Alimentação Saudável – Parte 3

•21/05/2015 • Deixe um comentário

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Cronograma de Alimentação

As seguintes orientações indicam a preparação do bebé para a introdução de vários alimentos sólidos. Consulte o seu pediatra para conselhos específicos de alimentação saudável para o bebé.

MESES PODE COMEÇAR COM…
4 – 6 Cereais fortificados em ferro; fruta e legumes em puré
6 – 9 Carne e aves em papa; mistura de legumes e frutas; preparados

alimentares para bebés; iogurte; gemas de ovo

9 – 12 Alimentos variados finamente picados; combinações suaves de queijo,

esparguete e leguminosas

12 – 18 Alimentos para criança; alimentos familiares; alimentos ricos em fibras;

leite de vaca

Os pediatras recomendam que o leite materno ou leite fortificado seja ministrado ao bebé até um ano de idade. A amamentação pode continuar até que a mãe e o bebé o desejem. O leite de vaca pode substituir o leite fortificado para bebé entre os 12 e os 24 meses de vida.

7 aos 9 meses

  • Os bebés estão prontos para aumentar a variedade dos alimentos e texturas da sua dieta.
  • Carnes, aves e comida para bebé pode ser introduzida nesta altura
  • Bebés alimentados com leite materno podem querer menos doses, e bebés alimentados com fórmulas de leite fortificado podem tomar menos do que 800 ml de leite por dia.
  • Os alimentos preparados em casa, para serem o mais saudáveis possível, devem ser primeiro preparados em vapor, e depois esmagados em puré. Não utilize mel ou xarope de milho, porque estes produtos podem conter esporos prejudiciais aos bebés. O seu bebé vai apreciar especiarias (leves) e ervas na comida, mas não junte nunca açúcar ou sal aos alimentos.
  • Nesta altura, muitos bebés estão prontos para começarem a comer comida com a mão. O bebé deve estar sentado direito, ser capaz de agarrar na comida com a mão ou os dedos, e levar a comida da mão para a boca.
  • Alimentos como partes de banana, cereais secos sem adição de açúcar, bolachas e biscoitos são boas escolhas.

Dica: Fique sempre junto ao bebé enquanto ele come.
10 aos 12 Meses

  • Podem ser introduzidos legumes cozidos (sem sal ou açúcar)
  • Os bebés usam as gengivas e língua para amolecer e esmagar os alimentos, por isso não se preocupe pelo facto do seu bebé não ter dentes
  • A maioria dos bebés come 3 ou 4 refeições por dia
  • Os bebés vão ficando cada vez mais independentes e podem ser encorajados a segurar numa colher e a usar as duas mão enquanto bebem de um copo.
  • Fale com o bebé e nomeie os alimentos, objetos e utensílios e cor dos alimentos.

Lembre-se: Torne as horas de refeição um tempo especial para você e o seu bebé comunicarem

Se a sua família tem um historial de alergias aos alimentos, é preferível que amamente durante o maior tempo possível e atrase a introdução de alimentos sólidos até aos seis meses de idade. Adie a introdução dos alimentos específicos que causam alergias aos membros da família – bem como trigo, clara de ovo, soja, cítricos, amendoins, nozes e leite de vaca – até que depois de atingir 1 ano de vida. Pergunte ao seu pediatra conselhos de alimentação saudável para o bebé.

Por volta do primeiro ano de vida, a maioria dos bebés consegue comer alimentos leves e macios, com a amamentação a continuar até que a mãe deseje. Leite de vaca pode ser introduzido desde que se mantenham entre os 470 e os 700 ml por dia, já que as crianças precisam da gordura do leite materno ou do leite de vaca para um crescimento saudável. é por isso que o leite magro não deve ser introduzido até aos dois anos de idade. No segundo ano, pondere iniciar o bebé em alimentos com fibras, como cereais de múltiplos grãos e pão 100% trigo. Evite manteiga de amendoim e até ao final do segundo ano por causa de alergias e asfixia.

12 aos 18 meses

A quantidade mínima de alimentos que um bebé nesta faixa deve consumir inclui:

  • Leite materno ou leite de vaca (470 a 700 ml por dia)
  • Frutas e vegetais (entre 4 a 8 colheres)
  • 4 doses de pão e cereais ( 1 dose infantil para bebé é 2 colheres de massa, batatas ou arroz ou 1/4 de fatia de pão).
  • 2 doses de carne, aves ou peixe por dia ou 1 colher ou 15 grs de cada.

