O que é Intolerância à lactose. Parte 1

•26/03/2015 • Deixe um comentário

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A intolerância à lactose, também conhecida como deficiência de lactase, é a incapacidade que o corpo tem de digerir lactose – um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos.

Causas

A intolerância à lactose acontece como consequência de um outro problema: a deficiência de lactase. Ela ocorre quando o intestino delgado deixa de produzir a quantidade necessária da enzima lactase, cuja função é quebrar as moléculas de lactose e convertê-las em glucose e galactose. A presença de lactose no organismo se dá por meio da ingestão de leite e seus derivados.

Existem três tipos de intolerância à lactose. Conheça:

Intolerância à lactose primária

Durante a infância, o corpo produz muita enzima lactase, pois o leite é a fonte primária de nutrição após o nascimento. Geralmente, o corpo diminui a quantidade de lactase produzida conforme a pessoa vai envelhecendo e sua dieta variando, com o acréscimo de novos tipos de alimentos. Com o tempo, esse declínio na produção de lactase pode levar a um quadro de intolerância à lactose.

Intolerância à lactose secundária

Este tipo de intolerância ocorre quando o intestino delgado deixa de produzir a quantidade normal de lactase por causa de alguma doença, cirurgia ou injúria. Algumas condições que podem levar a um quadro de intolerância à lactose secundária são a doença celíacagastroenterite e a doença de Crohn, por exemplo. O tratamento da condição intrínseca a esse tipo de intolerância pode resolver o problema.

Intolerância à lactose congênita

É possível, embora raro, que bebês nasçam com intolerância à lactose por causa da deficiência total de lactase no organismo. Essa é conhecida como herança autossômica recessiva e é passada de geração em geração. Isso significa que tanto o pai quanto a mãe precisam transmitir o gene da intolerância à lactose para o filho para que ele apresente o problema.

SAIBA MAIS

Doenças: algumas condições que afetam o intestino delgado podem afetar a produção da enzima lactase, levando à intolerância à lactose, como a doença de Crohn.

CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DAS HORTALIÇAS PARA A SAÚDE – PARTE FINAL

•24/03/2015 • Deixe um comentário

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Para te deixar com ainda mais vontade de consumir esses alimentos e começar desde já a investir numa alimentação saudável, reunimos a seguir os principais benefícios que legumes e verduras oferecem.

HORTALIÇAS BRANCAS

Cebola, alho, aipo e couve-flor contêm flavonoides, compostos com atividade antioxidante [impedem o envelhecimento celular] que também possuem atividade antialérgica, anti-inflamatória e antiviral. Além de minerais, como selênio e compostos conhecidos como organossulfurados (que também possuem atividade antioxidante).

Eles atuam contra processos inflamatórios e alergias, ajudam a fortalecer os sistemas imunológico e circulatório, e ainda protegem de doenças relacionadas ao envelhecimento, como a artrose.

HORTALIÇAS VERDES

Couve, alface, agrião, brócolis e pimentão contêm pró-vitamina A, vitamina B2, vitamina B5, vitamina C, vitamina K e minerais como cálcio, ferro, magnésio e potássio. Estes que auxiliam na saúde da pele, dos ossos, do cabelo e da visão, bem como no bom funcionamento dos sistemas digestório, imunológico e sexual.

Além disso, auxiliam na redução do colesterol, na prevenção de doenças cardiovasculares – como a aterosclerose -, ajudam a evitar o acúmulo de material gorduroso nas paredes das artérias e ainda previnem do envelhecimento precoce.

HORTALIÇAS AMARELO-ALARANJADAS

Cenoura, abóbora, pimentão, batata e melão são ricos em pró-vitamina A, vitamina C, carotenoides (substância responsável por dar cor a frutas e hortaliças) e flavonoides.

Estes nutrientes auxiliam no crescimento, na proteção contra doenças cardíacas e nas manutenções da visão e da pele. Também contribuem para o bom funcionamento dos sistemas imunológico e sexual.

HORTALIÇAS VERMELHAS

Tomate, melancia e pimenta contêm licopeno e vitamina C, substâncias que podem ajudar a reduzir o risco do desenvolvimento de cânceres de próstata, mama e estômago.

