Chia, a semente que emagrece e reduz gordura – Parte Final

•31/07/2014 • Comentários desativados

Quantidade recomendada de chia

Parte inferior do formulário

Os especialistas dizem que não há uma quantidade diária estabelecida para o consumo da chia. No entanto, estudos conduzidos em humanos que obtiveram resultados positivos utilizaram 25 g da semente, aproximadamente duas colheres de sopa, uma vez ao dia. Cabe salientar que alguns usaram mais. Mas como ela é calórica, o mais recomendado é manter os 25 g diários. 

Como consumir a chia

Ela pode ser consumida crua, triturada ou em forma de gel ou na forma de óleo. A semente mantém suas propriedades em todas estas formas de consumo. Veja como usá-la: 

Em forma de gel: deixe uma colher de sopa da semente de molho em 60 ml de água durante aproximadamente 30 minutos. O ideal é consumir o gel assim que ele estiver formado, não sendo recomendado guardar a mistura para comer depois. Depois que a goma é formada, você pode consumi-la na forma pura sem acompanhamentos (ainda que seja pouco comum) ou usá-la no preparo de mingau, sopas, batida em sucos ou em receitas de bolo e até adicionando à molhos de massas, por exemplo. 

Substitua os ovos das receitas: o gel formado pela chia pode ser um ótimo substituto do ovo em receitas. Misturando uma colher de sopa da farinha de chia com 60 ml de água, você obtém uma quantidade de gel suficiente para substituir um ovo em qualquer preparação.

Semente seca: em vez de produzir o gel, você pode fazer diferente e adicionar a semente a líquidos como sucos, iogurtes e vitaminas. Uma sugestão é comer a porção no lanche entre as refeições, pois um pote de iogurte desnatado (160 ml) com uma colher de sopa de chia contém apenas 70 calorias. 

Óleo da chia: ele pode ser usado para temperar saladas ou para regar a refeição quando já estiver no prato. O aquecimento do óleo de chia não é recomendado, pois o ômega 3 é facilmente oxidado com o calor, perdendo assim suas propriedades. 

Na forma de farinha: a farinha pode ser misturada a frutas, sopas, mingaus e sucos de forma mais prática. Esta versão também pode substituir a farinha de trigo no preparo de receitas de pães e bolos. Outra boa pedida é comprar o grão, liquidificar, acondicionar a farinha em um pote e armazenar em geladeira para depois consumir junto da salada.

Chia sozinha ou com outros grãos? Normalmente as pessoas misturam grãos fontes de nutrientes diferentes, para atingir um benefício específico, nem sempre promovido por todos os grãos do mix. Com benefícios à saúde próximos ao da chia, temos a linhaça, o gergelim e o girassol. Mas não é recomendado consumir uma porção de cada uma deles por dia, devido à alta quantidade de calorias que essas sementes possuem. Sendo assim, uma solução pode ser fazer um mix destes grãos e consumir até 25g do mix ao dia.

Compare a chia com outros alimentos

Saiba mais

  • Em relação à gordura, ela só perde da linhaça que contém 32,3 g em 100 g de alimento enquanto a chia tem em sua composição 30,74 g em 100 g. Mas vale lembrar que grande parte dessa gordura é proveniente de ômega-3 e omêga-6, benéficos para saúde e que equilibram as taxas de colesterol.
  • Se compararmos, porém os ácidos graxos dos peixes de águas profundas, como o salmão, e dos vegetais, existem diferenças. O ômega-3 de origem animal contém mais componentes EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenóico) do que os de origem vegetal, que não produzidos por nosso organismo e trazem mais benefícios à saúde cardiovascular.
  • A chia contém 631 mg de cálcio em 100 g. Mas vale lembrar que apesar de 100 gramas da semente terem mais cálcio do que um copo de leite integral (234 mg), é contraindicado consumir toda essa quantidade do grão, e o mineral do leite é mais facilmente absorvido pelo nosso organismo. Uma porção diária de chia (ou seja, 25 g) tem 158 gramas de cálcio, perdendo para o leite. E seria preciso mastigar muito bem o grão para dispor de todo o mineral que ele contém. Isso torna a semente uma boa opção para quem não pode consumir lactose e precisa de cálcio.
  • A semente também contém 112 mg de potássio e 84 mg de magnésio em 25 g enquanto o farelo de trigo (obtido como sobra do processo de refino do trigo, que dá origem à farinha de trigo) não apresenta nenhum dos dois micronutrientes. O magnésio é um mineral que não faz falta em pessoas que consomem as cinco porções recomendadas de vegetais, pois é abundante nesses alimentos. Porém, como a maior parte dos brasileiros não consome os 400 gramas de vegetais e frutas diários indicados pelo Ministério da Saúde (cerca de 90% de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE), ela é uma boa alternativa para não perder o mineral.
  • A chia é considerada uma boa fonte de ferro, pois além de ter o mineral em alta quantidade, ele é mais fácil de ser absorvido na semente do que em alguns vegetais, pois eles acabam presos em uma substância chamada fitato. 25 g de chia contêm 1,93 g de ferro, 65 g de espinafre (o que equivale à quantidade recomendada de folhas verdes escuras para um dia) têm 1,77 g do mineral.

