Transtornos Alimentares – Parte 3

•23/04/2015 • Deixe um comentário

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Bulimia

A bulimia nervosa, habitualmente denominada de bulimia, é um transtorno alimentar marcado por episódios de voracidade seguidos de purgas. Durante um episódio de voracidade, um bulímico ingere grande quantidade de comida de uma só vez, mas depois purga-a, quer induzindo vômitos, quer tomando um laxante ou diurético. Para os bulímicos, comer compulsivamente e purgar constitui um ciclo, mas eles podem não ganhar ou perder peso suficiente para que se torne óbvio que padecem de um transtorno alimentar. Danos no trato digestivo, boca, dentes e glândulas salivares são comuns entre bulímicos e o ciclo de alimentação compulsiva e purga constante, significa que eles raramente retêm vitaminas e minerais suficientes para se manterem saudáveis. Estes fatores podem ter efeitos prejudiciais sérios e prolongados na saúde.

Sinais de Bulimia

Apesar de a bulimia estar na maioria das vezes associada a uma fraca auto-estima e fraca auto-confiança, são os comportamentos dos bulímicos que denunciam o seu transtorno alimentar ao exterior. A bulimia é um transtorno alimentar que se manifesta através de uma alimentação compulsiva seguida de purga, e estes comportamentos são os sinais característicos  deste transtorno. Muitos bulímicos têm também comportamentos que se tornam sinais de aviso, tais como:

  • Esconder a comida reservada para episódios de voracidade (incluindo frequentemente pão, massa, doces, sobremesas, batatas fritas e gelados. No entanto, qualquer tipo de comida pode ser consumida durante a ingestão compulsiva);
  • Mentir sobre o que comeram;
  • Comer compulsivamente em segredo;  
  • Vomitar em segredo;
  • Esconder artigos como laxantes ou diuréticos;  
  • Deixar a água da torneira ou do duche a correr na casa de banho para disfarçar os episódios de purgação;  
  • Demonstrar uma preocupação profunda em relação ao peso, forma do corpo e aspecto em geral;
  • Queixas frequentes em relação a dores de garganta (causadas pelos repetidos vómitos);
  • Queixas frequentes em relação a problemas dentários (também causados pelos vómitos);
  • Esconder-se atrás de roupas largas e soltas;
  • Demonstrar pouco ou nenhum impulso sexual.  

Diagnóstico de Bulimia

Apesar de a bulimia ser um transtorno alimentar e, como tal, devastar a saúde física, é diagnosticada de acordo com critérios de saúde mental. É necessário haver correspondência com cinco critérios padrão para que a bulimia seja diagnosticada, incluindo comer compulsivamente, purgar (vómito provocado, uso impróprio de laxantes, uso impróprio de diuréticos, uso impróprio de clisteres, passar fome  e/ou excesso de exercício), um ciclo de compulsão alimentare purga pelo menos duas vezes por semana durante três meses – alimentando um medo profundo em relação ao aumento de peso –, ideias irrealistas relacionadas com o peso ideal e a ausência de anorexia. Se um indivíduo come em excesso e purga durante um episódio de anorexia, considera-se, então, que sofre de Anorexia do Tipo Compulsivo e Purgativo. No entanto, se for diagnosticada bulimia, será necessário determinar um subtipo. A Bulimia Nervosa do Tipo Purgativo é diagnosticada quando um bulímico purga para libertar o corpo de comida, ao passo que a Bulimia Nervosa do Tipo Não-Purgativo é diagnosticada quando o bulímico não purga para libertar o corpo de comida, mas faz exercício ou jejua em excesso após comer compulsivamente.

Obter Ajuda e Tratamento

Não existe uma cura única e reconhecida para a bulimia mas há uma variedade de opções de tratamento. Cada bulímico trabalha com profissionais de saúde mental para conceber uma fusão de tratamentos que se adeqúem a todos os seus comportamentos e preocupações. Os tratamentos comuns para a bulimia incluem aconselhamento/terapia, aconselhamento/terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental (para alterar os hábitos alimentares), uso de grupos de apoio ou terapia de grupo e aconselhamento e planeamento nutricional. Raramente é utilizada medicação como tratamento para a bulimia, a não ser que seja receitada para tratar condições que lhe estejam associadas, tais como a depressão. Pode ser obtida informação adicional relativamente ao diagnóstico e tratamento da bulimia através de um médico de clínica geral, um profissional de saúde mental ou através de outras entidades competentes.