Eles também atuam na manutenção da saúde da pele, da gengiva, da regulação dos vasos sanguíneos, na redução do colesterol e reduzem as chances de se ter doenças cardiovasculares. Outro benefício é que fortalecem o sistema imunológico.

HORTALIÇAS ROXAS

Contêm antocianinas e ácidos fenólicos, que são propriedades anticancerígenas, melhoram a memória e protegem contra doenças do coração. O suco de beterraba, por exemplo, reduz a pressão arterial e melhora a circulação sanguínea.

CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DAS HORTALIÇAS PARA A SAÚDE – PARTE 1

•05/03/2015 • Comentários desativados

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Geralmente, o espaço que as pessoas dão aos alimentos “coloridos e saudáveis”, no prato, não costuma ser dos melhores. Mas saiba que para ter uma saúde muito, muito boa é fundamental ingeri-los com frequência. Até porque legumes e verduras pertencem ao grupo das chamadas hortaliças, que são aqueles ricos em vitaminas, sais minerais e fibras. Estes, são nutrientes importantes para proteger o organismo contra várias doenças. Sem contar que as hortaliças são ricas em potássio, um mineral que ajuda no bom funcionamento do sistema nervoso e na produção de energia.

Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é ingerir, diariamente, pelo menos três porções de hortaliças (e frutas) na alimentação. Por sua vez, o Instituto Americano de Pesquisa de Câncer (AICR) afirma que uma dieta rica em hortaliças e frutas variadas, preferencialmente cruas, ajuda a reduzir de 60% a 70% o risco de desenvolver alguma forma de câncer. Que partes das hortaliças devo ingerir? A parte comível das verduras são as folhas, hastes, flores ou botões. Já a dos legumes são os frutos, sementes e raízes. Esses alimentos não apenas fornecem uma cor em nossa refeição, como trazem nutrientes importantes. E, acredite, a cor da hortaliça determina seu benefício. Por exemplo:

Hortaliças verdes (como brócolis, rúcula e espinafre): agem na renovação das células do sangue e fortalecem o sistema imunológico;

Hortaliças vermelhas (como pimentão, tomate e rabanete): ajudam a diminuir os riscos do câncer de próstata e são fontes de vitamina C;

Hortaliças laranjas (como cenoura e abóbora): são muito boas para a visão, beleza da pele e auxiliam na prevenção de diarreia e doenças como bronquite;

Além disso, a ervilha, o grão-de-bico e a “soja verde” também são ótimos alimentos, exemplos de hortaliças, que devemos consumir. Eles são ricos em proteínas, ou seja, nutrientes responsáveis pela construção e manutenção do tecido e defesa do organismo. E uma curiosidade que talvez você não saiba: batata, batata-doce, os milhos doce [com leve sabor adocicado] e verde, melão, morango e melancia também são considerados hortaliças.

DICAS NA HORA DE HIGIENIZAR LEGUMES E VERDURAS

Você sabe lavar direitinho as hortaliças? Então, vamos às dicas: Retire folhas e partes estragadas. Lave em água corrente, folha por folha, ou até mesmo as raízes, se for o caso. Coloque-os em repouso, em água clorada. Não esqueça de adicionar uma colher de sopa de água sanitária – própria para alimentos – para cada litro de água. Deixe de molho por 30 minutos e enxague-os novamente. Aí é só deixar escorrer ou enxugar com um pano limpo. Guarde em sacos plásticos bem fechados na parte de baixo da geladeira ou em lugar seco e fresco. Um lembrete: hortaliças como pepino, berinjela, abóbora e tomate podem ter “prejuízos” nutricionais se guardadas abaixo de 7,5°C.

PREFIRA COZINHÁ-LAS NO VAPOR A COZINHAR COM ÁGUA

É bom dizer que legumes e verduras devem ser ingeridos, preferencialmente, frescos, crus ou levemente cozidos. Isso porque nutrientes como vitaminas e minerais – e outras substâncias cheias de benefícios – podem ser destruídos pelo calor ou diluídos na água, o que causa perda nutricional. Portanto, prefira cozinhar no vapor a cozinhar em água. Procure consumir as hortaliças logo depois de prepará-las porque os nutrientes podem ser afetados pelo oxigênio e luz do ambiente. Mas, se não for possível, eles podem ser conservados em potes tampados e armazenados na geladeira.