Contraindicações

Não há contraindicação ao consumo da chia, porém suplementos devem ser utilizados somente com prescrição médica ou nutricional.

Riscos

A chia é um carboidrato, apesar de conter fibras, em excesso, pode levar ao aumento de peso, constipação intestinal (principalmente se o indivíduo não tomar quantidade suficiente de água) e pode levar a desconfortos gástricos uma vez que retarda a saída dos alimentos do estômago.

O consumo excessivo de fibras pode interferir negativamente na absorção de minerais como cálcio e zinco.

Chia, a semente que emagrece e reduz gordura – Parte 1

•29/07/2014 • Comentários desativados

A chia (Salvia hispanica L.) é uma planta da qual também fazem parte o linho e a sálvia, tanto que é conhecida com “salvia hispânica”. Originária do México, suas sementes já eram utilizadas como alimento pelos povos das civilizações da América Central há muitos séculos. A importância do consumo desta semente tem sido reforçada por especialistas em nutrição humana, uma vez que nela são encontrados ácidos graxos poli-insaturados essenciais, fibras, proteínas e outros nutrientes. Mas a fama notória da chia foi conquistada graças aos seus efeitos sobre a dieta, pois a semente é capaz de favorecer o emagrecimento. Consumi-la significa colher uma lista de benefícios, que incluem desde regular as taxas de colesterol sanguíneo até fortalecer o sistema imunológico.

A chia pode ser facilmente consumida junto a saladas ou na mistura de sucos e vitaminas, além de outras receitas, na quantidade de duas colheres de sopa, que equivale a 25 gramas. Ela contém alto teor de ácidos graxos poli-insaturados essenciais, tipos de gorduras consideradas benéficas ao organismo, sendo rica em ácido graxo alfa-linolênico, também conhecido como ômega 3.

Ela também contém carboidratos considerados de baixo índice glicêmico, pois aproximadamente 34,4% da porção de 100 g da semente é composta por fibras alimentares. Por fim, a semente ainda contém compostos fenólicos sendo considerada uma fonte natural de antioxidantes. Entre eles estão o ácido cafeico e ácido clorogênico. 

Sua semente é considerada como uma boa fonte proteica por possuir um alto teor de proteínas, sendo em sua maior parte aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que não são produzidos pelo nosso organismo (isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e histidina). Para se ter uma ideia, precisamos consumir cerca de 50 gramas de proteínas todos os dias de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerando uma dieta de 2 mil calorias diárias. Isso significa que 25 gramas de chia contém 8% da proteína que precisamos em um único dia. 

Mas a chia transborda mesmo em quantidade de fibras, duas colheres de chia contêm 8,6 g delas. Como temos que consumir 25 gramas dessas substâncias ao dia, isso quer dizer que uma porção tem 34% das fibras de que precisamos diariamente! Veja qual porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes ela também carrega:

  • 32% de magnésio
  • 16% de zinco
  • 15% de cálcio
  • 13% do ferro
  • 13% de vitamina B3 (niacina)
  • 12% de vitamina B1 (tiamina)
  • 3% de vitamina B2 (riboflavina).

Benefícios da chia

Ajuda a emagrecer: um dos motivos que fazem da chia uma grande aliada na perda de peso está na sensação de saciedade que a semente proporciona. Suas fibras têm a capacidade de absorver muita água, transformando-se em uma espécie de gel. É só fazer o teste, deixando uma porção de molho num copo para perceber a semente inchando em pouco tempo. Quando é ingerida, a reação é semelhante. Em contato com os sucos gástricos, suas fibras se transformam nesse gel, que aumentam a dilatação do estômago. É esse mecanismo um dos fatores que favorecem a saciedade e, consequentemente, acarreta um menor consumo de alimentos.

