VACINAS E SORO – Parte 7

•23/10/2014 • Deixe um comentário

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Vacina contra a varíola

vacina antivariólica é preparada a partir de vírus vivo em suspensão, obtido por vacinação de carneiros e bovinos. É apresentada na forma liofilizada, acompanhada de ampola diluente, em base glicerinada.

A dose é única e a aplicação deve ser feita na região deltoideana inferior do braço esquerdo. A idade ideal para vacinação é entre um e dois anos, porém em situações especiais pode ser realizada durante o primeiro ano de vida.

A evolução da vacina é de 21 dias, compreendendo mácula (primeiro dia), pápula (quarto dia), vesícula (sexto dia), pústula (10º dia), crosta (14º dia) e cicatriz (21º dia). A revacinação deve ser feita a cada cinco anos.

As contra-indicações da vacina são principalmente para os indivíduos portadores de eczema, dermatites de qualquer etiologia e gestação. Entre as complicações, temos a encefalite pós-vacinal, eczema, febre, mal-estar geral, infecção secundária, púrpuras, miocardites.

Em 1973 o Brasil recebeu a Certificação Internacional da Erradicação da Varíola, cuja obrigatoriedade da vacinação foi extinta em 30 de janeiro de 1980.

VACINAS E SORO – Parte 6

•21/10/2014 • Deixe um comentário

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Vacina contra varicela

vacina contra a varicela é preparada a partir de vírus vivos atenuados (cepa Oka).

É liofilizada, de aplicação pela via subcutânea, em dose única de 0,5 ml, tendo sido aplicada conjuntamente com a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), com bons resultados.

Está indicada para todas as crianças saudáveis entre 12 meses e 12 anos de idade, em dose única de 0,5 ml. As crianças com leucemia só devem ser vacinadas após um ano de remissão da doença e com linfócitos periféricos acima de 700 células/mm³.

Neste caso estão indicadas duas doses da vacina com intervalo mínimo de 3 meses entre elas. Crianças em uso de corticosteróides, estes devem ser suspensos durante as 2 semanas após a vacinação.

Para a vacinação dos indivíduos adultos deve-se considerar duas situações a saber: adultos soronegativos para anticorpos contra a varicela – neste caso administrar duas doses da vacina com intervalo de 4 a 8 semanas entre elas.

Para os adultos soropositivos, em cerca de 75 a 85% dos casos há aumento do nível de anticorpos. Não existe consenso ainda se deve-se vacinar todos os adultos independentemente dos níveis de anticorpos.

As contra-indicações da vacina são: crianças imunocomprometidas (imunodeficiência adquirida (HIV) ou congênita; uso de prednisona em doses acima de 2 mg/kg/dia); transfusão de sangue, plasma ou gamaglobulina hiperimune (deve-se adiar a vacinação por três meses); gravidez (deve ser evitada durante um mês após a vacina) e discrasias sanguíneas (leucemia, linfoma, neoplasias malignas da medula óssea e sistema linfático).

Como precaução, deve se evitar o uso de ácido acetil salicílico, pois existe relação entre este fármaco, a varicela e a síndrome de Reye. Assim, deve-se evitar o uso deste medicamento durante 6 semanas após a vacinação.

Durante este período (6 semanas) os vacinados devem evitar o contato com doentes imunodeprimidos, gestantes e recém-nascidos de mães sem história prévia de varicela.

Esta vacina pode ser administrada em concomitância com outras vacinas inativadas e com a vacina tríplice viral.

As reações colaterais são erupção cutânea semelhante à varicela (em geral menos de 50 lesões), febre e reações passageiras. A taxa de soroconversão é de 96% a 98% e a imunidade parece ser duradoura, em torno de 10 anos.

VACINAS E SORO – Parte 5

•02/10/2014 • Comentários desativados

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Vacina contra poliomielite

As vacinas da poliomielite são de dois tipos a saber: vacina com vírus inativados e vacina com vírus vivos atenuados.

A aplicação é feita pela via intramuscular ou subcutânea na dose de 0,5 ml para cada indivíduo. Crianças com até 2 anos de idade devem receber a vacina na região glútea ou na região ântero-lateral superior da coxa. Acima desta idade a vacina deve ser aplicada na região deltoide. A posologia é de 2 a 3 doses com intervalo de um mês entre elas.