Segredos do ovo perfeito – Parte Final

•26/02/2015 • Comentários desativados

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O ovo como protagonista

Ainda que o ovo tenha se instituído como prato rápido, para fazer na correria ou começar o café da manhã bem, o ingrediente dá margem para versões caprichadas ainda que de preparo simples. Alguns chefs estão dando mais espaço ao ovo como protagonista de pratos, não mero coadjuvante de receitas. A omelete feita à risca da técnica francesa é para deixar qualquer aprendiz de cozinha um tanto desesperado. Nesse método, o ovo, previamente batido, é colocado em uma frigideira, bem quente, que vai ser agitada freneticamente muitas vezes, até que o prato fique pronto e “dobrado” sem a ajuda de uma espátula e em cerca de 15 segundos.

Omelete clássico

Ingredientes

4 ovos
Sal a gosto
Pimenta do reino preta moída
Manteiga a gosto

  • Você pode recheá-lo a gosto.

Modo de fazer

Misture os ovos e tempere com sal e pimenta do reino preta moída. Em uma frigideira, aqueça a manteiga e coloque o ovos. Conforme a parte de baixo for coagulando, vá dobrando levemente com a ajuda de uma espátula, de forma que o liquido vá para o fundo da panela. Quando sobrar só uma pequena camada mais líquida sobre o ovo coagulado no fundo, coloque o recheio (se desejar) e faça uma dobra de cada lado. Na hora de empratar, vire a borda para baixo e sirva com torradas.

Segredos do ovo perfeito – Parte 1

•17/02/2015 • Comentários desativados

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Mexido, frito, cozido: dicas para o ovo de todo dia ficar muito mais saboroso.

“Não sabe nem fazer ovo frito”. Logo se vê que quem criou o dito popular pode até ter sido cozinheiro, mas não era um perfeccionista. E mais: foi injusto com o ovo, um ingrediente cheio de segredinhos, mas que por ser tão trivial nem sempre foi digno de atenção. Considerado “primeiro passo” pelo ditado e por muita gente, tem receita desprezada e é feito de qualquer maneira – com resultados, em geral, muito aquém dos possíveis. Fato é que, com uma matéria prima bem escolhida e alguma técnica, comer ovo frito – mexido, cozido ou pochê – é um deleite.
Pequenos detalhes são importantes em um prato de poucos ingredientes – ou um só, no caso do ovo frito. O mais importante deles é escolher o produto fresco. Ovos recentes apresentam clara mais firme, que não espalha na frigideira de forma desgovernada e que sustenta bem a gema na superfície. Para testar, agite levemente o ovo. Caso a gema se mova de maneira perceptível no interior da casca, sinal de que a clara não está mais tão firme.

Métodos de cocção
Cozidos
Eles podem ser duros, moles ou quentes. Podem ser oferecidos puros, ainda na casca, ou servir de guarnição para saladas. Mas os ovos fervidos na casca precisam de alguns cuidados: usar água o suficiente para cobri-los totalmente (de forma que o cozimento seja uniforme) e cozinhá-los no fogo baixo são duas dicas preciosas.
Coloque os ovos, à temperatura ambiente, na panela com água fria. Leve ao fogo e conte os minutos a partir do momento que a água ferver (e então abaixe a chama do fogo): 4 minutos para ovos moles (a gema fica quente, mas ainda líquida), 6 minutos para os meio cozidos (a gema está parcialmente coagulada) e12 minutos para os ovos duros. Para evitar a coloração esverdeada que pode se formar em volta da gema (reação entre o enxofre e o ferro presentes nos ovos), fique atento ao tempo do cozimento e resfrie rapidamente depois da cocção.

Fritos
São os mais fáceis, mesmo assim podem ter aspectos variados. O que influencia: 1) o tipo de gordura usada (que vai emprestar parte de seu sabor); 2) se a gordura vai ser jogada sobre o ovo; 3) se ele vai ser servido com a gema para cima (não virado) ou com a gema para baixo (virado uma vez).
Seja como for, frite em uma panela para sauté ou em uma chapa, preferencialmente com superfície antiaderente e tempere com sal e pimenta do reino enquanto ele frita. Para os perfeccionistas, aí vai um desafio: a temperatura ideal para fritar um ovo vai de 124º a 138º C (aquela que a manteiga faz barulho, mas não escurece).
A cada três ovos, acrescente uma colher de creme de leite e um pedaço de manteiga fria