Além disso, o consumo regular de chia pode ser benéfico para evitar a formação de gordura localizada, outra grande inimiga de quem luta contra os ponteiros da balança. Um estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition validou uma pesquisa em que onze indivíduos saudáveis consumiram a semente por 12 semanas e obtiveram redução na glicemia após a refeição, ou seja, não houve picos de insulina no sangue, sendo assim, a glicose foi liberada lentamente no organismo. Tal processo evita que a gordura seja acumulada e, por consequência, afasta o excesso de peso. Os participantes do estudo também relataram diminuição do apetite até 120 minutos após o consumo da refeição, diferentemente dos indivíduos que não consumiram a chia, mostrando assim seu efeito no aumento da saciedade.

Previne e controla o diabetes: por conter fibras e aumentar o tempo de liberação da glicose, a chia pode ser relacionada com a prevenção do diabetes tipo 2. Funciona da seguinte forma: a digestão dos carboidratos começa na boca e termina no intestino, onde partes maiores de carboidrato são transformadas em tipos diferentes de açúcar (glicose, frutose, galactose) para serem absorvidos. Quando consumida com fontes de carboidratos (frutas, massas, pães), as fibras da chia têm como efeito a diminuição da velocidade com que o carboidrato sai do estômago e chega ao intestino, para terminar de ser digerido e absorvido, justamente por se transforarem em um gel. Dessa forma, a glicose é liberada lentamente na corrente sanguínea, fazendo com que o hormônio insulina, necessário para transportá-la até as células, também seja liberado em pequenas doses. A vantagem de tudo isso é que com menos doses desse hormônio circulando no organismo, evita-se assim uma condição chamada resistência à insulina.

O quadro ocorre quando é preciso uma quantidade maior do composto para que a mesma quantidade de glicose seja armazenada, e em longo prazo favorece o aparecimento do diabetes tipo 2

Previne doenças cardiovasculares: o consumo regular de chia é capaz de evitar doenças como infarto, derrame e hipertensão graças as suas grandes quantidades de ômega 3. Esse ácido graxo reduz a formação de coágulos sanguíneos e arritmias, além de diminuir o colesterol circulante no sangue. Além disso, o ômega-3 ajuda na regulação da pressão dos vasos sanguíneos, uma vez que aumenta a fluidez sanguínea, evitando assim, o aumento da pressão arterial. 

Regula o colesterol: de toda gordura que compõe a chia, aproximadamente 77% são formados por ácidos graxos ômega 3 e ômega 6. Essas gorduras têm como uma de suas principais propriedades reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL), além de baixar os triglicérides na corrente sanguínea. Além disso, as fibras da semente também têm efeito benéfico na diminuição da concentração dos lipídios no sangue, que é o caso do colesterol. 

Efeito desintoxicante: os antioxidantes, como o ácido cafeico, de sua composição, são responsáveis por auxiliar na desintoxicação do fígado, além de impedir a formação de radicais livres que agem destruindo as membranas celulares e desencadeando o processo de envelhecimento. 

Fonte de cálcio: por ter bastante cálcio, a chia é uma alternativa para indivíduos que têm intolerância à lactose, necessitando de fontes alternativas desse mineral. Porém, alimentos como tofu e gergelim contêm maiores quantidades de cálcio, e vale consumi-los também. 

Protege o cérebro: ela também pode favorecer as ligações cognitivas no cérebro. Muitos estudos relacionam os ácidos linoleico e alfa-linolênico presentes na semente com a formação das membranas celulares, as funções cerebrais e a transmissão de impulsos nervosos. 

Pele e cabelos mais bonitos: em sua composição nutricional, a chia também apresenta vitamina A, nutriente que age como antioxidante contra os radicais livres e também auxilia na redução da acne e prevenção do ressecamento da pele. A semente também leva vitamina B2, importante na saúde da pele, unhas e cabelos. 

Efeito anticelulite: já se sabe que a chia contém quantidades significativas de ômega 3 e muitos estudos têm relacionado o consumo desse ácido graxo com a diminuição da inflamação, o que seria interessante para diminuir e evitar celulite, um processo inflamatório do organismo.  

Fortalece a imunidade: por conter minerais como o selênio e zinco, que auxiliam o sistema imunológico, a chia é importante para reforçar as defesas, afastando de perto doenças como gripes, resfriados e processos infecciosos. Além disso, por ter nutrientes como fósforo, manganês, cálcio, potássio e sódio, a semente é indispensável para a manutenção da integridade e saúde das células. 

Boa fonte de ferro: o mineral, presente em grande quantidade na chia, é muito bem absorvido nesse alimento. Ele é o principal nutriente na formação dos glóbulos vermelhos, que transportam o oxigênio pelo nosso corpo. A redução desses glóbulos e da oxigenação levam à anemia, fadiga e cansaço, aumenta os riscos de infecções e também se relaciona a uma queda na imunidade.