Os reforços devem ser feitos um ano após as primeiras doses e repetidos a cada 10 anos. Está indicada para todas as crianças acima de 6 semanas de idade, adultos viajantes para áreas endêmicas e especialmente para as crianças imunodeprimidas por doenças congênitas ou adquiridas. As contra-indicações são as gerais das vacinas, e em especial aos alérgicos à neomicina, estreptomicina e polimixina B.

É de utilização oral e a vacinação básica consiste na aplicação de três doses, a partir dos dois meses de idade, com intervalo de dois meses entre as doses. O primeiro reforço é realizado 12 meses após a vacinação básica e o segundo 18 meses após o primeiro reforço. Devido aos riscos descritos de interferência na vacinação oral, principalmente em países tropicais e subtropicais, alguns autores sugerem a realização de um reforço anual até os sete anos, o que pode ser feito através das campanhas nacionais de imunização. Não há contra-indicação na aplicação concomitante da vacina antipólio com a vacina tríplice bacteriana, ou com a vacina do sarampo.

A vacina não deve ser administrada a crianças com vômitos, diarreia ou processos febris de origem indeterminada. Pode ser aplicada a qualquer hora do dia, sem relação com alimentação.

Vacina contra raiva

Todas as vacinas contra a raiva, de uso humano, são inativadas, ou seja não apresentam vírus vivos. A aplicação pode ser feita pelas vias subcutânea ou intramuscular, na região do deltoide. Em crianças menores de dois anos, pode ser administrada na região do músculo vasto lateral da coxa. A região glútea não deve ser utilizada, pois pode ocorrer falha no tratamento. A dose é de 1 ml, independentemente da idade, sexo ou peso do paciente.

Tratamento profilático pré-exposição:

O tratamento profilático pré-exposição, realizado com vacinas, é indicado para grupos de alto risco de exposição ao vírus da raiva, dentre os quais ressaltamos: veterinários, vacinadores, laçadores e treinadores de cães; profissionais de laboratório que trabalham com o vírus da raiva; professores e alunos que trabalham com animais potencialmente infectados com o vírus da raiva; espeleólogos; tratadores de animais domésticos de interesse econômico (equídeos, bovídeos, caprinos, ovinos e suínos) potencialmente infectados com o vírus da raiva.

Tratamento profilático pós-exposição:

A profilaxia pós-exposição deve seguir a orientação exposta no Quadro 1 (Profilaxia da raiva humana). Além disso, deve ser feita limpeza cuidadosa e vigorosa da região afetada com água e sabão. Sempre que possível, deve-se evitar a sutura do ferimento. A imunização ativa pode ser feita com vacinas do tipo Fuenzalida & Palácios modificada ou com as vacinas produzidas em cultura celular ou em embrião de pato.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRATAMENTO PÓS-EXPOSIÇÃO

1-Lavar o ferimento com água e sabão e desinfetar com álcool ou tintura de iodo.

2- A observação durante 10 dias é recomendada apenas para cães e gatos.

3- Sempre que possível, interromper o uso simultâneo de corticosteróides, antimaláricos e imunossupressores. No caso de impossibilidade, indicar a sorovacinação. O tratamento não tem contra indicação durante a gravidez, nem com qualquer outro tratamento. Nos casos de gravidez e imunodeprimidos, os pacientes devem receber preferencialmente vacinas produzidas em cultura celular ou em embrião de pato.

4- A ingestão de carne ou leite de animal raivoso não requer tratamento anti-rábico.

5- O soro anti-rábico (SAR) e/ou a imunoglobulina anti-rábica humana (HRIG) podem ser administrados a qualquer momento, desde que antes da 7ª dose da vacina Fuenzalida & Palácios modificada e antes da 3ª dose das vacinas produzidas em cultura celular ou em embrião de pato.

6- Pacientes que receberam previamente tratamento completo para prevenção da raiva não devem receber nem SAR nem HRIG.

7- Proceder a profilaxia do tétano e usar antibiótico, quando indicado.

8- Não indicar tratamento para contato indireto através de materiais contaminados com secreções de animais.