Mexidos

Esse preparo consiste em colocar o ovo em uma tigela dentro de uma panela com água fervente e ir mexendo delicadamente. “Demora uns 15 minutos ou mais”, alerta.
Mas para fazer um ovo mexido mais prático, com resultado cremoso semelhante, a cada três ovos, acrescente uma colher de sopa de creme de leite e um pedacinho de manteiga fria, ainda fora do fogo. Então leve ao fogo e, quando começar a coagular, retire, depois coloque de novo. A ideia é fazer isso até que fique úmido e ao ponto”. Ao ponto? “Ovo também tem ponto, o que as pessoas ignoram. A maioria faz ovo seco”. Apesar de vários ingredientes figurarem nas receitas caseiras, a clássica leva só sal e pimenta-do-reino. Só podem ser feitos com ovos frescos, do contrário, se espalham pela frigideira

Pochê

Sem dúvida, o mais difícil dos ovos triviais – mesmo sabendo a técnica é possível que você gaste algumas dúzias antes de acertar a mão. Sem gordura extra adicionada e base para receitas consagradas, como os ovos beneditinos, ou ainda complementos de sopas e caldos, eles só podem ser feitos com ovos frescos.
Uma dica para acelerar o cozimento é adicionar um pouco de vinagre (10ml para cada litro) e sal à água em uma panela funda o suficiente para submergir o ovo. Quebre o ovo, previamente mantido em temperatura ambiente, em um recipiente e, quando a água estiver levemente fervente, coloque o ovo na panela (fogo baixo, lembre-se!). Ele deve afundar e depois retornar à superfície. Depois de 3 a 4 minutos, já pode ser retirado com uma escumadeira.

•12/02/2015 • Comentários desativados

Dez alimentos que ajudam a diminuir o apetite

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Acabar com o apetite descontrolado de maneira saudável e sem o uso de medicamentos é perfeitamente possível! Para isso, basta seguir algumas dicas simples e incluir, no seu cardápio diário, alimentos que são verdadeiros moderadores de apetite naturais. Além de saborosos, esses alimentos agem no organismo diminuindo a fome e aumentando as sensações de bem-estar e saciedade.

A primeira dica para evitar a famigerada “fome de leão” é sempre ingerir algum alimento de 3 em 3 horas. “Esse é o primeiro passo para não correr o risco de se descontrolar e atacar tudo o que vier pela frente quando a fome chegar. Outra orientação importante é começar o dia com um café da manhã reforçado e ir diminuindo as quantidades do que se come no decorrer do dia, até a noite”.

Outra boa opção é aumentar a ingestão de fibras para manter a saciedade por mais tempo. “Uma alimentação balanceada – com todos os grupos alimentares, proteínas, gorduras boas e carboidratos de baixo índice glicêmico -, é o segredo de alimentar-se bem em cada refeição”.

Conheça, dez alimentos que ajudam a moderar o apetite de forma natural.

OVOS

“Complete o café da manhã com um alimento rico em proteína, como um ovo quente”.

FEIJÃO

“Coma feijão com regularidade, especialmente o feijão-branco que estimula um hormônio ligado ao trato digestivo, a colicistoquinina, que corta o apetite naturalmente”, explica.

SALADA DE FOLHAS CRUAS E LEGUMES

“Além de acrescentar vitaminas, também aumenta a quantidade de fibras e água na alimentação. Isso faz com que o estômago esteja sempre parcialmente cheio e produza uma sensação de saciedade por mais tempo”.

CHÁ VERDE

“O chá verde aumenta a queima de gordura devido à presença de catequinas e antioxidantes”.

PERA

“Coma uma pera 20 minutos antes do almoço e do jantar. Além de água e muita fibra, a pera leva açúcar para o sangue de forma gradual, diminuindo o apetite durante a refeição”.

CANELA

“Este ingrediente ajuda a controlar o índice glicêmico do sangue, diminuindo as crises de fome”.

AVEIA

“As fibras do farelo ou flocos de aveia se expandem no estômago, depois são transformadas numa espécie de gel resistente à digestão, prolongando a saciedade”.

PIMENTA VERMELHA

“Possui uma substância com nome de capsaicina, que suprime o apetite”.

FARELO DE TRIGO

“O alimento reduz o índice glicêmico da massa e do arroz. Indice glicêmico baixo é garantia de apetite tranquilo”.