Água mineral – Parte Final

•24/07/2014 • Comentários desativados

Água de coco e seus benefícios. Hidrate-se!

A água-de-coco é hidratante por ser rica em sais minerais, e é o único isotônico natural disponível comercialmente. A presença do sódio e do potássio (fortificante muscular) em sua composição possibilita a recuperação dos minerais perdidos através da urina e do suor, tornando-se ideal para recompor a perda de energia depois das atividades físicas. E, como repositora eletrolítica (de sódio e de potássio) de origem natural, não oferece riscos para asmáticos e alérgicos a conservantes, sempre presentes nas bebidas artificiais. Outra faceta, é a sua semelhança ao soro fisiológico, tornando-se eficiente na recuperação dos casos de desidratação.

Propriedades terapêuticas e estéticas, a água de coco tem muitas. Funciona como calmante natural, controla a pressão arterial e reduz o nível de colesterol, além de ajudar no tratamento de úlceras, prisão de ventre, diarreia e cãibras e a combater enjoos e vômitos na gravidez. Sem contar que a água-de-coco verde é indicada por médicos e nutricionistas para eliminar os efeitos do excesso de álcool no organismo. Emoliente natural, faz bem à pele, deixando-a mais hidratada e macia.

Fonte natural de potássio, é boa para hipertensos, pois os medicamentos diuréticos – utilizados no tratamento da hipertensão – geram uma perda muito grande de potássio pela urina. Também pode ser consumida por diabéticos pois não contém sacarose, apenas frutose e dextrose como carboidratos. Entretanto, em ambos os casos não convém abusar porque a água-de-coco contém sódio e outras substâncias que podem acirrar essas doenças.

Ela auxilia ainda no equilíbrio sanguíneo, pois diminui os batimentos cardíacos e controla o sódio e a quantidade de água do corpo. Pela sua composição mineral, traz benefícios para os nervos, cérebro e pulmões. Na medicina popular é usada, em muitas regiões brasileiras, como vermífugo para crianças, preparado com coco ralado batido, água e uma pitada de sal, para se tomar em jejum.

Sua versatilidade é realmente impressionante. Além do consumo humano, a água de coco tem inúmeras utilidades. Na medicina, o produto pode ser usado como conservante de órgãos a serem transplantados e como membrana para queimaduras; na veterinária, como diluente em processos de inseminação artificial; na agroindústria, como conservante de vacinas para as aves. Seus efeitos curativos devem-se, principalmente, ao magnésio.

O valor nutritivo do coco varia de acordo com o estágio de maturação, apresentando em geral quantidades significativas de sais minerais como potássio, sódio, fósforo e cloro. A polpa do coco é rica em fibras, o que auxilia no bom funcionamento intestinal, mas, à medida que a polpa amadurece, enriquece o seu teor de gorduras.

Propriedades

O coco-da-baía é rico em proteínas, gorduras, calorias, sais, hidratos de carbono e vitaminas A, B1, B2, B5 e C. Seus efeitos curativos se devem, principalmente, ao seu conteúdo de magnésio. O ser humano necessita dele para conservação da tensão muscular. Sabe-se que a polpa do coco age como adstringente nas hemorroidas.

A água de coco verde é deliciosa, refrescante, nutritiva e terapêutica, além de exótica. Sua composição físico-química é semelhante à do soro fisiológico. São muitos os benefícios da água do coco.

.hidrata e amacia a pele 
.reduz o nível de colesterol 
.combate a verminose infantil
.previne e auxilia no tratamento da artrite 
.controla a pressão arterial 
.combate a desidratação 
.repõe imediatamente a energia 
.evita vômitos e náuseas durante a gravidez 
.depura o sangue 
.é calmante natural 
.reduz a febre 
.trata de úlcera estomacal 
.combate a prisão de ventre 
.previne o enjoo causado pela maresia 

Água mineral – Parte 4

•22/07/2014 • Comentários desativados

  

Tipos de água

Na natureza, encontramos diversos tipos de água, que variam de acordo com os elementos que a compõe. Algumas são ideais para o consumo, enquanto outras são prejudiciais à saúde.

Água potável: é a água que pode ser ingerida pelo homem. Para ser potável a água precisa apresentar as seguintes características: incolor (perfeitamente transparente), não ter cheiro (inodora), conter alguns sais minerais naturais (atualmente costuma-se, acrescentar à água sais de flúor o que impede o desenvolvimento das cáries dentarias), e ser estéril, isto é, isenta de micróbios causadores de doenças. Este tipo de água é apresentada no mercado em garrafões dos mais diversos tamanhos e marcas. Pode ser retirada de qualquer fonte aprovada – água encanada do município, riachos, rios, reservatórios ou cisternas. Em seguida é filtrada e desinfetada, e o conteúdo mineral pode ser ajustado.

