CONHEÇA OS V…

 CONHEÇA OS VÁRIOS TIPOS DE ADOÇANTES

ImagemOs adoçantes têm sido cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas. Foi-se o tempo em que usar adoçantes era um hábito exclusivo de diabéticos. Atraídas pela idéia de substituir o açúcar (o grande vilão das dietas) por um equivalente docinho e livre de calorias, cada vez mais pessoas têm optado pelos adoçantes na hora de tomar o cafezinho ou preparar a sobremesa. E as prateleiras dos supermercados estão cheias de produtos light que prometem sabor mil e caloria zero. Com tamanha oferta de adoçantes e produtos industrializados à base deles, surgem as dúvidas: os adoçantes são todos iguais? Fazem mal à saúde? Têm o mesmo sabor que o açúcar? Os adoçantes podem ser naturais ou artificiais. E os pertencentes a essa última categoria, como o aspartame, a sacarina e o ciclamato de sódio, devem ser evitados. Essas substâncias são nocivas à saúde. O ciclamato de sódio, por exemplo, que está presente em adoçantes e refrigerantes zero, foi proibido nos Estados Unidos por estar ligado ao surgimento de câncer. Recomenda-se o uso da sucralose, que é extraída da cana de açúcar, não tem calorias e não prejudica a saúde. Existem dois tipos de adoçantes:

Adoçantes naturais

Frutose – É encontrada nas frutas e no mel e possui sabor mais doce que o açúcar. Contém calorias e eleva os níveis de açúcar no sangue. Por isso, os diabéticos devem consumi-la com moderação. Pode causar o aparecimento de cáries. Seu metabolismo inicial independe da ação da INSULINA. Por décadas, muitos diabetólogos e comitês, incluindo a American Diabetes Association (ADA), recomendaram restrição de açúcares simples, tais como frutose, na dieta de diabéticos. Essas recomendações foram baseadas em pesquisas conflitantes que sugerem que açúcares simples causam elevação rápida na glicemia. Em contraste, outros estudos mais recentes mostraram que a frutose, quando incorporada às refeições, não altera a glicemia, o que é explicado por sua lenta absorção intestinal. Seu conteúdo calórico é igual ao da sacarose (açúcar de mesa), devendo ser considerada na contagem calórica de dietas para obesidade. Seu alto potencial de adoçar torna a frutose um adoçante pouco calórico quando comparada com outros açúcares, já que são necessárias dosagens pequenas de frutose para se atingir um sabor adocicado.

Esteviosídeo – É extraído da stevia rebaudiana, uma planta nativa da América do Sul. Tem um sabor próximo ao do açúcar e é encontrado em fórmulas de adoçantes, achocolatados e gelatinas. Não possui calorias e não altera o nível de açúcar no sangue, sendo permitido para diábeticos. Adoça25 a 300  vezes em relação a sacarose. Foi identificada em 1905, mas suas propriedades edulcorantes há séculos eram conhecidas pelos índios guaranis. Em1964, a stévia foi levada para o Japão, que em 1970 começou a produzir o steviosídeo, hoje largamente consumido no mundo oriental. O steviosídeo não é calórico e pode ir ao fogo. É o único adoçante de origem vegetal produzido em escala industrial.

Sorbitol, Manitol e Xylotol – São encontrados em algumas frutas, como a maçã e a ameixa, e em algas marinhas. Adoça0,5 a 0,7 vezes em relação a sacarose. São álcoois de açúcar obtidos comercialmente da redução da glicose (sorbitol) e frutose (manitol). Contêm teor calórico semelhante ao da sacarose (4 calorias por grama). Seu uso deve ser bem controlado pelos  diabéticos. Na deficiência de insulina, o sorbitol e o manitol podem ser convertidos em glicose, elevando a glicemia. Estes dois adoçantes, quando ingeridos em excesso por pessoas sensíveis a eles, podem causar diarréia. Deve-se procurar ingerir até30 a50g em doses parceladas por dia, embora alguns indivíduos não tolerem quantidades superiores a10 gramas. O xylitol é um álcool de açúcar obtido da hidrogenação da xilose (tipo de açúcar). Contém 4 calorias por grama, mas é absorvido lentamente, resultando em pouca influência na glicemia. Ë utilizado pela indústria em produtos de goma de mascar, balas e biscoitos dado o seu efeito não-cariogênico (formador de cáries). Os adoçantes (sorbitol, manitol, xylitol) são utilizados por indústrias na elaboração de produtos dietéticos. O sorbitol, vendido na sua forma pura, é recomendado para preparo de bolos.