Querido internauta. Nas duas próximas semanas estaremos em férias, voltando as nossas postagens a partir do dia 21 de outubro.

VACINAS E SORO – Parte 4

•30/09/2014 • Comentários desativados

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Vacina contra BCG

BCG ou Bacilo de Calmette e Guérin é a única vacina contra a tuberculose utilizada para imunizar crianças e adultos e aplicada sob a forma de injeção intradérmica.

Criada em 1921, é produzida a partir de cepas (uma espécie de microorganismo) do Mycobacterium bovis, sendo indicada, preferencialmente, para crianças de 0 a 4 anos de idade e adultos que não foram imunizados.

A tuberculose pode ser transmitida através de tosse, espirro e fala.

Ao ser expelido no ambiente, o bacilo da doença pode permanecer em suspensão por horas, facilitando a contaminação.

Uma única respiração de um único germe expelido é suficiente para contaminar uma pessoa, embora uma transmissão bem sucedida exige, pelo menos, 200 a 300 horas de convívio para a população em geral e menos tempo para as pessoas que apresentam deficiências imunológicas.

O Ministério da Saúde adota a vacinação com BCG como uma das medidas de proteção contra a transmissão da tuberculose na medida em que estimula as defesas do organismo contra o bacilo, além de controle e erradicação da doença.

Desde 1976, a vacina é obrigatória para os menores de 1 ano de idade, devendo ser aplicada nos recém-nascidos ainda na maternidade, que tenham peso igual ou superior a 2 Kg.

Grávidas também são devem ser vacinadas, bem como crianças com peso inferior a 2.000g.

Vacina contra hepatite A

Os vírus da hepatite A são cultivados em fibroblastos humanos, a seguir são concentrados, purificados e inativados por formaldeído. Esta vacina está indicada para todas as crianças acima de 2 anos de idade, para os viajantes de zonas endêmicas da doença, homossexuais, usuários de drogas e para os pacientes contaminados com o vírus da hepatite C. É uma vacina bastante eficaz, mantendo níveis de anticorpos por mais de 20 anos. Até o presente momento é contra-indicada para crianças com menos de 2 anos de idade e para aquelas que desenvolveram hipersensibilidade às doses anteriores. As reações adversas graves não têm sido relatadas. As mais comuns são dor local, rubor, enduração. Em menos de 5% dos casos observou-se febre, diarreia, vômitos e fadiga. A cefaleia foi observada em 16% dos adultos e em 9% das crianças.

Vacina contra hepatite B

Vacina produzida por engenharia genética com técnica de DNA recombinante, contendo antígeno de superfície do vírus da hepatite C (HbsAg).

Deve ser administrada o mais precocemente possível, a partir do nascimento, por via intramuscular profunda. Esta vacina não deve ser administrada na região glútea, devendo ser utilizado o casto lateral da coxa em crianças menores de dois anos em nos demais indivíduos, o deltoide.

Devido à sua comprovada eficácia, mínimos efeitos colaterais e ausência de contra-indicações (só não deve ser administrada a indivíduos sabidamente alérgicos a um dos componentes da vacina). A vacina também está indicada para todos os doentes submetidos à hemodiálise, hemofílicos, homossexuais, cônjuges de doentes HBsAg positivos, toxicômanos, pessoal médico, dentistas e paramédicos, funcionários em contato com sangue e derivados.

Os efeitos colaterais são raros, porém os mais frequentes são dor local, febre, induração e fadiga.

Vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola

Vacina combinada de vírus atenuados contra as três moléstias. Pode ser utilizada a partir de 12 meses de idade, em dose única, embora, indiquemos uma segunda dose, a partir da adolescência. A aplicação é subcutânea, tendo as mesmas contra-indicações da vacina contra o sarampo, ressaltando-se que mulheres em idade fértil vacinadas com esta vacina (ou com a monovalente contra o sarampo) devem evitar a gravidez durante os 30-90 dias seguintes à imunização. Reações como dores articulares, artrites podem ocorrer, principalmente em adultos, entre a segunda e oitava semana pós-vacinal, em resposta ao componente anti-rubéola.