Água Mineral: contém no mínimo 500mg de minerais por litro. Os produtos vendidos como “água natural” não sofrem nenhuma modificação no conteúdo de minerais, enquanto outros produtos podem vir da fábrica com ajustes.

Água com Gás: recebe artificialmente o acréscimo de dióxido de carbono para ficar borbulhante, podendo ser ou não enriquecida de sais minerais. Existem fontes naturais de águas gaseificada, mas parte do gás se perde no processo de envasamento. A única forma de beber água naturalmente gaseificada é direto da fonte.

Rica em oxigênio: sem gás e sem sabor tem alta concentração de oxigênio.

Aromatizada: muito utilizada no preparo de drinks. É aromatizada artificialmente, podendo ou não ser gaseificada.

Club Soda: água encanada, filtrada, gaseificada e enriquecida com bicarbonatos, citratos, fosfatos e outros tipos de sais minerais.

Água purificada: é aquela que foi deionizada para remover seus minerais naturais.

Água destilada: é purificada por evaporação, o que remove seus minerais. Os vapores são em seguida recondensados para sua forma líquida – água.

Água salgada: é a água que contém muitos sais dissolvidos, como a água do mar.

Água-mole: água da chuva que pode, em alguns casos, substituir a água destilada, por ser mais pura e isenta de sais minerais em relação a água das fontes ou dos rios.

Água de fonte: águas subterrâneas que ao aflorarem na superfície, contém substâncias minerais e gasosas dissolvidas. Conforme o principal mineral dissolvido, a água de fonte pode ser alcalina, sulfurosa, dentre outras, decorrendo daí suas propriedades medicinais. Existem diversos tipos de águas minerais. As principais são:

Salobra: levemente salgada e não forma espuma com o sabão.

Acídula: contém gás carbônico. É chamada também água gasosa. Tem um sabor ácido e é usada para facilitar a digestão e normaliza o pH da pele.

- Bicarbonatada sódica: usada no tratamento de gastrite, úlcera, hepatite e diabetes

- Cálcica: indicada para consolidação de fraturas, reumatismo e colite. Ameniza os sintomas de eczemas, dermatoses e bronquites. Tem ação diurética

Magnesiana: nesse tipo de água predominam os sais de magnésio. É usada para ajudar o funcionamento do estômago e do intestino, função laxante e desintoxicaste. Quando ingerida em excesso pode provocar diarreia. Trata enterocolite crônica, insuficiência hepática e fermentação intestinal.

Alcalina: possui bicarbonato de sódio, combate a acidez do estômago e auxilia na digestão e em banho, hidrata a pele.

Carbônica possui dióxido de carbono, o qual atua na superfície da pele, provocando vasodilatação. É indicada na hipertensão arterial leve ou moderada.

- Carbogasosa: Por suas propriedades digestivas, é indicada para acompanhar refeições. Rica em sais minerais, funciona como isotônico. Combate a hipertensão arterial, cálculos renais e biliares.

Oligomineral: possui vários elementos em sua composição como sódio, cloro, alumínio, magnésio, manganês e lítio. Existem estudos mostrando a quantidade destas substâncias presentes na água que provoca um efeito prejudicial ao organismo.

Radioativa: possui radônio, gás nobre que estimula o metabolismo e age no sistema digestório e respiratório Sua inalação é indicada para o tratamento de asma. Pode ser ingerida, já que o radônio permanece ativo por pouco tempo no organismo. O que elimina o risco de contaminação; nesse caso, atua como diurética.  Ajuda a dissolver cálculos renais e biliares. Atua como relaxante leve. Auxilia a eliminação de ácido úrico e a filtragem de gordura no sangue. Diminui a pressão sanguínea. É estimulante sexual.

Sódica: deve ser ingerida em quantidades pequenas, pois o sódio, quando ingerido em grandes quantidades, provoca inchaço. O banho pode auxiliar em problemas reumáticos.

Sulfurosa contém substâncias à base de enxofre é indicada para problemas articulares, laringites, bronquites e sinusites, e acredita-se no seu poder cicatrizante, desintoxicante e estimulante do metabolismo. Pode ser inalada, ingerida ou utilizada em banhos de imersão.

Ferruginosa possui ferro e ajuda no combate à anemia, parasitoses, alergias e acne. Também abre o apetite.

Água termal ou termomineral: água mineral que apresenta temperatura superior à temperatura do meio-ambiente. Possui ação medicinal devido às substancias minerais e gasosas nela dissolvidas. Esse tipo de água é usado para tratar certos problemas de pele.