BANANA

“Tem fibras e, por isso, forra o estômago. Também carrega ferro, potássio e triptofano – substâncias que dão pique e diminuem a compulsão por comida”

O que o açúcar pode fazer com o seu corpo – Parte Final

•10/02/2015 • Comentários desativados

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Teor de açúcar adicionado de produtos industrializados

Como ficar longe do açúcar?

​Não adianta cortar os carboidratos de uma vez só. Dietas como Atkins e Dukan, que propõem eliminar sumariamente o açúcar do cardápio, podem causar falta de serotonina, como indica João Carlos. “A pessoa fica irritada, tem mal estar e dor de cabeça”. O ideal é eliminar aos poucos os alimentos adoçados da dieta e da cozinha.

  •  Fique atento ao rótulo dos alimentos industrializados

Se constar açúcar, dextrose, xarope de frutose, xarope de milho na composição, opte pela versão diet ou natural – como é nos casos dos sucos de caixinha.

  • Prefira os integrais

Os carboidratos complexos (presentes nos alimentos integrais) têm absorção mais lenta e índice glicêmico menor, o que evita a hiperglicemia.

  • Use adoçantes

“Adoçantes são apenas edulcorantes, eles imitam o açúcar mas não têm o mesmo poder.”, explica Henrique Suplicy. Ou seja, eles não possuem tantas calorias e não aumentam a glicemia. Bom, né? Mas cuidado com o consumo excessivo de aspartame.

  • TPM

Na hora que bater aquela vontade de um docinho, cure o desejo com frutas, que possuem frutose (porém em baixos níveis) e fibras, que controlam o tempo de absorção do açúcar e seguram o aumento da insulina.

Todo mundo gosta de comer doce, mas poucos conseguem comer a quantidade certa para prevenir problemas. O açúcar não está apenas nos alimentos doces e pode fazer bem e fornecer energia para o organismo, se consumido na medida certa. Mas o problema é que a maioria dos brasileiros consome mais do que o recomendado por dia. Esse excesso pode causar obesidade e, consequentemente, diabetes. Evitar a obesidade é a melhor maneira de prevenir o diabetes e, por isso, é importante evitar também o excesso do consumo de açúcar.

O aumento do tecido gorduroso ocasionado pelo excesso de peso, especialmente no abdômen, provoca a produção exagerada de substâncias que interferem na ação da insulina produzida pelo pâncreas, o que favorece o aparecimento da diabetes. Além disso, estudos mostram que as pessoas que consomem muito açúcar têm uma dieta mais rica em gordura e isso também é fator de risco para o aparecimento dessas doenças.

O consumo recomendado de sacarose, ou seja, o açúcar refinado, cristal, mascavo ou light, é de, no máximo, 10% das calorias diárias. No entanto, os brasileiros consomem, em média, 14% dessas calorias, mais do que o recomendado. No caso dos diabéticos, eles também podem consumir essa mesma quantidade de açúcar do que as pessoas sem a doença – 10% das calorias diárias. Mas aqueles com a glicemia muito alta (acima de 140 mg/dl) devem evitar o consumo de sacarose, que tem rápida absorção e favorecem os picos hiperglicêmicos.

Entre os diferentes tipos de açúcar – refinado, mascavo, cristal e orgânico, não há diferença no valor calórico. Eles não têm valor nutricional e a diferença é que um é mais refinado que o outro. Por exemplo, o açúcar mascavo  não passa pelo processo de branqueamento e refinamento, mas tem o mesmo valor calórico dos outros tipos.

Um alimento que tem açúcar, mas que é essencial para o organismo, é a fruta. A recomendação é comer 4 porções de frutas por dia e uma delas deve ser fonte de vitamina C, como é o caso da laranja e da mexerica.

Já o consumo de produtos com lactose, como o leite, o iogurte e o requeijão, deve ser de duas porções diárias. Os mais indicados são os iogurtes naturais desnatados, que têm apenas lactose. Os iogurtes com mel têm frutose e sacarose.

O açúcar no sangue em excesso é o que faz mal, mas o consumo moderado não traz problemas. O consumo de carboidratos e outros alimentos, como beterraba, também aumentam esse índice de açúcar no sangue e só causam problemas se o aumento for exagerado.

 
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