Esta vacina é indicada no Brasil para crianças a partir dos 12 meses de idade, idealmente aplicada aos 15 meses, devendo receber uma dose única de 0,5 ml pela via subcutânea na região do deltoide. Os profissionais da saúde podem receber uma dose única desta vacina com o objetivo de prevenir as três doenças. Todos os três componentes desta vacina são altamente eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida. A proteção inicia-se cerca de duas semanas após a vacinação.

Está contra-indicada a vacina para os indivíduos alérgicos ao ovo de galinha, à neomicina e à kanamicina.

Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses). A vacina só deve ser aplicada duas semanas antes ou cerca de três meses após o uso de derivados do sangue (plasma, imunoglobulinas, sangue total).

Vacina contra a febre amarela

Produzida com vírus vivos atenuados. Pode ser administrada (subcutânea) a partir dos seis meses de idade em habitantes de áreas endêmicas da doença, ou também, aos viajantes que se dirigirem a essas regiões (imunidade adquirida após o décimo dia do ato vacinal). Outro assim, em casos de epidemias, devemos considerar a possibilidade de utilização do composto vacinal em crianças menores de seis meses. Reforços devem ser realizados a cada 10 anos. Tem como contra-indicação, além das contra-indicações gerais às vacinas de vírus vivos, a gravidez, antecedentes de reação alérgica a ovo.

Vacina contra gripe

Produzida anualmente utilizando-se as cepas virais relacionadas às epidemias da doença do período imediatamente anterior à sua fabricação, através da separação dos vírus coletados em vários laboratórios dispersos no mundo, muitos aqui no Brasil. Essas vacinas, de vírus inativados, podem ser administradas a partir dos seis meses de idade, sendo necessário às crianças menores de seis anos, que a recebem pela primeira vez, a administração de duas doses (com aplicação de metade da dose em cada uma das aplicações).

Em relação aos adultos, pela grande experiência adquirida com a vacinação empresarial, com importante redução das faltas ao trabalho, temos recomendado a vacinação anual e rotineira de todos os indivíduos, considerando-se, também o benefício social advindo da prevenção da moléstia.

A aplicação, intramuscular, pode levar à dor local e, mais raramente, à febre e discreta mialgia. Importante informar aos indivíduos vacinados qual a imunidade adquirida pós-vacinal se apresenta após a segunda semana do ato e, caso o paciente venha a contrair gripe nesse período, não se deve à falha vacinal ou à transmissão da doença pela vacina, absurdo que alguns desinformados teimam em espalhar. As contra-indicações se restringem a reações alérgicas a um dos componentes vacinais, às proteínas do ovo e ao timerosal. A gravidez deve ser avaliada em cada caso, não se constituindo em contra-indicação absoluta da administração.

VACINAS E SORO – Parte 3

•25/09/2014 • Comentários desativados

Desde pequenos ouvimos falar de vacinação. A maioria de nós já passou por ela, ou então levou os filhos e animais de estimação para vacinar. Talvez não sejam nossas lembranças mais agradáveis.

Mas qual a importância de se tomar vacina?

A resposta nos parece imediata: para não ficar doente. Por exemplo, as crianças tomam vacina contra o sarampo, o tétano, a paralisia infantil; os animais são vacinados principalmente contra a raiva.

Mas qual a relação entre a vacina e a prevenção de doenças?

Para responder a essa pergunta, devemos conhecer um pouco sobre o funcionamento de nosso sistema imunológico. Vamos imaginar uma guerra. Há os soldados, que estão sempre prontos para a defesa, caso o exército inimigo ataque. Há também os estrategistas, que enviam espiões para detectar os pontos fracos dos inimigos, montando, então, um plano de ataque mais eficiente.

O inimigo é qualquer elemento estranho que penetre no corpo, seja ele um microrganismo – como vírus, bactérias, protozoários -, partículas de poeira, substâncias químicas etc. A esse invasor chamamos antígeno. Nosso sistema imunológico funciona como um exército em guerra, pois existem tipos de células que agem como os soldados, atacando de qualquer maneira ao primeiro sinal do invasor, e outras que, como os estrategistas, reconhecem o inimigo e preparam as melhores armas para destruí-lo. Esses tipos de células são chamadas de glóbulos brancos e estão presentes no sangue, podendo migrar para as partes do corpo onde sejam necessárias.