Alimentação Saudável – Parte 2

•19/05/2015 • Deixe um comentário

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Alimentação Saudável para o seu Bebé – Segunda parte

Recomendações importantes sobre a iniciação aos alimentos sólidos:

  • O melhor alimento para iniciar o seu bebé nos sólidos é um cereal para bebés fortificado em ferro de grão único (geralmente arroz). O arroz é facilmente digerido e é pouco provável que possa causar algum tipo de alergia.
  • Misture 1 – 2 colheres de chá de cereal seco com leite materno ou leite próprio para bebés para diluir e facilitar a ingestão.
  • Utilize uma colher pequena de cabo longo para servir o cereal.
  • Comece devagar. Coloque uma pequena quantidade de cereal diluído no meio da língua do bebé. Não use um biberão. Os bebés precisam de sentir a textura dos novos alimentos sólidos.
  • Lembre-se que qualquer novo alimento é uma sensação diferente para o seu bebé. Os bebés podem demonstrar desagrado e expelir os alimentos a boca quando os experimenta pela primeira vez. Só ao fim de 10 ou 15 tentativas é que o bebé pode começar a mostrar vontade pelos novos alimentos. é normal e não deve ficar desencorajada.
  • Aumente gradualmente a consistência do cereal. Aumente aos poucos para 4-6 colheres de cereal duas vezes por dia.
  • Assegure-se que o bebé está bem sentado para comer.
  • Posicione o bebé para que ele possa ver a pessoa que o alimenta. Horas de refeição são excelentes oportunidades para o bebé e os pais sorrirem, rirem, comunicarem e aproveitarem o facto de estarem juntos.

O apetite do bebé pode variar. Os bebés dizem-nos que estão cheios e não querem comer mais ao fechar os lábios e virar a cara da colher. Respeite o apetite próprio e nunca force o seu bebé a comer mais depois de ver estes sinais. Reconhecer estes sinais ajuda o bebé a comer a quantidade certa, em vez de comer em demasia, o que pode evita problemas futuros de obesidade infantil.

Quando devo introduzir outros tipos de alimentos?

  • Assim que o bebé tenha dominado os cereais, introduza vegetais e frutas.
  • Introduza um novo tipo de alimentos de 4 em 4 dias de modo a permitir o sistema do bebé adaptar-se e verificar possíveis reações invulgares.
  • Comece com uma a duas colheres de legumes em puré, como abóbora, ervilhas, cenouras ou batata doce. Estes alimentos não contêm trigo, leite, ovo ou cítricos aos quais alguns bebés podem ser sensíveis. Aumente gradualmente a quantidade de legumes ou fruta para entre quatro a oito colheres por dia, dependendo do apetite do bebé. Por volta dos sete meses, o seu bebé deve conseguir comer duas refeições de cereais, fruta e vegetais por dia, em conjunto com amamentação ou leite fortificado.
  • Os sumos ainda não são necessários. Espere até que o seu bebé consiga usar uma taça para beber sumos.
  • Sinais de possíveis problemas com a introdução de novos alimentos incluem: alergia de pele, diarreia ou vómitos. Pare imediatamente de dar o novo alimento e comunique ao seu pediatra a reação do bebé.

Dica: Mantenha um diário atualizado dos novos alimentos introduzidos e as reações verificadas.

Alimentação Saudável – Parte 1

•14/05/2015 • Deixe um comentário

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Alimentação Saudável para o seu Bebé – Primeira parte

Guia Nutricional para bebés dos 6 aos 18 meses de idade

As necessidades nutricionais dos bebés são completamente asseguradas pelo leite materno ou através de fórmulas especiais de leite fortificado em ferro até atingirem os seis meses de idade. Hoje em dia, é aceite pela comunidade científica internacional que a alimentação mais saudável para um bebé até aos seis meses é o leite materno, reunindo todos os elementos essenciais para a nutrição do bebé e o desenvolvimento e crescimento até essa idade.

O seu pediatra pode-lhe contudo recomendar um suplemento de vitamina D, caso o seu bebé seja alimentado exclusivamente com o leite materno. Por volta dos quatro até aos seis meses, os bebés começam a observar e imitar os hábitos alimentares dos pais e outros adultos com quem estabelecem contato regularmente. Nesta altura, o bebé pode estar já preparado para acrescentar alimentos complementares ao leite materno.