Transtornos Alimentares – Parte 2

•21/04/2015 • Deixe um comentário

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Anorexia

A anorexia nervosa, também simplesmente conhecida como anorexia, é um transtorno alimentar que provoca no indivíduo tanto medo de ganhar peso e/ou gordura corporal que ele(a) limitará severamente a quantidade de comida que ingere. Por vezes, os anoréxicos também fazem exercício em excesso, numa tentativa de queimar as calorias que ingeriram, para não ganharem peso extra. Mesmo quando se desgastam fisicamente, e os outros os acham doentiamente magros, os anoréxicos ainda acham que os seus corpos são muito pesados e continuam a comer tão pouco quanto possível. Infelizmente, sem nutrientes suficientes para os alimentar, os órgãos internos de um anoréxico podem falhar, podendo daí resultar a morte.

Sinais de Anorexia

Raramente um anoréxico reconhece o seu transtorno alimentar e procura ajuda, portanto cabe muitas vezes a familiares e amigos que suspeitam de anorexia nervosa procurar ajuda de profissionais. Muitos dos sinais que indicam anorexia incluem:

  • Contagem obsessiva de calorias;
  • Saltar refeições;
  • Brincar com a comida no prato em vez de comer;
  • Esconder comida (num guardanapo, debaixo de uma travessa, etc.) para evitar comê-la;
  • Mentir quanto a já ter comido, numa tentativa de evitar uma refeição;
  • Ingerir apenas um determinado tipo de comida;
  • Fazer exercício em excesso, particularmente depois de uma refeição, ou “para abrir o apetite”;
  • Perda dramática de peso;
  • Excessivo interesse em questões relacionadas com peso, imagem corporal e jejum;
  • Vestir (para esconder o corpo) roupa larga ou disforme;
  • Baixos níveis de energia;
  • Doenças frequentes;
  • Sono excessivo;
  • Reduzido ou inexistente apetite sexual.

Diagnóstico da Anorexia

Um diagnóstico de anorexia só pode ser feito por um médico qualificado, habitualmente um psiquiatra. Para diagnosticar anorexia têm de surgir quatro critérios de diagnóstico. Os critérios padrão para o diagnóstico de anorexia incluem a recusa do indivíduo em manter um peso corporal apropriado para a sua altura e idade (normalmente 15% abaixo da média), um medo intenso de ficar “gordo” ou com excesso de peso, mesmo quando magríssimo, uma falta de auto-confiança relacionada com uma auto-imagem distorcida e a perda de períodos menstruais durante pelo menos três meses (obviamente não incluído no diagnóstico masculino). Se a anorexia é diagnosticada de acordo com critérios de doença mental, um anoréxico também precisará de um exame físico completo para determinar a extensão da doença ou da injúria que foi causada por esta transtorno alimentar.

Obter Ajuda e Tratamento

Anoréxicos gravemente afetados ao nível do físico podem precisar de ser tratados num hospital residencial ou clínica e voltar a ganhar força antes de efetivamente iniciarem o tratamento do seu transtorno alimentar. Não há sistema ou cura reconhecida para a anorexia, mas os tratamentos podem incluir uma mistura de aconselhamento/terapia, aconselhamento familiar/terapia, terapia cognitivo-comportamental (para mudar o tipo de comida ingerida, bem como comportamentos alimentares e/ou tipo de exercício físico desenvolvido), o recurso a grupos de apoio ou terapia de grupo, e aconselhamento e planeamento nutricional. Raramente se utiliza medicação no tratamento da anorexia, a não ser que seja receitada para tratar condições associadas à depressão.

A anorexia é um transtorno alimentar comum mas altamente perigosa que pode ter efeitos duradouros na saúde física e mental do indivíduo. Muitos anoréxicos não reconhecem a sua transtorno alimentar como prejudicial, e menos ainda procuram diagnóstico e tratamento por sua iniciativa. Em vez disso, são muitas vezes a família e amigos que intervêm para procurar ajuda para a anorexia antes que algum dano irreversível ocorra.