Os glóbulos brancos fazem parte do sangue e percorrem todo o corpo pelos vasos sanguíneos. Mas eles também podem sair dos vasos sanguíneos, alcançando outros tecidos, onde sejam necessários.

Há glóbulos brancos que são nossos soldados. Eles envolvem o inimigo e tentam destruí-lo. Esse processo é denominado fagocitose. Por isso, chamaremos essas células de fagocitárias.

O invasor pode ter as mais variadas formas, o que muitas vezes dificulta a fagocitose. Esse é um ataque de emergência, e nem sempre é possível deter o inimigo. Mesmo assim, esse ataque é fundamental para deixar os invasores ocupados até chegarem os reforços. Os glóbulos brancos e as bactérias mortas em batalha, junto com outros resíduos, formam aquele líquido amarelado chamado pus que frequentemente aparece nas feridas.

A outra parte do exército é formada pelos estrategistas, também conhecidos como linfócitos, que são divididos em T e B. O linfócito T é o que dispara o alarme quando aparece um corpo estranho. Tem também a função de ser o espião que reconhece a forma e a constituição do elemento estranho, enviando uma mensagem química para o linfócito B. Esse linfócito B produz os anticorpos, assim que recebe as informações do linfócito T. Os anticorpos são as armas adequadas para destruir o inimigo, pois são proteínas específicas, que reagirão com o invasor, facilitando sua destruição.

VOCÊ SABIA?

O vírus da Aids ataca os linfócitos T, impedindo a ativação do sistema imunológico. Desse modo, desestrutura toda a defesa do organismo, permitindo que muitas doenças se instalem. AIDS não mata, mas as doenças oportunistas que invadem um organismo fraco. Mas, se temos um sistema imunológico que nos protege de todos os invasores, por que ficamos doentes? Do mesmo jeito que ocorre numa guerra, ganhamos algumas batalhas e perdemos outras.

Até os linfócitos reconhecerem os antígenos e prepararem os anticorpos para destruí-los, os exércitos inimigos já avançaram, provocando os sintomas da doença. Muitas vezes, o ataque dos inimigos é tão rápido que pode levar a pessoa à morte, antes que o sistema imunológico tenha tempo de defendê-la.

Um exemplo é o tétano, causado por uma bactéria produtora de uma toxina que provoca rigidez muscular. Essa rigidez pode levar à morte por asfixia, devido à paralisação da musculatura respiratória. A ação da toxina é tão rápida que o sistema imunológico não consegue reagir a tempo. Mas, se tivermos tomado a vacina antes de contrair a doença, a presença da bactéria não causará danos ao nosso corpo.

A vacina equivale à prisão de um pequeno batalhão do inimigo, antes da guerra. Com isso, podemos saber como são os inimigos e preparar as armas com antecedência. Por exemplo, no caso do tétano, a vacina é uma dose da toxina, enfraquecida para que não nos cause mal, mas ainda suficiente para que os linfócitos produzam os anticorpos, ou seja, as armas. Nesse caso, se o exército inimigo atacar, não terá nenhuma possibilidade contra nosso organismo, pois estaremos prevenidos. Dizemos, então, que estamos imunes à doença.

Mas e se suspeitarmos que já estamos com tétano?

Nesse caso, não adianta tomar vacina, e se recomenda o uso do soro antitetânico (muitas vezes chamado erroneamente de vacina). Esse soro possui anticorpos – as armas – já prontos para o combate imediato. Outro exemplo desse tipo de soro é o antiofídico, aplicado quando alguém é picado por uma cobra.

A vacina é uma medida preventiva, enquanto o soro é uma medida curativa. As vacinas demoram muitos anos para serem desenvolvidas e custam caro. Geralmente, investe-se em doenças que podem matar (tétano, meningite, sarampo) ou deixar deficiências (paralisia infantil). Existem também doenças, como a gripe, cujo agente causador sofre modificações constantes. Nesse caso, é inútil fabricar uma vacina, pois quando a aplicação for feita o microrganismo já terá mudado de forma e as armas fabricadas (anticorpos) talvez não tenham mais efeito.