Naturalmente que os pais, avós ou outros responsáveis pela alimentação do bebé têm dúvidas sobre questões fundamentais: Quando está o bebé preparado para alimentos sólidos? Quais os alimentos que devem ser incluídos e quais os mais saudáveis? Que quantidade é suficiente?

Este guia fornece as diretrizes gerais para a introdução dos bebés aos alimentos sólidos, bem como algumas dicas para que as refeições decorram da forma mais segura possível. Tome em consideração que cada bebé é um ser individual, e que pode estar preparado para alimentos diferentes com base na sua idade, necessidades nutricionais, de desenvolvimento ou outros fatores. Consulte sempre um técnico especialista em saúde, preferencialmente um pediatra, para conselhos específicos de alimentação saudável para o seu bebé.

Porque devo esperar que o meu bebé tenha entre quatro e seis meses de idade para que possa alimentá-lo com sólidos?

  • O seu bebé obtém todos os nutrientes que necessita para o desenvolvimento a partir do leite materno ou através de leite especial fortificado com ferro para bebés até aos primeiros quatro/seis meses de vida.
  • O risco do bebé ter uma reação alérgica aos alimentos é menor a partir dessa idade, sendo preferível esperar até então para introduzir sólidos, especialmente se existe um historial de alergias na família.
  • O seu bebé não está preparado para digerir outros alimentos além do leite materno ou leite para bebés fortificado até aos quatro/seis meses.
  • O sono do bebé perde qualidade com o acréscimo de alimentos sólidos antes dessa idade.
  • O risco do seu bebé sufocar com alimentos sólidos é maior nos quatro/seis meses de vida.

4 aos 6 Meses

Como tomo a decisão que o meu bebé está pronto para começar a ingerir alimentos sólidos?

O seu bebé poderá estar preparado se:

  • O bebé mantém a cabeça firme quando está sentado
  • O bebé por vezes abre a boca quando vê comida
  • O bebé mostra interesse na comida quando outros comerem
  • O bebé consegue engolir comida para bebé colocada na língua

A hora de comer é uma altura muito importante para o seu bebé. Coloque o bebé numa posição confortável e certifique-se que está bem sentado. Escolha uma altura em que o bebé não esteja demasiado cansado ou com demasiada fome para iniciar-se nos alimentos sólidos. é provável que o bebé esteja mais predisposto a experimentar novos alimentos logo após uma curta sesta.

Transtornos Alimentares – Parte 8

•12/05/2015 • Deixe um comentário

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Porque preciso de mais ferro quando estou grávida?

O ferro é um mineral que adquire um papel fundamental para a hemoglobina, uma substância existente no sangue que transporta o oxigénio por todo o corpo, incluindo pelos músculos, ajudando-os a desempenhar convenientemente as suas funções. O ferro aumenta a resistência ao stress e doenças.

O corpo absorve o ferro com maior eficiência durante a gravidez, sendo muito importante assegurar que consome ferro suficiente para si e para o seu bebé. O ferro ajuda a combater sintomas de cansaço, fraqueza, irritabilidade ou depressão.

Seguir uma dieta equilibrada e incluir alimentos ricos em ferro ajuda a mãe e bebé durante a gravidez. Seguem-se algumas diretrizes para o conseguir: A dose diária recomendada de ferro para a mulher grávida é de 27 mg e de 15 mg para mulheres em fase de amamentação

Consumir pelo menos 3 porções de alimentos ricos em ferro por dia ajuda a garantir que ingere 30 mg de ferro por dia. Uma das melhores formas de ingerir ferro é através de um bom pequeno-almoço de cereais, ou através de fontes ricas como fígado.

As melhores fontes de ferro incluem carnes magras, aves, peixe e legumes de cor verde.

Quais são as melhores fontes de ferro?

Carne e marisco: carnes magras, galinha, amêijoas, clara de ovo, peixe, borrego, ostras, porco, sardinhas, peru e vitela.

Legumes e vegetais: brócolis, couves de Bruxelas, feijão verde, ervilhas, batata doce e espinafres, lentilhas, soja.

Fruta: pêssegos, bagas e frutos do bosque, ameixas, passas, damascos, laranja e melancia

Pão e cereais: Arroz e massas, pão enriquecido e cereais variados

Outros alimentos: Amendoins, abóbora e sementes

Desejos durante a gravidez

Os desejos por determinados alimentos durante a gravidez são normais. Apesar de não existir uma explicação que seja aceite por toda a comunidade médica, cerca de 2/3 de todas as mulheres grávidas têm esta experiência. Se tiver um desejo súbito por uma determinada comida, satisfaça-o, desde que forneça alguma energia ou nutriente essencial. Contudo, se os desejos persistirem e a impedirem de obter outros nutrientes na sua dieta, tente balancear com uma alimentação saudável. Este distúrbio denomina-se picamalácia, ou simplesmente pica, e está associado a uma deficiência em ferro – anemia.