Transtornos Alimentares – Parte 1

•16/04/2015 • Deixe um comentário

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O que são transtornos alimentares?

Os transtornos alimentares prevalecem sobretudo entre raparigas adolescentes e jovens adultas, mas cerca de 5 a 10% dos casos ocorrem com rapazes. As vítimas sentem-se normalmente impotentes em relação às suas vidas, sofrem de baixa auto-estima e têm uma fraca imagem do seu corpo. Usam a comida – seja a restrição da comida ao ponto de passarem fome, o ou excesso de comida ao ponto de ficarem obesos –, como forma de ganhar controlo sobre alguns aspectos das suas vidas.

Algumas formas comuns de transtorno alimentar: a Anorexia Nervosa é uma condição em que as pessoas restringem a ingestão de comida, às vezes para valores tão baixos como 300 calorias por dia; a Bulimia Nervosa caracteriza-se por períodos de indulgência em grandes quantidades de comida para depois vomitar ou usar laxantes para eliminar a comida do corpo; o Transtorno de Compulsão Alimentar e excesso compulsivo de alimentação ocorre quando as pessoas comem em demasia mas não purgam a comida e ganham peso em excesso e a ortorexia é a obsessão doentia por alimentação saudável, o que em excesso e não regulado pode ser prejudicial. Qualquer um destes transtornos alimentares tem consequências nutricionais muito graves e um forte impacto na saúde dos indivíduos.

Nutrição para transtornos alimentares

Uma boa nutrição é essencial a todos e especialmente às pessoas em recuperação de um transtorno alimentar. Primeiro, certifique-se de que a pessoa com o transtorno foi avaliada por um médico qualificado e que se encontra num plano de tratamento. Uma terapia nutricional aliada a psicoterapia e farmacologia ou formas variadas de medicina alternativa, pode ajudar uma pessoa em recuperação de um transtorno alimentar.

Parte de um plano de tratamento eficaz consiste em ajudar a pessoa a regressar a um padrão de alimentação saudável. O corpo de uma pessoa que tem passado fome está num estado terrível e precisa de alimentos nutritivos para recuperar energia, restabelecer o equilíbrio químico e melhorar a clareza mental.

Os seguintes alimentos podem ajudar na recuperação de um transtorno alimentar:

  • Alimentos integrais concedem nutrientes que revitalizam o corpo. O pão de centeio integral, arroz integral, fruta e legumes frescos e carnes magras darão aos corpos desgastados um aumento de energia. As comidas processadas oferecem açúcar, xarope de milho com alto teor de frutose, gordura, cereais refinados e muito pouco no que diz respeito a nutrientes;
  • O cálcio presente em produtos lácteos magros e vegetais folhados ajudam a fortalecer os ossos e os dentes. As dietas excessivas roubam cálcio aos ossos, tornando-os frágeis. As jovens que sofrem devido a um transtorno alimentar mostraram ter uma massa óssea semelhante à de mulheres idosas. Para além do mais, vomitar em excesso destrói o esmalte dos dentes;
  • Carnes magras, legumes e peixe proporcionam as proteínas necessárias das quais um corpo mal nutrido precisa;
  • Os ácidos gordos do Ómega 3 encontrado no peixe, ovos e nozes, estimulam o coração. Quem sofre de anorexia corre o risco de ter problemas cardíacos e arritmia cardíaca pois o corpo não tem gordura suficiente para sustentar o funcionamento cardíaco;
  • Os líquidos e sódio da água e bebidas desportivas são necessários para restabelecer o desequilíbrio de eletrólitos e restituir a perda de água devido à desidratação provocada por vomitar em excesso, ou pelo uso de laxantes e de diuréticos.

Os atletas que sofrem de transtornos alimentares precisam de aconselhamento nutricional especializado. Desportos como a luta livre, corrida, ballet e ginástica, que dão ênfase a corpos magros e tonificados, apresentam um número excepcionalmente elevado de praticantes com transtornos alimentares. Estes atletas restringem a comida, têm um índice de massa corporal muito baixo, abusam de bebidas proteicas e suplementos e tentam perder o peso da água com diuréticos e saunas.

