microrganismos, por exemplo, uma parte da parede celular de uma bactéria, uma toxina inativa. Ao inserir no organismo esse tipo de substâncias, fazemos com que o corpo combata o agente estimulando a síntese de anticorpos, que protegem o nosso organismo, além de desenvolver a chamada memória imunológica, tornando mais fácil o reconhecimento do agente patogênico em futuras infecções e aumentando a eficiência do sistema imune em combatê-lo. Quando o corpo é atacado por algum agente patogênico não chega a desenvolver a doença porque o organismo encontra-se protegido.

Os vírus se multiplicam sem controle (gerando doenças) em um organismo, se encontrarem terreno favorável para isso. As vacinas previnem doenças como hepatitefebre amarela e sarampo. Tal forma de medicação já existia há bastante tempo, tendo sido usada por chineses e povos do mediterrâneo, muitas vezes na forma de medicina popularLouis Pasteur celebrizou-se pela formalização científica da vacina.

antígeno escolhido para uma vacina deve ser “imunogênico”, ou seja, deve desencadear uma reação imunitária e não provocar a doença. A vacina é uma medida de proteção que induz no indivíduo uma resposta imunitária como se tivesse sido realmente infectado pelo microrganismo.

antígeno da vacina é apresentado em pequenas quantidades na dose da vacina, numa forma purificada, diluído num líquido estéril e por vezes combinado com adjuvantes, que amplificam a reação imunitária.

O criador da primeira vacina, contra a varíola, foi Edward Jenner. Em 1796 Jenner observou que as vacas tinham nas tetas algumas feridas iguais às provocadas pela varíola no corpo de humanos. Os animais tinham uma versão mais leve da doença, a varíola bovina.

Ao observar que as moças responsáveis pela ordenha, que comumente acabavam infectadas pela doença bovina tinham uma versão mais suave da doença, ficando imunizadas ao vírus humano , ele recolheu o líquido que saía destas feridas e o passou em cima de arranhões que ele provocou no braço de um garoto, filho de seu jardineiro. O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, tendo uma recuperação rápida.

Estava descoberta assim a propriedade de imunização (o termo vacina seria, portanto, derivado de vacca, no latim).

VACINAS PARA CADA IDADE

Existe um calendário de vacinações, ou seja, idades recomendadas para se tomar vacinas. Algumas vacinas garantem a imunização com apenas uma dose. Outras requerem a repetição da dose. Ou seja, o calendário de vacinações é preparado para garantir a imunização

Erradicar quer dizer fazer desaparecer, eliminar.

No Brasil, as campanhas de vacinação têm ajudado a diminuir a ocorrência de muitas doenças, como o sarampo, o tétano, e até a erradicar outras, como a paralisia infantil, da qual há muitos anos não se registra nenhum caso.

PARA CRIANÇAS DE 0 A 10 ANOS

  • IDADE
  • VACINA
  • DOSE
  • Recém nascido
BCG – ID 1° Dose
Hepatite B 1° Dose
  • 01 mês
Hepatite B 2° Dose
  • 02 meses
Vacina oral Poliomielite (VOP) 1° Dose
Vacina Pentavalente (DTP+Hib+HB)** 1° Dose
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) 1° Dose
Vacina Rotavírus 1° Dose
  • 03 meses
Vacina Meningocócica C (conjugada) 1° Dose
  • 04 meses
Vacina oral Poliomielite (VOP) 2° Dose
Vacina Pentavalente (DTP+Hib+HB)** 2° Dose
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) 2° Dose
Vacina Rotavírus 2° Dose
  • 05 meses
Vacina Meningocócica C (conjugada) 2° Dose
  • 06 meses
Hepatite B 3° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 3° Dose
Vacina Pentavalente (DTP+Hib+HB)** 3° Dose
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) 3° Dose
  • 09 meses
Febre amarela 1° Dose
  • 12 meses
Tríplice viral (SCR) 1° Dose
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) Reforço
  • 15 meses
Tríplice bacteriana (DTP) Reforço
Vacina Meningocócica C (conjugada) Reforço
Vacina oral Poliomielite (VOP) Reforço
  • 4 anos
Tríplice bacteriana (DTP) Reforço
Tríplice viral (SCR) 2° Dose
  • 10 anos
Febre amarela Periódica

**A vacina Tetravalente foi substituída pela vacina Pentavalente. A Pentavalente é a vacina Tetravalente com a adição da Hepatite B. A partir de dezembro de 2012, as crianças que já começaram a tomar as doses da vacina Tetravalente deverão completar as três doses com a vacina de Hepatite B. Já as que não tomaram a Tetravalente, deverão tomar somente a Pentavalente.

VERMINOSES – Parte Final

•04/09/2014 • Comentários desativados

Xistose ou Esquistossomose

Definição

No Brasil, a esquistosomose, conhecida como xistose, barriga d’água ou mal do caramujo, atinge milhões de pessoas. O verme causador dessa doença (Schistossoma mansoni) pode ser encontrado em várias fases do seu ciclo evolutivo: como verme adulto (macho e fêmea), ovo, miracídio, esporocisto e cercária.

O tratamento da população afetada pela doença, a melhoria do saneamento básico, o combate aos caramujos transmissores e a educação em saúde constituem as medidas de controle dessa doença.

Sintomas

Os sintomas dependem de vários fatores, como o tipo e a quantidade de parasitas adquiridos, a idade, o estado nutricional e a capacidade de defesa da pessoa. Antes da postura de ovos, o doente pode sentir apenas mal-estar, com ou sem febre, tosse e dores nos músculos. Iniciada a fase aguda, mais ou menos 2 meses após a infecção, a disseminação dos ovos, principalmente no intestino e fígado, provoca uma reação e o paciente apresenta mal-estar, emagrecimento, alergias, tosse, diarreia, fígado e baço aumentados. Na fase crônica, os sintomas variam dependendo de qual órgão do corpo foi mais atingido. Caso tenha sido o intestino, a pessoa tem dores de barriga e diarreia; se fígado, este cresce de tamanho, fica doloroso à palpação e, com o passar do tempo e o aumento das reações, tende a encolher e a endurecer suas fibras, causando dificuldades para a passagem do sangue. O sistema circulatório ficará prejudicado, causando comprometimento até do coração. Com a evolução da doença, todo o organismo se ressente. O doente apresenta barriga d’água e, às vezes, varizes no esôfago, que provoca vômitos de sangue vivo.

Os exames clínico e de fezes fecham o diagnóstico e o tratamento é feito com medicamentos apropriados.

Infecção

A transmissão ocorre pela penetração ativa das cercárias na pele e mucosa humanas, principalmente através da pele dos pés e pernas.

Os vermes adultos vivem no sistema circulatório do homem, onde vão parar após atingir o fígado. Sofrem aí sua maturação sexual e, em seguida, iniciam a deposição de ovos. Os ovos são expelidos pelas fezes humanas e alcançam a água; aí eclodem e saem os vermes, na forma de miracídios, que nadam para o caramujo e nele penetram, transformando-se em esporocistos. Evoluem então para a fase de cercárias, que saem do caramujo e nadam até alcançar, mais uma vez, o homem.

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.