Água poluída: é a que recebeu substâncias que a deixou turva, ou que alteraram sua cor, odor ou sabor, tornando-a desagradável. Água que sofreu alteração em suas características físicas e químicas.

Água contaminada: é a que contém substâncias tóxicas ou micróbios capazes de produzir doenças. A contaminação pode ser invisível aos nossos olhos ou imperceptível ao paladar.

O consumo de água engarrafada está crescendo firmemente no mundo nos últimos 30 anos. É o mais dinâmico setor de toda a indústria de alimento e bebidas; o consumo, no mundo, cresce numa média de 12% cada ano, apesar do alto preço comparado com a água de torneira.

Água mineral – Parte 3

•17/07/2014 • Comentários desativados

  

 Água na natureza

Embora possa parecer que a Terra seja um grande “reservatório” de água, a maior parte dela não está disponível para consumo humano: os oceanos constituem cerca de 97,5% da água do globo terrestre; 1,9% estão localizadas nas calotas polares e geleiras; 0,6% é encontrada na forma de água subterrânea, em lagos, rios e também na atmosfera, como vapor d’água, e apenas 0,6% da água do planeta pode ser usada para consumo humano.

Como levar esse 0,6% de água até a população?

No Brasil, o Ministério da Saúde estabelece os procedimentos e responsabilidades que asseguram o controle da qualidade e distribuição da água para consumo humano. No entanto, milhares de cidadãos ainda não têm acesso à água de qualidade, uma vez que, aproximadamente, 45% dos municípios brasileiros não possuem saneamento básico.

A falta de infraestrutura no tratamento e distribuição da água é responsável por 65% das internações hospitalares no Brasil devido às doenças transmitidas pela água. A cada ano, mais de 5 milhões de pessoas morrem no mundo por ingerirem água de má qualidade ou contaminada.

Água Mineral: 100% natural

A água mineral é obtida diretamente de fontes naturais sem alteração de sua qualidade, características naturais e de pureza. Nenhum elemento é adicionado ou retirado. Todas as etapas de produção, que vão desde a captação até chegar ao consumidor final, obedecem a rigorosos padrões nacionais e internacionais de higiene. 

Os sais minerais presentes nas águas minerais podem oferecer efetiva contribuição à nutrição e à saúde do organismo. Flúor (prevenção de cáries), Sódio (músculos e nervos), Magnésio (previne hipertensão), Cromo (regula taxas de açúcar no sangue), Cobre (absorve ferro na forma de hemoglobina), Manganês (sistema reprodutivo), Zinco (sistema imunológico), Cálcio (osteoporose), Bicarbonatos (nível de acidez no estômago) e Sulfato (digestão).

Disponível ao consumidor em diversos tipos de embalagens, são as versões de 10 e 20 litros que mais estão presentes nos lares brasileiros, o equivalente a 65% da produção de água mineral no País.
A água mineral, uma vez que possa ser mais acessível à população brasileira, é a única alternativa no curto e médio prazos para diminuir as doenças causadas pela falta de saneamento básico no Brasil e, consequentemente, os custos gastos com a saúde no atendimento e tratamento dos brasileiros.

Diferentes Tipos de Água e Suas Propriedades

Composta por duas partes de hidrogênio e uma de oxigênio (H2O), a água se destaca como a substância mais abundante no corpo humano, chegando a consistir entre 50 e 65% do peso de um adulto razoavelmente magro.

A quantidade de água existente no corpo humano mantém-se constante durante longos períodos da vida sendo fundamental para a homeostasia. Esse equilíbrio exige a disponibilidade de água e nutrientes adequados na alimentação diária com a participação de vários órgãos como rins, pulmões, coração, pele e anexos, hormônios e sistema nervoso central e autônomo.

Um corpo adulto contém em média 45 litros de água, dos quais, 30 circulam dentro das células. Aproximadamente 3 litros circulam como plasma sanguíneo, transportando proteínas e outros nutrientes com capacidade de penetrar nas paredes capilares. Os demais 12 litros integram o líquido intersticial, que envolve as células e produz a linfa e várias outras secreções.Com exceção do tecido ósseo, no qual a água é mantida encapsulada, existe um intercâmbio permanente de líquidos intracelulares e extracelulares através das membranas das células.

Funções vitais

A água desempenha um papel essencial em quase todas as funções do corpo humano. É utilizada para a digestão, absorção e transporte de nutrientes; permite que ocorra uma série de processos químicos; assume o papel de solvente para resíduos do corpo e também os dilui para reduzir sua toxicidade, ajudando no processo de excreção do corpo. Além disso, mantém a temperatura do corpo estável, e proporciona uma camada protetora para as células do corpo.