Adoçantes artificiais

Aspartame – Tem grande poder adoçante (200 vezes superior ao açúcar). Não contém calorias e seu uso é permitido para diabéticos. Tem um sabor semelhante ao do açúcar e é encontrado em produtos adoçantes, refrigerantes e doces. Embora algumas pesquisas associem seu uso à ocorrência de câncer e Mal de Alzheimer, não há comprovação científica. Combinação química de dois aminoácidos(ácido aspártico e fenilalanina). Aprovado pela FDA (Food and Drug Administration), órgão de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos em 1981, fornece 4 calorias por grama. Cada 1g eqüivale a 2 colheres de chá de açúcar, contento no máximo 4 calorias. Por sua vez, 2 colheres de chá de açúcar fornecem 40 calorias. Não deve ir ao fogo porque em altas temperaturas sofre uma reação que causa perda do sabor doce. Recomenda-se acrescentar o produto aos alimentos e líquidos após a retirada do fogo, apesar de não terem sido notadas alterações quando utilizado em preparações com leve aquecimento ou em recheio de bolo, tortas, etc. De preferência, deve ser misturado aos alimentos no momento do consumo. A FDA estipulou em 50 mg por quilo de peso corporal a ingestão diária aceitável para o aspartame. Esta quantidade corresponde a aproximadamente 1% da quantidade que se mostrou não-tóxica em animais. A única contra-indicação é para os portadores de fenilcetonúria. Esta anomalia é rara e geralmente é diagnosticada ao nascimento. Ocorre devido à incapacidade do organismo de metabolizar a fenilalanina, requerendo portanto controle da ingestão dietética desse aminoácido, que existe em muitos alimentos, por exemplo, leite, carne, pão etc. Concentrações de fenilalanina elevadas no sangue podem causar dano cerebral nos portadores dessa anomalia. O rótulo dos produtos adoçados com aspartame deve notificar ao consumidor a presença do aminoácido fenilalanina.

Sacarina Sódica – Ë o adoçante artificial mais antigo, descoberto em 1897 e usado desde 1900. É uma alternativa barata e pode ser usada em cozimentos; aproximadamente 200 vezes mais doce que a sacarose, é absorvida lentamente, mas não é metabolizada pelo organismo, sendo excretada de forma inalterada pelo rim. Riscos de câncer de bexiga foram associados com o consumo de altas doses de sacarina em animais de laboratório. Estes estudos foram realizados de maneira incorreta, pois a dosagem de sacarina aplicada foi muito elevada, eqüivalendo ao consumo diário de750 a1000 refrigerantes dietéticos. Entretanto, estudos epidemiológicos não têm confirmado esse efeito carcinogênico em humanos, mas a questão de carcinogenicidade da sacarina em humanos ainda não pode ser totalmente excluída. A GRAS ( Generally Recognized as Safe ) e a ADA ( American Diabetes Association ) recomendam uma ingestão de até 500 mg/dia de sacarina para crianças que equivale a25 a30 colheres de chá por dia e 1000 mg/dia para adultos que equivale50 a75 colheres de chá por dia.  Ela é sintetizada a partir do ácido toluenossulfônico, derivado do petróleo. Está presente em refrigerantes zero e produtos adoçantes. Deixa um sabor residual amargoso e metálico, mas não contém calorias e pode ser usada por diabéticos. Por conter sódio, é contra-indicada para hipertensos. Pesquisas associavam o uso da sacarina ao surgimento de câncer, mas sem evidências conclusivas.

Ciclamato de sódio – Provém do ácido ciclo hexano sulfâmico, derivado do petróleo. Assim como a sacarina, não possui calorias e pode ser usado por diabéticos, mas também é contra-indicado para hipertensos. É encontrado em refrigerantes zero e adoçantes. Pesquisas científicas apontam que o consumo de ciclamato pode causar câncer e tumores. Possui sabor residual doce-azedo. Descoberto em 1940, é cerca de trinta vezes mais doce que a sacarose. Normalmente está associado à sacarinanos adoçantes. Seu emprego foi proibido em 1970, mas estudos realizados em ratos mostraram que altas doses (muito acima do consumo humano normal) estavam sendo associadas a risco de câncer na bexiga. Pesquisas continuam, com o objetivo de concluir a carcinogenicidade ou não do ciclamato. Em abril de 1984, após revisão dos artigos, o FDA Cancer Assessment Committee of the Center for Foodsafety and Applied Nutrition concluiu que o ciclamato não é carcinogênico. A dose diária máxima de ciclamato é de 40 mg por quilo de peso corporal. Mesmo ingerindo um frasco pequeno de adoçante diariamente, não se atinge a dose máxima.

Sucralose – É extraído da cana de açúcar e modificado para não ser absorvido pelo organismo humano. Tem um sabor similar ao do açúcar, não contém calorias, não causa cáries, não eleva a glicemia, podendo ser consumido por diabéticos, gestantes e hipertensos. É vendido como produto adoçante e adoça 400 a 800 vezes em relação a sacarose. Percepção rápida e mais persistente que a sacarose.

Acesulfame K – Recém-lançado no comércio brasileiro, é a nova escolhaem adoçantes. Descoberto em 1967, foi aprovado pela FDA em 1988 para uso em bebidas, sobremesas, gomas de mascar e adoçantes de mesa. É um sal de potássio sintético. O corpo absorve mas não o metaboliza, o que significa que é eliminado tal como é ingerido. Não eleva a glicemia. Pode ir ao fogo. A FDA estipulou a ingestão máxima em 15mg por kg de peso corporal/dia, o que eqüivale a uma colher de chá por quilograma de peso. Por exemplo se uma pessoa pesa 70 quilos pode consumir 1050 mg por dia deste edulcorante, ou seja 70 colheres de chá. Pessoas com problema renal que necessitam limitar a ingestão de potássio (K) devem estar cientes de que este produto contém pequenas quantidades de potássio.

PEÇA ORIENTAÇÃO AO SEU MÉDICO SOBRE O MELHOR ADOÇANTE A SER USADO. USE-O COM MODERAÇÃO, POIS O EXCESSO PODE PROVOCAR RISCOS A SUA SAÚDE.

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~ por andandocomsaude em 19/03/2012.

 
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