As vacinas diferem dos soros também no processo de produção, sendo feitas a partir de microrganismos inativados ou de suas toxinas, em um processo que, de maneira geral, envolve:

Fermentação, Detoxificação, Cromatografia

Entre as vacinas produzidas pelo Instituto, estão:

Toxóide tetânico: para prevenção do tétano. A produção de toxóide tetânico pelo Instituto Butantan chega a 150 milhões de doses por ano, atendendo a demanda nacional. O toxóide também serve para produzir as vacinas dupla (dTe DT] e tríplice [DTP].

Vacina dupla (dT): para prevenção da difteria e tétano em indivíduos acima dos 11 anos.

Vacina tríplice (DTP): para prevenção da difteria, tétano e coqueluche. Esta vacina é obtida a partir de uma bactéria morta, o que constitui uma dificuldade em sua produção, pois a bactéria deve estar em um determinado estágio de crescimento, que garanta à vacina, ao mesmo tempo, potência e baixa toxicidade.

BCG íntradérmico: para prevenção da tuberculose. O Instituto Butantan produz cerca de 500 mil doses de BCG por ano. Com novas técnicas de envase e liofilizacão, a produção deve ser aumentada em 50%.

Contra a raiva (uso humano): para prevenção da raiva. Produzida em cultura celular, que nos possibilita ter uma vacina menos reatogênica.

VACINAS E SORO – Parte 2

•23/09/2014 • Comentários desativados

PARA ADOLESCENTES DE 11 A 19 ANOS

  • 11 a 19 anos
Dupla tipo adulto (dT) Periódica
Febre amarela Periódica

PARA ADULTOS ACIMA DE 19 ANOS E IDOSOS A PARTIR DE 60 ANOS

  • 20 a 59 anos
Dupla tipo adulto (dT) Periódica
Febre amarela Periódica
  • 60 anos ou mais
Dupla tipo adulto (dT) Periódica
Febre amarela Periódica
Influenza Sazonal – Gripe Periódica
Pneumocócica 23-valente (Pn23) 1° Dose

PREMATURO DE 0 A 7 ANOS

Recém nascido

BCG – ID 1° Dose
Hepatite B 1° Dose
  • 02 meses
Hepatite B 2° Dose
Tríplice bacteriana (DTP) 1° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 1° Dose
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) 1° Dose
Vacina Rotavírus 1° Dose
  • 04 meses
Tríplice bacteriana (DTP) 2° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 2° Dose
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) 2° Dose
Vacina Rotavírus 2° Dose
  • 05 meses
Tríplice bacteriana (DTP) 3° Dose
  • 06 meses
Hepatite B 3° Dose
Influenza Sazonal – Gripe 1° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 3° Dose
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) 3° Dose
  • 07 meses
Influenza Sazonal – Gripe 2° Dose
  • 12 meses
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) 4° Dose
  • 15 meses
Vacina Pneumocócica 10 valente (conjugada) Reforço
  • 2 anos
Vacina Hemophilus tipo B 1° Dose
  • 4 anos
Tríplice bacteriana (DTP) 4° Dose
  • 5 anos
Vacina Hemophilus tipo B 2° Dose
  • 6 anos
Tríplice bacteriana (DTP) 5° Dose
Vacina oral Poliomielite (VOP) 4° Dose
  • 7 anos
Vacina oral Poliomielite (VOP) 5° Dose

Doenças comuns na primavera Parte Final

•18/09/2014 • Comentários desativados

Alergias da primavera: como amenizar?

A primavera é mesmo uma delícia. Flores coloridas e perfumadas para todo lado. No entanto, ela pode causar muitos transtornos de saúde para quem é alérgico. A floração, o clima seco e as oscilações de temperatura da primavera contribuem para o aparecimento ou agravamento das crises. “A primavera costuma estar associada a sintomas respiratórios resultantes de alergias nas regiões em que as estações são bem-marcadas, e isso se deve à polinização”, explica a doutora Izilda Bacil, alergista do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro.