É necessária ainda na formação de todos os tecidos do corpo, fornecendo base para o sangue e todas suas secreções líquidas (lágrimas, saliva, sucos gástricos, líquido sinovial, dentre outros), que lubrificam os diversos órgãos e juntas.

Água Mineral Parte 2

•15/07/2014 • Comentários desativados

  

Água Mineral: uma fonte de benefícios para a saúde

Desde criança se aprende que o consumo de água é vital para o corpo humano. Líquido precioso, a água cumpre um papel importante no organismo. Além de regular muitas funções, como a temperatura corporal e o bom funcionamento do sistema circulatório, a água também contribui para o transporte de nutrientes e é essencial em todos os processos fisiológicos e bioquímicos do nosso corpo.
Com a busca crescente por bem-estar e qualidade de vida, a chamada onda saudável, o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente de que, dentro da categoria água, a mineral natural é especialmente benéfica para a saúde. O aumento do consumo do produto atesta essa tendência. Segundo dados da Abinam, o mercado apresenta patamares de crescimento próximos a 20% ao ano. O Brasil é hoje 8º maior produtor mundial de água mineral envasada, com 7% de participação no mercado global.

“A indústria de água mineral é uma das que mais cresce no Brasil, porque as pessoas querem um produto natural”, explica Carlos Alberto Lancia, presidente da Abinam. Segundo ele, o crescimento do setor está relacionado a hábitos mais saudáveis dos brasileiros, que têm buscado reduzir a presença de a presença de bebidas açucaradas e com adoçantes nas refeições.

Cardápio diversificado

Por definição as águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas diferentes das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.
Como são classificadas de acordo com a composição química, origem da fonte, temperatura e gases presentes, o que dá a cada tipo propriedades específicas, o consumidor tem à sua disposição um amplo cardápio de opções. 

O problema é que muitos consumidores ainda não desenvolveram o hábito de consultar o rótulo para saber qual tipo de água estão comprando e sua composição, cuja especificação é obrigatória nas embalagens e, assim, tornar a escolha consciente para beneficiar-se dos seus poderes medicinais, de acordo com a sua necessidade e preferência. 

Além de ser, de modo geral, um poderoso suplemento nutricional, há água mineral com as mais diversas propriedades terapêuticas. As fluoretadas, por exemplo, são indicadas para a saúde dos dentes e ossos. O seu consumo é recomendado pela Organização Mundial da Saúde para prevenir doenças da boca. As brometadas são sedativas e tranquilizantes, ajudam a combater a insônia e o nervosismo. A sulfatada atua como antinflamatório e antitóxico.

A importância da água no organismo humano

Entre 50 e 70% do corpo humano é composto de água. Por isso a água é essencial à vida e ao bom funcionamento de todo o organismo.

A água é imprescindível para manter diversas funções vitais e órgãos do nosso corpo:
• Os rins chegam a ter 83% de água, enquanto o coração, os pulmões e o sangue ficam com algo em torno de 80%;

• É importante para a digestão e transporte dos nutrientes para as células;

• Atua como lubrificante nos olhos e entre os ossos;

• Tem fundamental participação na atividade cerebral e no funcionamento do sistema nervoso;

• Equilibra a temperatura do corpo.

No entanto, estamos permanentemente eliminando água do organismo. Somente com a respiração são 0,3 litros por dia. Quando a temperatura ambiente é alta ou quando fazemos exercícios físicos, a perda é de 0,8 litros por hora. Mais 1,5 litro se perde com a urina, a evacuação e a salivação. Pode parecer pouco, mas começa a ser perigoso quando esse volume se aproxima de 1% do peso corporal, quando é ativado o processo de desidratação, já que a função vital de muitos órgãos dependem da quantidade equilibrada de água.

Repor líquido constantemente é uma necessidade tão importante quanto respirar. E a quantidade recomendada para todas as pessoas gira em torno de 2 litros de água diários. 
A não reposição adequada de água resulta em moderada ou aguda desidratação. Nesses casos surgem alguns sintomas como dor de cabeça, dificuldade de concentração, dor nas costas, hipertensão entre outros. Uma pessoa pode passar até dois meses sem ingerir alimento sólido, mas não passaria mais de 48 horas sem consumir líquido sob pena de sérios riscos à saúde e à vida.

Água Mineral Parte 1

•10/07/2014 • Comentários desativados

  

Água mineral é aquela proveniente de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possua composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhe confira uma ação medicamentosa (Decreto-Lei Nº 7.841, de 08/08/1945). Sais, compostos de enxofre e gases estão entre as substâncias que podem estar dissolvidas na água. Não deve ser confundida com a água de mesa, que é uma água de composição normal, proveniente de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas, que preenche tão-somente as condições de potabilidade para a região. Algumas águas minerais são originárias de regiões com alguma atividade vulcânica.