Os atletas devem concentrar-se numa alimentação baseada em alimentos em vez de suplementos, carbonatos e gorduras para a energia, proteínas para os músculos, fluidos e eletrólitos adequados, e vitaminas e eletrólitos para manter a performance e o equilíbrio nutricional.

Porquê usar a nutrição para prevenir transtornos alimentares?

As práticas de boa nutrição podem ajudar a prevenir transtornos alimentares. Os jovens vão buscar a sua imagem corporal e auto-estima ao mundo que os rodeia. Envolver as crianças na preparação da comida e ensinar-lhes a reconhecer imagens corporais realistas pode prepará-las para hábitos saudáveis que podem ser-lhes úteis ao longo da vida.

Ajude-os a focarem-se na boa saúde e alimentos saudáveis em vez do seu peso e do que a balança diz. As crianças podem ser atarracadas mas saudáveis se comerem alimentos corretos e fizerem exercício. Ensinem as crianças a comer quando têm fome e não por razões emocionais. Deixe-as saber que não há nenhuma boa razão para terem de passar fome. Não critique o peso de uma criança nem se queixe do seu tamanho. Desenvolva previamente planos de comida saudável e mantenha-se firme na sua prossecução.

Procure sinais de aviso que possam indicar que uma pessoa jovem possa estar a caminho de uma transtorno alimentar: contar obsessivamente as calorias de tudo o que come, só comer “dieta” ou alimentos baixos em gordura, dizer que está gorda quando de facto está muito magra, abusar de laxantes, pesar-se constantemente e fazer exercício em excesso.

kefir – Parte Final

•14/04/2015 • Deixe um comentário

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Composição biológica do kefir

A população de micro-organismos que habita o grão de kefir é extensa e variada, podendo haver vários bilhões deles na sua porção diária.

-Bactérias: Lactobacillus (acidophilus, brevis, casei, bulgaricus, delbrueckii, gasseri, lactis, helveticus, kefiranofaciens, kefiri, paracasei, plantarum, rhamnosus, sake, cremoris), Lactococcus lactis, Leuconostoc (cremoris, dextranicum, mesenteroides), Streptococcus thermophilus, Bifidobacterium bifidum, Acetobacter;Leveduras: Saccharomyces (cerevisiae, martiniae, unisporus), Chamaerops humilis, Kazachstania (unispora, exigua), Kluyveromyces (siamensis, lactis, marxianus).

O kefir contém sais minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio, potássio, sódio, cobre, molibdênio, manganês e zinco), vitaminas (A, complexo B, C, D, E, K2) e aminoácidos essenciais (metionina, cisteína, triptofano, fenilalanina, tirosina, leucina, isoleucina, treonina, lisina e valina).

Intolerância à lactose e kefir

As bactérias e leveduras do kefir produzem lactase, uma enzima que consome a maior parte da lactose presente no leite, e por isso ele fica com o sabor azedo. Isto significa que até os intolerantes à lactose podem se beneficiar do seu consumo. Os sintomas mais comuns da intolerância à lactose são gases, inchaço, náusea, diarreia, fezes fétidas e cólicas. É difícil dizer quanta lactose realmente é transformada em lactase no kefir, mas se não houver nenhum sintoma, isso significa que a lactase produzida foi suficiente para neutralizar a lactose.

Muitos benefícios

O kefir aumenta a imunidade, melhora a densidade óssea, desinflama o intestino e ajuda em doenças inflamatórias do cólon, combate alergias e asma, protege contra o câncer, melhora a digestão da lactose e pode ajudar a quem tem intolerância, detona a candidíase e desintoxica do corpo.

Kefir emagrece?

Várias bactérias presentes no kefir têm ação emagrecedora por diferentes mecanismos: L. plantarum, L. rhamnosus, L. gasseri, e outras mais.

Dose indicada

O kefir pode ser tomado diariamente, 1 copo de 200 ml, ao natural, misturado com frutas, no suco ou no shake. Para conseguir os grãos e iniciar o processo de produzir o seu próprio kefir consulte a internet – há vários doadores.