A resposta alérgica ocorre quando um indivíduo sensível entra em contato com uma substância desencadeante (alérgeno) e seu organismo produz uma reação exagerada (hipersensibilidade), resultando em uma crise. As manifestações mais comuns são a asma brônquica, a rinite alérgica, as alergias cutâneas e a conjuntivite alérgica.  “A alergia é uma doença hereditária”, afirma a Dra. Izilda. Uma criança filha de pais com este problema tem cerca de 60% de chance de também sofrer, embora a doença nem sempre se manifeste da mesma forma que em seus pais ou avós. Além disso, uma pessoa pode ser alérgica mesmo que seus pais não o sejam.

As mais comuns

A rinite é uma das principais doenças que se agravam na primavera. Pode ser causada por vírus, bactérias ou ser de origem alérgica. Extremamente incômoda, ela é a inflamação da mucosa nasal, e seus principais sintomas são crises de espirro, coriza (nariz gotejando), coceira no nariz, garganta ou nos olhos e obstruções nasais. Muitas vezes o sono é afetado e acumulam-se cansaço, indisposição e déficit de atenção. Izilda orienta que o tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos para aliviar os sintomas aliado ao controle ambiental, mas a única forma de se alterar o curso do processo é com o uso das vacinas.

Em conjunto com a rinite, ou como uma complicação dela, pode ocorrer a sinusite. Nesse caso, é chamada de rinossinusite alérgica, em que ocorre a inflamação ou infecção dos seios paranasais e das cavidades dos ossos da face, em conjunto com a inflamação da mucosa nasal. Os sintomas são congestão nasal, dor na face e nos dentes superiores, presença de uma secreção amarelada/esverdeada no nariz ou que desce pela garganta, e tosse. A dor de cabeça ao acordar pela manhã é típica da sinusite. “A sinusite é uma patologia relativamente comum, e a história da doença e o exame clínico já indicam sua presença. Se necessário, exames de imagem podem comprová-la, embora sozinhos não signifiquem nada”, completa a Dra. Bacil.

Precauções

Quem já sofre de alguma doença alérgica não pode descuidar da medicação e do controle ambiental, e os cuidados devem ser redobrados com a chegada da primavera. Os alergenos conhecidos mais comuns são a poeira doméstica, ácaros, pelos de animais, baratas, fungos, pólen, além de agentes irritantes como a poluição. Sabendo disso, algumas medidas gerais podem e devem ser tomadas para evitar o surgimento ou agravamento das crises alérgicas:

  • A limpeza da casa, principalmente do quarto, deve ser frequente, realizada preferencialmente com aspirador de pó e pano úmido.
  • Retire carpetes e tapetes da casa, especialmente do quarto de quem sofre com a alergia. Ou prefira tapetes de material facilmente lavável, como o E.V.A.
  • Substitua as cortinas por persianas, que são facilmente limpas com um pano úmido.
  • Evite estofados recobertos por tecidos.   Limpe a mobília da casa com pano úmido com frequência superior a uma vez por semana.
  • Forre colchões, travesseiros e almofadas com capas impermeáveis.
  • Evite objetos que acumulem poeira no quarto como bichos de pelúcia, livros, caixas e quadros.
  • Troque cobertores por edredons, e lave-os quinzenalmente.
  • Mantenha a casa sempre arejada e ensolarada. Se você mora numa região com grande concentração de pólen, feche as janelas e use o ar-condicionado, que filtra o ar, especialmente nos dias ensolarados e com fortes ventos, quando a concentração de pólen é maior. Lembrando que os filtros do ar-condicionado de casa e dos automóveis devem ser trocados periodicamente.
  • Dê preferência para aspiradores de pó que possuam filtro HEPA, que captam também ácaros, bactérias e fungos e evitam sua proliferação.
  • Evite ter animais de pelo dentro de casa, especialmente nos quartos.
  • Não fume dentro de casa.
  • Evite cheiros fortes como perfumes, tintas, solventes, produtos de limpeza, entre outros.

Não espere a crise se instalar, assim que perceber os primeiros sintomas procure orientação médica. Somente especialistas saberão o melhor caminho para que você possa novamente respirar aliviada!

CURTA MUITO A ESTAÇÃO DAS FLORES, MAS NÃO SE ESQUEÇA DOS CUIDADOS COM SEU CORPO.

 
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