Os diversos tipos de águas minerais são classificados segundo a composição química, origem da fonte, temperatura e gases presentes. Estes aspectos determinam a forma de uso: consumo como bebida, apenas para banhos e se são terapêuticas ou não.

As águas minerais subterrâneas retornam à superfície através de fontes naturais ou são extraídas através de poços perfurados.

Os exames físicosquímicos e bateriológicos determinam se a água mineral é mais indicada para consumo humano ou banhos.

Termais romanos.

Tradicionalmente as águas minerais foram usadas ou consumidas diretamente na fonte. Frequentemente centros turísticos cresceram ou crescem em cima ou em torno de locais que contenham águas minerais, mesmo em épocas antigas como ocorreu no Império Romano (famosos banhos públicos dos romanos).

Modernamente, a água mineral para consumo é distribuída em vasilhames, podendo ser consumida longe das fontes termais. Porém, para banhos terapêuticos ou apenas lazer, as regiões hidrominerais denominadas “estâncias hidrotermais” ou “estâncias hidrominerais” apresentam alguma infra-estrutura com hotéis, spas e outras comodidades para os usuários.

Legislação no Brasil

As garrafas de água mineral feitas de vidro devem ser transparentes, de paredes internas lisas, fundo plano e ângulos internos arredondados, com fecho inviolável, resistente a choques e aprovadas pelo DNPM. O rótulo, também padronizado, deve conter: nome da fonte; natureza da água; localidade; data e número da concessão; nome do concessionário; constantes físico-químicas, composição analítica e classificação, segundo o DNPM; volume do conteúdo; carimbo com ano e mês do engarrafamento.

As águas minerais carbogasosas naturais devem conter, no rótulo, em local visível, a informação “água mineral carbogasosa natural”. Se o gás foi acrescentado, o rótulo deve ter a inscrição “Água mineral gaseificada artificialmente”. Nenhuma informação sobre as propriedades terapêuticas das fontes pode constar dos rótulos, a menos que seja autorizada pela Comissão Permanente de Crenologia.

As águas minerais importadas só podem ser postas à venda após cumprimento, no que lhes for aplicável, a juízo do DNPM, das disposições sobre comércio das águas minerais nacionais estabelecidas no Código de Águas.

É proibido o uso endovenoso de água mineral enquanto não ficar provado, em cada caso, ser isso inofensivo para o paciente, a juízo da Comissão Permanente de Crenologia.

No Brasil, a produção e comercialização de águas minerais são regulamentadas e fiscalizadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A partir de março de 2007, passou a vigorar no Brasil a RDC nº 173/06, que regulamenta o assunto.

As características de composição e propriedades para classificação como água mineral bem como sua exploração são regulamentadas pelo Decreto-Lei Nº 7.841, de 8 de agosto de 1945 Código de Águas Minerais.

Tipos de água mineral e suas propriedades

Cada água mineral tem suas propriedades medicinais, de acordo com os sais que nela predominam. As classificações normalmente são divulgadas em suas fontes, e também nos rótulos de suas embalagens, quando engarrafadas:

Ácida: normaliza o pH da pele
Alcalina: diminui a acidez estomacal. Em banho, hidrata a pele
Bicarbonatada sódica: usada no tratamento de gastrite, úlcera, hepatite e diabetes
Cálcica: indicada para consolidação de fraturas, reumatismo e colite. Ameniza os sintomas de dermatoses e bronquites. Tem ação diurética
Carbogasosa: Por suas propriedades digestivas, é indicada para acompanhar refeições. Rica em sais minerais, funciona como isotônico. Combate a hipertensão arterial, cálculos renais e biliares.
Carbônica: hidrante e moderadora de apetite
Ferruginosa: É indicada para tratamento de anemias, parasitoses, alergias e acne. Também abre o apetite
Magnesiana: controla problemas do intestino e do fígado. Trata enterocolite crônica, insuficiência hepática e fermentação intestinal
Radioativa: diurética, facilita a digestão e ajuda a dissolver cálculos renais e biliares. Atua como relaxante leve. Auxilia a eliminação de ácido úrico e a filtragem de gordura no sangue. Diminui a pressão sanguínea. É estimulante sexual
Sulfatada: é antiinflamatória e antitóxica
Sulfatada sódica: é eficaz contra a prisão de ventre, colite e problemas hepáticos
Sulfurosa: trata reumatismo, artrites, doenças de pele e inflamações

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.