Kefir – Parte 1

•09/04/2015 • Comments Off on Kefir – Parte 1

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O kefir é uma bebida láctea fermentada originada séculos atrás nas montanhas do Cáucaso, com sabor levemente azedo e refrescante, semelhante ao iogurte. Mas ele é muito mais saudável e poderoso do que o seu primo, pois contém uma grande população de leveduras e bactérias benéficas. O kefir também fornece valiosas vitaminas, minerais e proteínas facilmente digeríveis. Ele é um super probiótico com inúmeras ações benéficas no organismo, notadamente na nossa imunidade.

Um microbioma extraordinário

A microbiota intestinal (mais de 100 trilhões de bactérias que colonizam o cólon) não é apenas importante para a melhor digestão dos alimentos e absorção de nutrientes, ela também ajuda o corpo a produzir vitaminas, neurotransmissores e hormônios, é responsável pela imunidade e ainda acelera a eliminação de toxinas, pesticidas e metais pesados. Esta legião de bactérias que nos habitam atua no metabolismo e no humor, e chega a pesar quatro quilos! Elas moram basicamente no nosso intestino, e na maioria, são bactérias benéficas (probióticos) que protegem o nosso corpo de infecções.

Probióticos e imunidade

Existem mais de 500 tipos de bactérias, um verdadeiro zoológico interno, que produzem compostos como as citoquinas e o ácido butírico, com ação antimicrobiana e antibacteriana, ou seja, agem na redução de bactérias e micro-organismos indesejáveis protegendo o nosso corpo. Os probióticos também agem no sistema imunológico estimulando a produção de uma substância chamada gama-interferon, cujos níveis aumentados no sangue ajudam o organismo a lutar contra infecções, o que diminui a incidência de gripes e resfriados, por exemplo.

O que é o kefir?

Kefir é um composto de partículas brancas gelatinosas chamadas grãos. Estes grãos contêm uma mistura de bactérias e leveduras aglutinada sobre uma matriz de proteínas e açúcares complexos (polissacarídeos). Os grãos de kefir se assemelham a floretes de couve-flor, e podem ser pequenos como uma ervilha ou crescer até o tamanho de uma noz. Os grãos fermentam o leite incorporando seus micro-organismos no produto cultivado. Depois de pronto os grãos são removidos com um coador antes do consumo do kefir e adicionados a uma nova porção de leite. O kefir pode ser feito com qualquer tipo de leite animal (vaca, cabra ou ovelha) ou com leites vegetais (coco, arroz ou amêndoa) para os mais sensíveis ao efeito da lactose. Ele também pode ser preparado com água de coco e outros sucos de frutas.

8 maneiras simples de desintoxicar o corpo – Parte Final

•07/04/2015 • Comments Off on 8 maneiras simples de desintoxicar o corpo – Parte Final

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  1. Dê uma chance aos superalimentos

O mais bacana dessa história de desintoxicar o corpo é que você pode entrar no ritmo para incorporar a alimentação balanceada de vez à rotina. Os superalimentos, por exemplo, enchem as refeições de vitaminas, proteínas e minerais. Na próxima ida ao supermercado, lembre-se de colocar no carrinho:

– Espinafre. Contém antioxidantes que combatem os radicais livres e o envelhecimento precoce, além de ajudar o cérebro a processar informações mais rápido.

– Couve. A folha verde-escura mais usada nos sucos verdes virou queridinha porque é anti-inflamatória e cicatrizante.

– Aipo. Também conhecido como salsão, protege o organismo contra diversos tipos de câncer.

– Semente de abóbora. É um reforço e tanto para o sistema imunológico, também melhora a memória e a concentração.

– Romã. Implacável contra a TPM e rica em vitamina C, aumenta os níveis de cálcio no corpo.

  1. Trabalhe o coração

Os exercícios físicos contribuem muito para a desintoxicação do organismo porque impulsionam a circulação sanguínea, a excreção de toxinas e a saúde do coração. Se você é sedentária, comece com treinos curtos diários – uma caminhada leve, por exemplo. O ideal é consultar um especialista em educação física para que ele recomende a melhor atividade para você.