Durante a gravidez, o seu paladar pode alterar-se. Pode deixar de apreciar alimentos que gostava bastante antes de ficar grávida. Do mesmo modo, durante a gravidez, certas mulheres sentem desejos súbitos por elementos estranhos não alimentares, como gelo, areia, giz, cinza ou tinta. Não ceda a estes desejos – podem ser nefastos e prejudicar tanto a si como ao seu bebé. Caso tenha algum problema de saúde que a impede de manter uma dieta equilibrada e de ganhar peso, peça conselhos ao seu médico. Nutricionistas credenciados são profissionais que a podem ajudar durante a gravidez a manter uma alimentação saudável.

Transtornos Alimentares – Parte 7

•07/05/2015 • Comentários desativados em Transtornos Alimentares – Parte 7

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Posso fazer dietas de perca de peso durante a gravidez?

Não. Não faça dietas ou tente perder peso durante a gravidez – tanto a mulher grávida como o bebé precisam de todos os nutrientes para se manterem saudáveis. Lembre-se que vai perder peso logo durante a primeira semana após o nascimento do seu bebé.

Posso seguir uma dieta pobre em hidratos de carbono durante a gravidez?

As dietas pobres em hidratos de carbono, como a dieta Atkins ou Dieta de South Beach, são muito populares. Fizeram-se já vários estudos no sentido de analisar os efeitos destas dietas durante a gravidez, contudo, se existem, ainda não são conhecidos. Aconselhamos vivamente a que mantenha uma dieta bem balanceada com todos os grupos alimentares, incluindo hidratos de carbono.

Posso manter a minha dieta vegetariana durante a gravidez?

O facto de estar grávida não é impedimento para que altere os seus hábitos vegetarianos. O seu bebé consegue obter todos os nutrientes que precisa para o desenvolvimento saudável a partir de uma alimentação vegetariana, desde que se assegure que inclui uma variedade de alimentos que fornecem proteínas e calorias suficientes para si e para o seu bebé.

Dependendo do tipo de plano alimentar que segue, pode ser necessário ajustar os seus hábitos alimentares de modo a assegurar que você e o seu bebé recebem a nutrição adequada (deve consumir cerca de 300 calorias a mais do que antes de ficar grávida).

Porque preciso de mais cálcio quando estou grávida?

O cálcio é um nutriente essencial para dentes e ossos saudáveis. O cálcio ajuda o sangue a coagular normalmente, músculos e nervos a funcionarem e o coração a bater regularmente. A grande maioria do cálcio encontra-se nos ossos.

O seu bebé em crescimento precisa de uma quantidade substancial de cálcio para desenvolver-se. Se não consumir a quantidade necessária de cálcio, o seu corpo pode ir buscar o cálcio aos seus ossos, diminuindo a massa óssea e aumentar o risco de contrair osteoporose.

A gravidez é uma altura critica para a mulher consumir cálcio. Mesmo que não existam problemas de desenvolvimento durante a gravidez, um fornecimento inadequado de cálcio nesta altura pode diminuir a robustez dos seus ossos e aumentar a probabilidade de problemas ósseos no futuro.

As seguintes orientações ajudam a assegurar que consome cálcio suficiente durante a gravidez:

  • A dose diária recomendada de cálcio para mulheres grávidas em fase de amamentação com mais de 18 anos é de 1000 mg. Para mulheres até aos 18 anos a dose recomendada é de 1300 mg de cálcio por dia.
  • Comer e beber pelo menos 4 porções de produtos lácteos por dia ajuda a garantir que mantém a quantidade certa de cálcio na sua dieta.
  • As melhores fontes de cálcio são lacticínios, como leite, queijo, iogurte e pudim. O cálcio existe também em legumes verdes (brócolis e espinafres), mariscos, ervilhas e feijão.
  • A vitamina D ajuda o corpo a processar o cálcio. Quantidades regulares e adequadas de vitamina D podem ser obtidas através da exposição ao sol e leite fortificado, ovos e peixe.

Como obtenho cálcio se for intolerante à lactose?