  1. Transpire

Outra maneira de desintoxicar o organismo suando: a sauna. O calor aumenta a frequência cardíaca e estimula a circulação do sangue. A pele expele componentes tóxicos derivados da poluição atmosférica. Músculos e articulações também agradecem, já que as altas temperaturas ajudam a relaxá-los. Mas, antes de começar a sua sessão, atente-se às dicas do Harvard Men’s Health Watch:
– Evite o consumo de álcool e medicamentos que possam coibir a transpiração e gerar hipertermia, antes ou depois da sauna.
– O tempo de permanência dentro da sauna é de 15 a 20 minutos. Não ultrapasse esse limite.
– Se você sentir qualquer mal-estar, saia da sauna imediatamente.
– Após a sessão, refresque o corpo gradualmente.
– Beba água após a sauna. Pelo menos dois copos.
– Não frequente a sauna se estiver doente.

  1. Prefira as fibras

Bater um smoothie saudável é uma ótima saída para quem não gosta de comer verduras e frutas; mas jogar os ingredientes no liquidificador tem uma desvantagem: as fibras são eliminadas.
Alguns dos benefícios de uma dieta rica em fibras estão o poder de diminuir a absorção de colesterol e gordura e evitar doenças cardiovasculares. Ou seja, prefira consumir vegetais inteiros para conservar a propriedade e ajudar na desintoxicação do corpo.

  1. Drenagem linfática

A massagem já é truque de beleza das antigas, com a promessa de eliminar a celulite. Os movimentos da drenagem ajudam a acelerar um processo que o corpo já faz naturalmente, que é eliminar líquidos e resíduos através do sistema linfático, combatendo o inchaço e varrendo resíduos do corpo.

8 maneiras simples de desintoxicar o corpo – Parte 1

•02/04/2015 • Comments Off on 8 maneiras simples de desintoxicar o corpo – Parte 1

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Como desintoxicar o organismo?

Antes de bater algumas frutas e verduras no liquidificador e chamar de detox, saiba que um suco verde sozinho não dá conta de faxinar o seu organismo completamente. Para desintoxicar o corpo, a alimentação é protagonista, mas os cuidados podem ir além da mesa. Pois bem, nossa lista traz oito hábitos simples que ajudam você a eliminar toxinas e ter uma vida mais saudável. Que tal tentar começar agora?

1. Evitar bebidas industrializadas

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Harvard indicou que pessoas que consomem bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos e chás industrializados, isotônicos) têm 26% mais chances de desenvolver diabetes tipo dois do que aquelas que as tomam raramente. Nós também já contamos que uma latinha de refri por dia pode ser tão prejudicial para a saúde quanto fumar. Grave, não é? Café e álcool, em excesso, contribuem para desidratação.
Se a ideia é desintoxicar o organismo, invista em sucos naturais e água, muita água, que, entre outros benefícios, tem função reguladora, protege o coração, melhora o fluxo intestinal e ajuda a emagrecer.

  1. Vá de orgânicos

O preço é salgado, mas vale dar preferência aos alimentos orgânicos em nome da saúde. Um estudo feito pela Universidade de Stanford provou que o consumo de vegetais orgânicos diminui a exposição do organismo a agrotóxicos – por motivos óbvios – e a bactérias resistentes a antibióticos.
Caso o investimento não caiba no bolso, uma dica: consulte o Programa de Análise de Resíduos Agrotóxicos em Alimentos da Anvisa, que enumera os vegetais com maior carga de pesticidas e escolha a versão orgânica dos itens com piores resultados. O último relatório, de 2012, traz a abobrinha em primeiro lugar, seguida pela alface.

  1. Tome sucos naturais

Desintoxicar o organismo requer as escolhas mais naturais possíveis. Você é do tipo que passa longe das verduras na hora de montar o prato? Tente introduzir um copo de suco verde no cardápio. “A ingestão de verduras e legumes é ainda mais importante do que a de frutas porque esses alimentos fornecem vitaminas, minerais, fibras e quase zero açúcar e calorias”, explica a nutricionista esportiva Marina Gorga. Tomar sucos verdes, aliás, deve ser um hábito para a vida toda – não só para os momentos detox.
Extraia o máximo de nutrientes variando a receita diariamente, assim você não corre o risco de enjoar, nem de sobrecarregar o organismo com algum componente. Fique atenta às misturas: muitos itens juntos podem deixar seu suco verde calórico. Pessoas com hipotireoidismo devem limitar o uso de couve, já que, quando crua, ela interfere na absorção do iodo, essencial para a produção dos hormônios da tireoide.

 
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