A intolerância à lactose é a incapacidade do organismo para digerir lactose, o açucar existente no leite. Se for intolerante à lactose, pode ter diarreia ou gases se consumir lacticínios.

Contudo, mesmo se for intolerante à lactose, pode obter o cálcio que precisa. Eis algumas sugestões:

  • Tente ingerir pequenas quantidades de leite ou legumes. O leite pode ser melhor tolerado se acompanhado por comida.
  • Pode tolerar certos produtos lácteos que contenham uma quantidade baixa de açúcares (lactose), como queijos ou iogurtes.
  • Ingira fontes de cálcio não lácteas, como brócolis, sardinhas ou tofu.

Transtornos Alimentares – Parte 6

•05/05/2015 • Comentários desativados em Transtornos Alimentares – Parte 6

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Alimentação Saudável durante a Gravidez

Uma alimentação saudável durante a gravidez é muito importante para o seu bebé crescer e desenvolver-se. Por dia, deve consumir cerca de 300 calorias a mais do que antes de engravidar.
Apesar das náuseas e vómitos durante os primeiros meses de gravidez tornarem esta tarefa difícil, deve tentar manter uma dieta equilibrada e ingerir vitaminas pré-natais. Segue-se uma lista de algumas recomendações para manter o seu bebé saudável durante a gravidez:

Objetivos para uma Alimentação Saudável durante a Gravidez:

  • Coma uma variedade de alimentos de modo a conseguir obter todos os nutrientes que precisa. As doses recomendadas incluem 6-11 porções de pão e cereais, 2-4 porções de frutas, 4 ou mais porções de legumes, 4 porções de lacticínios, e 3 porções de fontes proteicas (peixe, ovos). Consuma doces e gorduras de forma moderada.
  • Escolha alimentos enriquecidos em fibras, como pão, cereais, massas, arroz, fruta e legumes.
  • Assegure-se que obtém vitaminas e minerais suficientes na sua dieta diária. Os suplementos vitamínicos pré-natais são uma excelente ajuda e deve tomá-los através de receita médica.
  • Coma e beba pelo menos 4 porções de produtos lácteos e enriquecidos em cálcio por dia, como forma de conseguir 1000-1300 mg de cálcio durante a gravidez.
  • Coma cerca de 3 porções de alimentos ricos em ferro, de forma a obter 27 mg de ferro diariamente.
  • Escolha, pelo menos, uma boa fonte de vitamina C por dia, como laranjas, toranjas, morangos, papaia, brócolis, couve-flor, tomates ou pimentos. As mulheres grávidas necessitam de pelo menos 70 mg de vitamina C por dia para uma alimentação saudável.
  • Escolha uma boa fonte de ácido fólico por dia, como legumes de cor verde, bovinos e leguminosas (feijão preto, ervilhas, etc). Todas as mulheres grávidas precisam de 0.4 mg de ácido fólico por dia par ajudar a prevenir defeitos e malformações como a espinha bífida.
  • Escolha pelo menos uma boa fonte de vitamina A em dias alternados. As fontes de vitamina A são cenouras, abóboras, batata doce, espinafres, beterraba, damasco e melão. Atenção: uma ingestão excessiva de vitamina A (>10,000 IU/dia) pode estar associada a malformações do feto.

Alimentos a Evitar durante a Gravidez

  • Evite bebidas alcoólicas durante a gravidez. O álcool está relacionado com partos prematuros, retardos mentais, defeitos de nascimento e baixo peso dos bebés.
  • Evite o consumo de cafeína. Lembre-se: o chocolate contém cafeína – a quantidade de cafeína num chocolate é equivalente a 1/4 de café.
  • O uso de sacarina (adoçante) é fortemente desencorajado durante a gravidez porque pode atravessar a placenta e instalar-se nos tecidos fetais.
  • Diminua a quantidade total de gorduras que ingere para 30% ou menos das suas calorias diárias. Para uma dieta de 2000 calorias diárias, esta taxa é de 65 gramas, ou menos, de gordura por dia.
  • Não coma espadarte, Luciano ou cavala, devido ao alto teor de mercúrio que estes peixes contêm.
  • Evite queijos suaves como feta, brie e camembert. Estes queijos podem causar infecção por Listeria. Não há a necessidade de evitar queijos processados, em creme, rijos ou iogurte.
  • Evite frutos do mar como marisco cru, especialmente ostras ou amêijoas.

O que comer quando a grávida sente-se indisposta…

Durante a gravidez, a mulher grávida pode acordar com indisposições, diarreia, obstipação ou náuseas. Pode ser extremamente difícil ingerir alimentos, ou pode sentir-se doente só com a ideia de comida. Eis algumas sugestões:

Enjôos matinais: Coma cereais ou bolachas sem sal antes mesmo de sair da cama; coma pequenas e frequentes refeições durante o dia; evite gorduras e frituras.

Obstipação: Coma mais frutas frescas e legumes. Beba 7 copos de água por dia.

Diarreia: Coma alimentos que contêm pectina para ajudar a absorver o excesso de água. Alimentos que contêm pectina são bananas, arroz branco e pão branco refinado.

Azia: Coma pequenas e frequentes refeições durante o dia; tente beber leite antes de comer; evite alimentos e bebidas com cafeína.

Transtornos Alimentares – Parte 5

•30/04/2015 • Comentários desativados em Transtornos Alimentares – Parte 5

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Compulsão Alimentar

A compulsão alimentar é um transtorno alimentar comum, em que um indivíduo consome regularmente uma grande quantidade de comida de uma só vez, ou a toda hora, mesmo quando não tem fome ou se sente fisicamente desconfortável por comer tanto. Ao contrário dos bulímicos, quem come compulsivamente não purga depois de comer em excesso, nem pratica com frequência exercícios em excesso na tentativa de queimar calorias.

Sinais de Compulsão Alimentar

Quem sofre do transtorno de compulsão alimentar consome grandes quantidades de comida de uma só vez ou come constantemente durante um determinado período (por exemplo, durante uma festa de aniversário ou na Consoada) mas não purga ou se liberta da comida depois. O transtorno de compulsão alimentar é habitualmente reconhecido por outros devido aos hábitos alimentares de um indivíduo, tais como:

  • Ingerir uma quantidade excessiva de comida, mesmo quando não tem fome;
  • Comer até se sentir desconfortavelmente cheio ou mesmo agoniado;
  • Esconder hábitos alimentares devido a vergonha ou embaraço;
  • Esconder comida para episódios de voracidade;
  • Esconder embalagens vazias ou caixas de alimentos e gerar lixo em excesso;
  • «Depenicar» ou comer constantemente enquanto houver comida disponível;
  • Comer quando está sob pressão ou se sente psicologicamente diminuído/a;
  • Sentir-se subjugado/a, envergonhado/a e/ou culpado/a durante e/ou depois de um episódio de voracidade;
  • Exprimir repugnância em relação a hábitos alimentares, peso, corpo ou aparência;
  • Expressar descontentamento com a aparência, peso ou auto-estima.

Diagnóstico de Compulsão Alimentar

O transtorno de compulsão alimentar deve ser diagnosticado por um profissional qualificado, de acordo com os critérios de saúde mental reconhecidos. Estes critérios de diagnóstico incluem episódios cíclicos de alimentação em excesso e sensação de perda de controlo durante os episódios, bem como episódios de compulsão alimentar com pelo menos três das seguintes características: comer depressa, comer até atingir mal-estar físico, comer quando não se tem fome, comer sozinho ou ter sentimentos de vergonha e culpa em relação à alimentação. Outros critérios incluem expressão de ansiedade ou angústia em relação à ingestão compulsiva, episódios de voracidade que ocorrem pelo menos duas vezes por semana durante um período mínimo de seis meses e compulsão alimentar sem recurso posterior a um método de purga (vómito auto-induzido, exercício excessivo, etc).

Obter Ajuda e Tratamento

Não há uma cura reconhecida para o transtorno de ingestão compulsiva. Posto isto, há uma variedade de opções de tratamento que podem ser combinadas de acordo com as necessidades específicas do paciente. As opções de tratamento para o transtorno de compulsão alimentar incluem aconselhamento/terapia, aconselhamento ou terapia familiar, terapia cognitivo-comportamental (para alterar os comportamentos alimentares), frequência de grupos de apoio ou terapia de grupo e aconselhamento e planeamento nutricional.

Habitualmente, não são usados medicamentos para tratar o transtorno de ingestão compulsiva, apesar de poderem ser usados supressores de apetite com controlo médico e alguns medicamentos, como anti-depressivos, para o tratamento de condições associadas.

O transtorno de compulsão alimentar é um transtorno alimentar comum, embora muitas vezes mal compreendido. Qualquer informação adicional sobre o transtorno de compulsão alimentar deve ser procurada junto de um médico, um especialista em transtornos alimentares ou outros terapeutas relacionados com este tipo de condição de saúde.

 
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